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  • O que éO que é

    Pesquisa para identificar ações nas escolas, que promovam garantia de direitos.

  • PúblicoPúblico

    Adolescentes.

  • MateriaisMateriais

    Câmeras de filmar ou celulares com esse recurso.

  • EspaçoEspaço

    Na instituição e em ambientes externos.

  • DuraçãoDuração

    Três encontros de 2h30min cada e realização de entrevistas externas com terceiros.

  • FinalidadeFinalidade

    .

Na prática

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Ações e dinâmicas
A Associação Olhos de Águia, autora desta oficina, realiza uma premiação todo  fim de ano – Top Águias – identificando ações na comunidade que promovam garantia de direitos. Em 2012, representantes do poder público foram premiados e, no ano seguinte, foi a vez de escolas receberem o prêmio.
A oficina teve o intuito de preparar os adolescentes do Projeto Fazendo Arte, para realizar as entrevistas com os diretores das escolas a fim de selecionar as melhores iniciativas para a premiação, mas, além disso, visava:
 Levar o adolescente a superar suas limitações, descobrir seu potencial e trabalhar em grupo.
 Incentivar a leitura, a interpretação de textos e a comunicação eficaz.
 Ampliar o conhecimento do universo escolar e as ações de garantia de direitos que acontecem dentro das escolas.
 Propiciar o protagonismo juvenil e a proatividade do adolescente na comunidade e na escola.
Antes de realizar as entrevistas, em si, é importante que os adolescentes aprendam algumas noções de comunicação, que são apresentadas nos três encontros de 2h30min. Nesses encontros, são transmitidas técnicas de reportagem e media training. Na Associação Olhos de Águia, por exemplo, eles receberam o fundador de um jornal da cidade, que deu dicas sobre como fazer uma boa entrevista e como elaborar um material de qualidade, dentre outros profissionais na área da comunicação e do marketing, que contribuíram para a compreensão do tema.
No primeiro encontro, os adolescentes recebem orientações sobre como abordar o entrevistado e noções de etiqueta (gafes que não podem ser cometidas e por que acontecem) e noções de elaboração de pauta.
No segundo encontro, recebem um jornalista profissional que lhes dá noções de como se colocar diante das câmeras: como enquadrar e tipos de planos de enquadramento para entrevistas ou televisão.
Nesse dia, os adolescentes são divididos em grupos de três a quatro pessoas. Cada grupo escolhe uma área: por exemplo, um treina como manejar a câmera; outro se coloca como repórter; outro como assistente que coordena a pauta e a entrevista; outros, ainda, ficam por conta das fotos.
No terceiro encontro, os grupos treinam o que aprenderam. Cada subgrupo escolhe um tema, desenvolvendo uma pauta em cima desse tema. Os adolescentes fazem, então, entrevistas entre eles mesmos e também com a equipe de trabalho, exercitando-se para as entrevistas externas.
Para a elaboração das regras das entrevistas externas, os adolescentes veem suas próprias fotos e assistem às entrevistas que fizeram com os colegas, no exercício do terceiro dia. Além de divertida, essa apresentação permite que eles indiquem os pontos negativos que veem em si mesmos. Na Associação Olhos de Águia, foram apontados o jeito de falar, o estilo da roupa, cabelos despenteados, caretas, muitos “né”, dentre outros elementos.
Com base nisso, os adolescentes combinam o que fazer numa entrevista externa. Na Olhos de Águia, combinaram que estariam sempre uniformizados, com a camiseta do Projeto Fazendo Arte, cabelos penteados, linguagem formal, meninas com brincos mais delicados. Também identificaram “tiques” e falta de atenção quando o entrevistado estava falando, o que gerou a oportunidade de mostrar a importância do entrevistado e de sua fala. Além disso, mencionaram a questão da insegurança durante a entrevista e combinaram de não demonstrá-la através de “caretas”, mas manter a concentração no assunto abordado. Desviar o olhar durante a entrevista também não vale. Na sequência, são realizadas as entrevistas externas, “pra valer”.
No caso da Associação Olhos de Águia, os adolescentes puderam praticar o que aprenderam no Centro do Idoso (personalidades da Conferência da Assistência Social); na escola José Benedito dos Santos (personalidades do Encontro Lúdico); na escola Dr. Roberto Feijó (personalidades da Conferência Municipal); e nas Secretarias Municipais (secretários da Assistência Social, Educação, Esporte e Turismo, Indústria e Comércio, Fundo Social, entre outros).

Participação das crianças e/ou adolescentes
Os adolescentes participam do começo ao fim do processo, desde o aprendizado sobre técnicas de reportagem e media training até a manipulação dos equipamentos e a realização efetiva das entrevistas com terceiros. A instituição fica responsável por entrar em contato com os candidatos a entrevistados – no caso da Olhos de Águia, diretores de escolas. Se o local for perto, um horário é agendado e os adolescentes vão até lá fazer a entrevista. Se o local ficar muito afastado, o entrevistado é convidado a comparecer à instituição e conversar com os adolescentes.

Aprendizagens que esta oficina propicia às crianças e/ou adolescentes
Além do conhecimento da técnica, os adolescentes aprendem a valorizar a fala do outro. Entendem a importância de saber se expressar com clareza e perguntar quando têm dúvidas. Aprendem a ter autonomia, iniciativa, confiança e melhor desenvoltura. Aprendem a enfrentar a timidez e a trabalhar em grupo. Há aqueles adolescentes, inclusive, que vão além das pautas: absorvem a aprendizagem com mais profundidade e elaboram perguntas extras, expressando sua curiosidade, obtendo assim mais conhecimento, principalmente na área de garantia de direitos.
Organização autora da oficina
Oficina de educomunicação proposta pelo Projeto Fazendo Arte, da Associação Olhos de Águia, de Guararema (SP), inscrita na 10ª edição do Prêmio Itaú-Unicef.

Para ampliar

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