Educação&Participação

Brincadeira de lobisomem (pegador).

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  • O que éO que é

    Brincadeira de pegador.

  • PúblicoPúblico

    Crianças.

  • MateriaisMateriais

    Livros com ilustrações de lobisomem, quadrados de cartolina de 18 cm de lado, aproximadamente, tesoura, lápis de cor, canetas, elástico fino para usar em máscara.

  • EspaçoEspaço

    Em espaço aberto.

  • DuraçãoDuração

    Um encontro de aproximadamente 90 min.

  • FinalidadeFinalidade

    Preservar a memória do imaginário popular da cultura brasileira.

  • ExpectativaExpectativa

    Conhecer personagens da nossa tradição oral; aprender a diferenciar fantasia e realidade.

Na prática

lobisomem_memo angeles

Como desenvolver?

Pergunte quem já ouviu falar em lobisomem, o que ouviram falar… Terão visto um desenho de lobisomem ou um filme? Como era?

Fale um pouco sobre esse ser mitológico do folclore brasileiro, mostre algumas ilustrações de livros de histórias e projete para eles, o vídeo “O Lobisomem”, baseado em história de Maurício de Souza, que conta a história de um menino que vira lobisomem.

Depois, converse sobre a história. Será que acreditaram nela?… O lobisomem mete medo na gente, mesmo? Alguém já se fantasiou ou brincou de ser lobisomem? E então, que tal brincar de lobisomem?

Como o vídeo mostra, eles gostam muito de fazer corridas, assim, sugira para a turma um pega-pega de lobisomem. Para isso, eles irão confeccionar máscaras de lobisomem, com cartolina e elástico.

Distribua os quadrados de cartolina e as canetas hidrocor, lápis de cor e tesoura para que cada um desenhe o rosto de um lobisomem, fazendo dois buracos para os olhos e um buraco para o nariz, para poderem respirar. Em seguida, ajude-os a fazer furinhos e colocar o elástico para segurar nas orelhas.

Agora, que todos têm a máscara, podem começar a brincadeira.

E se?

Se alguma criança não quiser fazer parte da brincadeira, deixe-a à  vontade, mas converse com ela, posteriormente, na tentativa de compreender sua atitude (medo, vergonha) e poder ajudá-la.

As máscaras deverão ficar penduradas no pescoço de cada um. Só o pegador começará mascarado. Faça um sorteio para escolher o lobisomem pegador.

O lobisomem conta até trinta e todos se escondem. Aí ele começa a procurar um por um. Conforme for achando, começa a uivar e as crianças pegas viram lobisomens também, devendo colocar a máscara e transformar-se em pegadores, com ele, formando, aos poucos, um exército de lobisomens.

Os lobisomens só uivam quando encontram os escondidos. Quando a perseguição recomeça, eles param de uivar para não dar pistas de seu trajeto, aos escondidos. E, assim, a brincadeira continua, engrossando a equipe de lobisomens, até a última criança ser pega. Quando todos virarem lobisomens, fazem uma festa, com uma ciranda de uivos…
Hora de avaliar

Em círculo, converse com as crianças sobre a brincadeira. Foi interessante ser lobisomem pegador? Foi divertido? Alguém sentiu medo do lobisomem chegando perto, para pegá-lo? E os últimos, como se sentiram, com aquele batalhão de lobisomens chegando perto? E ser lobisomem foi bom? Foi bom fazer parte de uma equipe de lobisomens? Sentiram-se poderosos?

Para ampliar

O que mais pode ser feito?

Pois bem, se gostaram, podem inventar outros jogos de pega-pega de lobisomemcom regras definidas, escrever as brincadeiras, ilustrá-las e montar um livro bem bacana, que poderá ser disponibilizado para as outras turmas da instituição, na biblioteca.

Para saber mais

“A brincadeira e o jogo são processos que envolvem o indivíduo e sua cultura, adquirindo especificidades de acordo com cada grupo. A brincadeira e o jogo têm um significado cultural muito marcante, pois é através do brincar que a criança vai conhecer, aprender e se constituir como um ser pertencente ao grupo, ou seja, são meios para a construção de sua identidade cultural”. (LIMA, 2007, p.6).

Brincar contribui para o desenvolvimento físico, emocional e intelectual da criança. Por meio da brincadeira, a criança expressa os sentimentos e representações que faz do mundo adulto e dos que vivem ao seu lado e aprende a elaborá-los.

Por isso, a observação do comportamento das crianças nas brincadeiras pode nos informar muitos aspectos da sua vida e do nível de seu desenvolvimento motor, cognitivo, afetivo, oportunizando ao educador perceber como elas se relacionam com os outros, com os objetos, com as regras, com o ganhar e o perder, quais são seus interesses, prazeres e medos. Essas informações ajudam o educador a entendê-las melhor e a planejar as intervenções necessárias para seu desenvolvimento saudável.

Nas atividades lúdicas podem surgir ideias e oportunidades de as crianças ampliarem sua visão do mundo. Dessa maneira, elas podem transportar suas descobertas para novas brincadeiras, recriando-as. Brincando, a criança experimenta, descobre, inventa, aprende. Além de estimular a curiosidade, a autonomia, brincar proporciona o desenvolvimento da linguagem, do pensamento, da concentração e atenção.

Longe de ser apenas uma atividade natural da criança, a brincadeira é uma aprendizagem social. Durante uma brincadeira ou jogo, podemos alternar momentos de harmonia e desarmonia entre o grupo.

“Um jogo ou uma brincadeira com a participação de mais de uma pessoa sempre implica trocas, partilhas, confrontos e negociações”. (Lima, 2007. p.6).

Fontes de Referência

Mapa do Brincar (Folha de S. Paulo).

Artigo sobre a questão do brincar (UFRRJ).

Gostou?

Então acesse “Brincadeiras de lobo”, deste banco.

 

Obs: Os links informados na oficina foram visitados em 17 de julho de 2015 às 14h40min.

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