Educação&Participação

Exercício de aproximação espacial com o território onde vivem.

Início

  • O que éO que é

    Exercício de aproximação espacial com o território onde vivem.

  • PúblicoPúblico

    Crianças e adolescentes.

  • MateriaisMateriais

    Mapas do município, do estado, do Brasil e do mundo; globo terrestre, giz colorido, internet.

  • EspaçoEspaço

    Na sala e no laboratório de informática ou numa lan house próxima. No caso de se usar a lan house, proponha à direção da ONG/escola constituir uma pequena comissão de representantes e procurar estabelecer parceria com os proprietários para facilitar a utilização das crianças e adolescentes, em horário menos procurado pelos usuários e sem ônus.

  • DuraçãoDuração

    Um encontro de aproximadamente 90 minutos.

  • FinalidadeFinalidade

    Ampliar o olhar sobre o território em que vive, suas especificidades e representações.

  • ExpectativaExpectativa

    Saber utilizar-se dos meios de localização disponíveis, incluindo os tecnológicos mais avançados, para se situar em diferentes territórios; compartilhar conhecimentos, auxiliando aqueles que necessitam.

Na prática

mundo

Como desenvolver?

Todos nós acreditamos que conhecemos bem o território onde vivemos apenas porque circulamos por ele diariamente. Mas, será que o conhecemos mesmo? Faça uma pesquisa para saber quem já usou um guia da cidade ou mapa, impresso ou virtual e em que situação.

Coloque, então, na roda, alguns mapas políticos do município (de preferência, grandes), dependendo do número de crianças ou adolescentes e proponha que comecem a explorá-los, de acordo com a curiosidade deles: o que estão vendo? O que reconhecem? O que chama a atenção? Onde estão a região central da cidade, os bairros, os municípios vizinhos? Que símbolos conseguem identificar? Proponha que procurem as ruas que conhecem e as praças; o local onde está sua casa, a ONG/escola, o correio, o posto de saúde, a biblioteca e outros lugares da cidade que conhecem para além do bairro. Em seguida, coloque ao lado de cada mapa do município, um mapa do estado.
As proporções poderão ser diferentes, em função da escala utilizada. Cabe uma rápida explicação para eles: para representar a realidade no papel é preciso reduzi-la, podendo-se reduzir mais ou menos, dependendo do que se pretende mostrar.
Os mapas que se aproximam mais da realidade são os de larga escala, os quais permitem mostrar mais pormenores como ruas, quarteirões, vias de comunicação. Já os mapas em que a realidade foi muito reduzida são os de pequena escala e são usados para representar grandes superfícies ou a totalidade do planeta, mas com poucos pormenores como planisférios ou mapas-múndi, dando uma visão de conjunto dos fenômenos que se quer mostrar. Veja exemplo no site Geografia 7.
Assim, se tiverem curiosidade, eles podem procurar identificar a escala que foi usada em cada mapa para verificar se são iguais ou não. O tamanho da escala vem sempre registrado abaixo do mapa.

Estimule-os a procurar a cidade onde vivem nesse outro mapa. Ao encontrá-la, peça que a circulem com giz colorido e observem quais são as cidades vizinhas.

Deixe-os “viajar” um tempo pelos mapas e, em seguida, coloque ao lado dos mapas do estado, mapas do Brasil para que novamente investiguem, no interior do país, onde estão a cidade e o estado em que vivem , circulando com giz da mesma cor usada anteriormente a cidade e com colorido de outra cor o estado.

É bom lembrar que o objetivo da oficina é o contato prazeroso com os mapas, deixando que eles descubram algumas coisas e fiquem instigados por outras. Registre o que desperta curiosidade neles para organizar futuras atividades.

Agora, é a vez de apresentar o mapa-múndi, tanto no planisfério quanto em três dimensões, no globo terrestre.

Estimule-os a localizarem o Brasil no continente sul-americano, identificar quais são os países vizinhos, bem como observar os vastos espaços de água e de terra, os nomes e a localização dos países que despertam a curiosidade deles. A partir daí, dê um bom tempo para cada um explorar o que quiser. Depois, façam a roda e cada um vai falar de suas descobertas.

Navegando pela Internet

Para esta parte da oficina, é importante fazer alguns combinados com as crianças e os adolescentes, principalmente se ela for desenvolvida na lan  house. Nesse caso, é preciso discutir as atitudes mais apropriadas para o  uso das máquinas no local,  os cuidados com o ambiente,  o relacionamento com os funcionários,  o percurso instituição/ lan house ; lan house/instituição.

É importante também pactuar que o uso do computador deve ser democrático e que um precisa ajudar o outro e ter paciência com as suas eventuais dificuldades. Na sala de informática ou na lan house, em duplas, oriente-os a entrar no Google Maps.

