Educação&Participação

Encontro entre gerações na comunidade.

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  • O que éO que é

    Encontro entre gerações na comunidade.

  • PúblicoPúblico

    Adolescentes e jovens.

  • MateriaisMateriais

    Papel pardo, pincéis atômicos, lápis coloridos, papel sulfite e envelope para convite, máquina fotográfica e de filmagem ou celulares com esses recursos.

  • EspaçoEspaço

    Na sala de atividades e em uma praça da comunidade.

  • DuraçãoDuração

    Dois encontros de aproximadamente 1h30min. cada.

  • FinalidadeFinalidade

    Aprender a equilibrar a ousadia da geração mais jovem com a sensatez dos mais experientes; quebrar preconceitos geracionais.

  • ExpectativaExpectativa

    Escutar o que têm a dizer as pessoas mais velhas, sem preconceito; aprender a manifestar sua forma de ver o mundo e saber contrapô-la à de outros, com argumentos; respeitar outra geração que não a sua.

Na prática

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Como desenvolver?

1º encontro: A proposta na roda.

Num primeiro momento, proponha aos jovens discutirem a relação de sua geração com a geração das pessoas mais velhas.

Pergunte como se relacionam com os familiares idosos. Fazem, juntos, alguma coisa de que gostam? O quê? O que não lhes agrada em sua companhia? Acham que eles têm alguma coisa a dizer que possamos aprender ou estarão todos ultrapassados? E a juventude, tem algo a ensinar aos mais velhos? O quê? É possível uma troca, um diálogo entre as gerações ou a comunicação é impossível porque os mundos vividos são muito diferentes?

Depois desse aquecimento, afixe folhas de papel pardo na parede e peça que registrem nomes de pessoas que conhecem, de expressão no mundo artístico, literário e científico, nacional ou internacional, como cantores(as), compositores(as), atores e atrizes, escritores(as), poetas, tanto jovens como mais velhos.

Observe a proporção entre as idades dos citados e ajude-os a se lembrar de nomes reconhecidos publicamente, tanto jovens como mais idosos, de forma que identifiquem pessoas produtivas, apesar de mais velhas, nas diferentes áreas da vida humana.

Traga a questão para a comunidade. Há pessoas mais velhas atuantes em projetos sociais, ambientais, artísticos, literários, no território em que vivem? Há jovens também? Quem, dentre eles, poderia contribuir, com sua atuação e/ou com sua memória, para ampliar a compreensão do grupo sobre a comunidade onde vivem? Que tal escolher um dos temas levantados e convidar alguns deles, entendidos no assunto, para um encontro na organização?

Definido o tema e as pessoas mais competentes para abordá-lo, cabe definir a data, os convites, especificar o que desejam que seja abordado e preparar o encontro.

Para isso, divida a turma em grupos e proponha que levantem questões para a discussão.  Circule entre os grupos, ajudando-os na pertinência das sugestões e na escrita das questões, pois elas serão encaminhadas para os convidados se prepararem. Os convites também devem ser feitos coletivamente, com sua intervenção, se necessário, no que toca ao gênero textual e à correção do texto.

Sugira que o encontro seja realizado numa praça pública próxima, para que se apropriem do espaço público e para chamar a atenção das pessoas que passam sobre o uso que está sendo feito dele. Sugira também que outros grupos de adolescentes e jovens da organização sejam convidados, com direito a levar almofadas para sentar.

Uma dupla de jovens deve se responsabilizar para fazer o papel de mestre de cerimônia, conduzindo o encontro. Não devem se esquecer de convidar a imprensa do bairro para cobrir o evento, nem de colocarem para funcionar seus celulares ou câmeras fotográficas ou de filmagem. Muitos outros produtos poderão ser gerados a partir desses registros.

2º encontro: O diálogo na praça.

Organizem o espaço de forma a acomodar os convidados, numa posição de maior evidência, para que todos possam vê-los e ouvi-los e formem uma roda em torno deles.

A dupla de mestres de cerimônia anuncia a razão do encontro, apresenta os convidados e, em seguida, inicia-se o colóquio, pela iniciativa dos convidados ou do próprio público. O colóquio pode ser desenvolvido sob a forma de perguntas e respostas ou, então, por uma pequena exposição de cada um, seguida de algumas perguntas do público.

