Educação&Participação

Exercício de se colocar no lugar do outro.

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  • O que éO que é

    Exercício de se colocar no lugar do outro.

  • PúblicoPúblico

    Adolescentes,.

  • MateriaisMateriais

    Papel sulfite, canetas hidrográficas, cola, revistas, baú com adereços para teatro.

  • EspaçoEspaço

    Espaços variados onde possam circular à vontade, sem interferências.

  • DuraçãoDuração

    Um encontro de aproximadamente 90 min.

  • FinalidadeFinalidade

    Vivência de diferentes modos de ser: física, social e emocionalmente, por meio da criação de personagens.

  • ExpectativaExpectativa

    Desenvolver tolerância e respeito com quem é diferente, por qualquer razão: etnia, religião, pensamentos, opiniões; utilizar diferentes linguagens e imagens para falar de si e das situações que vive.

Na prática

personagem

 Como desenvolver?

Na roda, pergunte se alguma vez tiveram vontade de ser outra pessoa.

Como era essa pessoa na sua imaginação? O que ela tinha de legal? Tinha qualidades? Quais? E defeitos? Quais eram? O que elas tinham que eles não têm? É bom poder se imaginar assim?  O que pensam dos atores e atrizes que podem, por profissão, viver diferentes pessoas, de diferentes épocas e lugares? Será bom? Que tal fazer uma experiência?

Proponha o jogo: “Quem sou?”. É um jogo teatral, no qual eles irão circular por todo o espaço disponível e assumir, por meio de gestos e expressões, diferentes personagens, conforme você for indicando.

Abaixo você tem algumas sugestões, mas poderá criar outras. O tempo necessário a cada personagem pode variar, dependendo do envolvimento dos adolescentes.

Veja algumas possibilidades:

  • em relação ao aspecto físico: alto, magro, gordo, baixo, leve, pesado, feio, bonito;
  • em relação aos estados emocionais: alegre, triste, pensativo, bravo, preocupado, apressado, entediado, chateado, assombrado, desprezado;
  • em relação aos jeitos de ser: carinhoso, prestativo, pensativo, distraído extrovertido; em relação a eventuais profissões: vendedor, motorista, motoboy, médico, porteiro, dentista, professor.

Depois de algum tempo, faça outra proposta: que andem pelo espaço, exprimindo com gestos, sentimentos despertados pelas situações que você irá sugerir, uma a uma, como:

 Você está sozinho(a) numa sala. Ouve um estrondo perto da porta.
 Você está apaixonado(a) por uma (um) jovem bonita(o) e descobre que ela(ele) saiu com seu(sua) melhor amigo(a).
 Seu melhor amigo vem lhe contar que você ganhou uma passagem de avião para Paris, com tudo pago.
 Você anda pela calçada e vê um cachorro muito bravo atacar um menininho sentado na porta de uma casa.
 É noite, chove. Você está sozinho(a), lendo um livro. Sua família viajou. De repente, ouve passos perto da porta. Os ruídos param. Ninguém toca a campainha.

 Você é um bebê que está escorregando do carrinho e, de repente, chega sua mãe para segurá-lo.

Terminada a vivência, faça uma roda e conversem sobre as atividades: como foi fazer os diferentes personagens e viver as diferentes situações; que emoções despertaram? Quais personagens foram simpáticos e fáceis de representar e quais foram mais difíceis e por quê.

Proponha, então, que pensem em características de pessoas que lhes agradam ou desagradam; que tentem se lembrar de rostos que já viram na sua vida, pessoalmente ou em livros, revistas, quadros e que os impressionaram.

Dê um tempo para se concentrarem e peça que, aos poucos, escolham um deles para assumir como personagem, podendo ser esse personagem humano ou não, desse planeta ou de outro.

Primeiramente, eles representarão esse personagem, por meio de desenho ou colagem.

Depois, estimule-os a lhes dar vida, imaginando como seriam suas características pessoais, a sua rotina diária, os livros que gosta de ler, as redes sociais a que pertence, programas e filmes que gosta de assistir.