Observar:

Os ícones à esquerda:
a) “termômetro”, com homenzinho: (+) aproxima; (-) afasta;
b) círculo com quatro setas: a seta apontando para cima (^) movimenta o mapa para o norte; a seta ao contrário, para o sul; a que aponta para a direita(>)  movimenta o mapa para o leste e a que aponta para a esquerda(<) para o oeste.

A caixa de busca localizada bem no centro da parte superior: nessa caixa de busca, eles podem digitar o nome de uma rua ou de uma praça do seu bairro, com o maior número de informações possível: nome completo da praça ou rua, número aproximado da casa ou prédio que querem situar, mais o nome do bairro, da cidade e do estado.

Em seguida, dão um Enter e aparecerá, imediatamente, um balãozinho no endereço solicitado por eles, na caixa.O site oferece também imagens tridimensionais dos lugares, ruas, casas. É só clicar no homenzinho, que tomba, e que “diz”, algumas vezes,“ arraste-me para algum lugar”. Levem-no para o mapa e depositem-no sobre  o balãozinho.

A partir daí, eles poderão deliciar-se, subindo e descendo a rua, apreciando bem de pertinho as casas, as árvores, as pessoas circulando pelo espaço onde moram.

Observe que no chão das ruas aparecem flechas indicando várias direções: para seguir em frente, ir para trás, para virar à direita ou à esquerda. Se derem sorte, eles podem até flagrar uma pessoa conhecida entrando ou saindo de casa, o que não significa que o que está acontecendo ali é em tempo real, mas que a pessoa foi filmada exatamente quando a aparelhagem para captar as imagens e disponibilizá-las no site, passou pelo local. Que tal repetir a dose?

E se?
E se alguma criança ou adolescente tiver dificuldade em acessar as informações? E se alguém monopolizar o acesso aos mapas? Mesmo tendo sido combinado que os dois integrantes da dupla cuidariam para garantir o direito de cada um, fique atenta(o) para intervir a fim de que aprendam a compartilhar, a respeitar o tempo do outro e possam usufruir do que a tecnologia oferece.
Hora de avaliar

Terminada a navegação, de volta à roda, conversem sobre como foi a sensação de passear virtualmente pelas ruas, podendo identificar casas, instituições, praças. Qual a diferença de “viajar” nos mapas e “viajar” no Google? O que aprenderam em cada um? Em que nos ajuda sabermos manusear os mapas impressos e os da Internet?

Para ampliar

O que mais pode ser feito?

As crianças e os adolescentes poderão treinar o uso do Google mapas, “viajando” para outros lugares sobre os quais tenham curiosidade, outros estados e países e, depois que ficarem bem craques, poderão combinar um dia específico para convidar os familiares do grupo todo para “uma sessão de viagens” com eles.

Gostou?

Se quiser saber um pouco mais sobre escalas, veja o vídeo Escalas em Mapas.

Para saber mais

Acessar os meios tecnológicos disponíveis na sociedade é um direito de todo cidadão e saber situar-se no local onde se vive no mundo é condição de cidadania.

Ao trabalhar com mapas, tanto impressos como virtuais, em duas ou três dimensões, as crianças e os adolescentes desenvolverão habilidades importantes para se movimentar no mundo contemporâneo, aprendendo a utilizar ferramentas específicas e eficientes e a fazer leitura de imagens das paisagens do território para além, puramente, do seu relevo e de sua hidrografia, buscando compreendê-los num espectro mais amplo.

Assim, situar-se num determinado local não se limita ao aspecto geográfico desse local. É preciso ler outros indícios que compõem a sua paisagem, como por exemplo: quem habita esse território? Tem verde, árvores, praças? Como são as casas? Os imóveis são antigos, modernos ou há uma mistura de estilos? As ruas são asfaltadas? Quanta gente mora aí?

Segundo o geógrafo Milton Santos, “O território é o chão mais a população, isto é, uma identidade, o fato e o sentimento de pertencer àquilo que nos pertence”. (Santos, 2003).
O território constitui a base material sobre a qual a sociedade produz sua história. A relação entre território e sociedade é viva e dinâmica, um constitui o outro.

Fonte de referência

Sequências Didáticas. Geografia (Eguimar F. Chaveiro, Marilda C.V.de Brito, Miriam A. Bueno, Nyransi M.S.R.Carraro, Sélvia Carneiro de Lima, Silas M. Junqueira, Wagner A. Dias). Goiânia: SEE-GO; Cenpec; UFG; UEG; PUC-GO).2009 (Currículo em Debate, caderno 7).

Obs: Os links informados na oficina foram visitados em 28 de agosto de 2015, às 19h30min. 

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