É interessante solicitar aos convidados que orientem os jovens como devem proceder, no caso de desejarem aderir aos projetos em que militam.

Hora de avaliar

Terminado o diálogo, a dupla de jovens que conduziu o encontro abre uma rodada de avaliação entre os presentes, de forma a manifestarem sua visão sobre a experiência vivida: se houve ganhos, quais e por quê; se vale a pena investir em outras oportunidades de diálogos entre jovens e idosos e como poderiam fazê-lo.

É interessante também fazer uma avaliação com os adolescentes da instituição, após a saída dos convidados, sobre a organização e o desenvolvimento do evento como um todo: fizemos boas perguntas? O tempo previsto foi suficiente? Como foi, para cada um, realizar os preparativos? Alguém se sentiu sobrecarregado? O que temos que melhorar, nos próximos eventos?

Para ampliar

O que mais pode ser feito?

Os jovens, ajudados por professores de Língua Portuguesa e de Artes, poderão pesquisar textos, na internet, de autores reconhecidos que falem sobre o assunto e discutam seus benefícios e implicações, para produzirem textos sobre a importância dos encontros intergeracionais para ambas as gerações, publicando-os no jornal local e postando-os em sites afins, como o da organização, se houver, ou de outras instituições parceiras, assim como nas redes sociais.

As fotos e os vídeos editados sobre o encontro poderão também ser postados nas redes sociais, acompanhados de uma explicação sobre o evento.

Poderá ser organizada, ainda, na comunidade, uma agenda de encontros intergeracionais sistemáticos sobre outros assuntos em pauta na sociedade.


Para saber mais

Vários estudos acadêmicos têm evidenciado que encontros entre jovens e idosos (encontros intergeracionais), podem resultar em ações sociais conjuntas muito produtivas, trazendo ganhos para ambas as gerações e para a sociedade.

Essa nova prática social tem se expandido particularmente na abordagem da questão ambiental que considera a história do ambiente e as memórias dos mais velhos como importantes elementos na construção de um referencial histórico para a compreensão das alterações ou impactos ambientais decorrentes da atividade humana e degradação do meio, na medida em que dá informações sobre como era o ambiente e quais foram as maiores interferências do ser humano.

Quando os jovens conseguem compreender a sua realidade socioambiental, no contexto de um fluxo histórico-social, podem formar valores e atitudes de cuidado e respeito ambientais.

Os diálogos intergeracionais têm sido utilizados também nas áreas de saúde e da educação, na formação de novos profissionais.

As memórias dos mais velhos permitem aos jovens perceberem o encontro do passado com o presente, podendo, assim, projetar um futuro com novos significados e, desta forma, produzir novos conhecimentos, desenvolver a consciência crítica e desencadear mudanças de atitudes em relação ao mundo que se vive.

Hanna Arendtd (1972) denuncia a desqualificação do passado e, por conseguinte, dos idosos, em função de sua força produtiva não ser mais necessária.

Além de permitir a visão histórica dos fenômenos sociais, econômicos, políticos, ambientais, os diálogos intergeracionais propiciam mudanças na forma dos mais novos enxergarem os mais velhos, das pessoas mais velhas enxergarem os mais jovens e dos próprios jovens e idosos se enxergarem a si mesmos, quebrando preconceitos existentes entre as gerações e estabelecendo vínculos afetivos, de
solidariedade e de participação conjunta.

Fontes de Referência:

ROSSO, Ademir José; SANTOS, Franciely Ribeiro dos. Terceira Idade, Natalidade e Educação Ambiental numa Perspectiva Intergeracional e ArendtianaRevista Contrapontos, volume 10  Ponta Grossa – PR

SILVEIRA, Teresinha Mello da.  Convívio de gerações: ampliando possibilidades, Textos Envelhecimento. [online]. 2002, vol.4, n.8 [citado  2012-08-28], pp. 07-20 .

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Veja a oficina “Minha história de vida” deste banco.

Obs: Os links da oficina foram visitados em 05 de fevereiro de 2016.

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