A ficha de identidade abaixo irá ajudá-los a compor melhor seus respectivos personagens.

 

Ficha de Identidade do Personagem

 

Nome ———————————–      Apelido—————————–

Com quem vive?

O que faz para viver?

Onde vive? Como é esse lugar?

O que faz para se divertir?

Que sonhos tem?

E que problemas?

O que gosta nos outros?

O que odeia nos outros?

Quais são os seus medos?

Qual é o seu maior defeito?

E sua melhor qualidade?

Felicidade para ele(ela) é…….

Se pudesse, …………

De que ou de quem sente saudade?

Pessoa que admira e por quê.

 

Terminada a produção, montarão um painel de apresentação, em que cada um falará da sua criação.

Chame a atenção para que observem as semelhanças e as diferenças entre as características dos diferentes personagens apresentados. Discuta quem são esses seres, o que sentem, qual o lugar deles no mundo/universo, como se relacionam com outras pessoas.

Agora, cada um escolherá um personagem criado por um outro colega e, em duplas, um entrevistará o outro, fazendo perguntas que respondam às suas curiosidades sobre tais personagens e anotando o que considerar mais interessante para compartilhar com o grupo todo, ao final.

E se?
Alguém não quiser participar da proposta porque não se sente à vontade, não deve ser obrigado a participar. Talvez alguns se sintam expostos, intimidados, inseguros. Converse reservadamente para entender as razões da não participação e peça que ajudem você, de alguma forma, na organização, no desenvolvimento ou no registro da atividade, para que não fiquem excluídos e, gradativamente, adquiram confiança em participar.

 

Hora de avaliar

Depois de todos apresentarem os personagens entrevistados,  conversem sobre como eles se sentiram na “pele” daqueles personagens. Como foi a experiência de ouvir o personagem criado pelo colega? E a experiência de ser entrevistado como sendo outra pessoa? O que sentiu quando o colega apresentou ao grupo o personagem que foi sua criação? Acham que realizaram alguma aprendizagem com essa atividade? Se acham, quais foram?

Para ampliar

O que mais pode ser feito?

Você pode dividir os adolescentes em grupos e cada grupo irá escolher alguns personagens criados na atividade, por meio da ficha de identidade, para representá-los em uma cena, contracenando com familiares e amigos imaginados.

Estimule-os a buscar coerência entre as características dos personagens, listadas na ficha de identidade e seu desempenho na cena. Ofereça o baú com adereços para ajudar na composição dos personagens.

Para saber mais

Para o adolescente, é fundamental refletir sobre o modo como se relaciona com o outro e sua postura no mundo.

A passagem do mundo infantil para o mundo adulto é o período de aprender a negociar pontos de vista e a conviver com as diferenças.

A família já não é a principal referência e o jovem começa a vivenciar uma gama maior de relações e situações sociais, por meio das quais procura conhecer-se e ser reconhecido.

É tempo de fazer opções, escolher caminhos.

Conviver com diferentes modos de ser e refletir sobre essas diferenças ajuda a perceber, no cotidiano, as possibilidades de escolha, de assumir outros papéis, transformando a própria vida, bem como perceber a importância dos diferentes grupos na construção de um projeto de vida que privilegie a inclusão social.

Transportar-se para o lugar do outro é um exercício que pode quebrar as barreiras que desumanizam a relação e isolam as pessoas, criando até situações de confronto num primeiro momento, mas de descoberta e reconhecimento das diferenças presentes nas relações humanas.

Fontes de referência:

PONTO de Encontro (Márcia Padilha Lotito; Maurício Érnica; Regina Maria Hubner). São Paulo: Cenpec; Febem-SP; SEE-SP, 2002. (Educação e Cidadania).

REVERBEL, Olga. Jogos teatrais na escola. Atividades globais de expressão. São Paulo: Scipione, 2007- 1ª edição.- DESGRANGES, Flávio. Pedagogia do teatro. São Paulo: Hucitec, 2006.

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