Educação&Participação

Exercício de adaptação dos movimentos a espaços reduzidos.

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  • O que éO que é

    Exercício de adaptação dos movimentos a espaços reduzidos.

  • PúblicoPúblico

    Crianças e adolescentes.

  • MateriaisMateriais

    Duas ou três bolas de futebol de salão, giz.

  • EspaçoEspaço

    Qualquer espaço livre.

  • DuraçãoDuração

    Um encontro de aproximadamente 90 min.

  • FinalidadeFinalidade

    Entender que a limitação do espaço interfere, mas não impede as possibilidades de movimento.

  • ExpectativaExpectativa

    Criar formas de se movimentar em ambientes reduzidos; respeitar o espaço ocupado pelo outro, em locais com grande concentração de pessoas.

Na prática

espao_movimento

Como desenvolver?

Inicie, perguntando que atividades físicas costumam praticar e quais as que mais valorizam: jogos, danças, ginástica? Onde costumam praticá-las? Como são esses espaços? Amplos ou reduzidos? Eles interferem nas suas possibilidades de movimentação?

Proponha um problema para eles pensarem, um problema bem real, para o qual as crianças do Projeto Córrego Bandeira, uma organização não governamental do Mato Grosso do Sul, deram uma boa solução: o que fazer em um dia de chuva, com muitas crianças para jogar futebol e só uma quadra coberta disponível na organização? Como fazer para não excluir ninguém? Deixe que pensem e levantem as mais variadas hipóteses.
E se?
Se cada um quiser dar a sua resposta para “acertar”, chame a atenção para que ajam colaborativamente, analisando a situação e decidindo juntos, conversando, propondo.

Talvez eles cheguem às mesmas soluções que as crianças do Projeto: alterar o jogo, para todos poderem participar. Convide-os, então, a jogar o “Jogue se Puder”.

Forme quatro equipes. Divida o espaço disponível em duas quadras, riscando o chão com giz. Se forem muitos participantes, forme seis equipes e divida o espaço em três miniquadras.

Desenvolvimento:

O jogo se desenvolve como o futsal, com adaptações das regras, dependendo do número de participantes e da realidade espacial. São três momentos de mais ou menos 15 minutos cada:

– Primeiro momento: jogam as equipes A1 e A2 na quadra A, as equipes B1 e B2 na quadra B;

– Segundo momento: jogo entre as equipes unidas A1 mais B1 e as equipes A2 mais B2, na miniquadra A;

– Terceiro momento: jogam as equipes tal como no segundo momento, mas agora usando a quadra em sua extensão total (A mais B); nesse caso, reorganiza-se a quadra, ficando apenas uma, com dois gols, como abaixo. A intenção é provocar uma variação do espaço disponível para movimentação.

Veja Figura. 

Terminado o tempo de jogo, oriente-os a beber água para repor a água despendida e sentarem-se em círculo.

Hora de avaliar

Conversem sobre as diferentes situações de jogo, nas quais os espaços foram alterados. Pergunte:

 Em que situação ficou mais difícil jogar, na quadra toda ou em meia quadra?
 O que foi necessário fazer para que o jogo ocorresse no espaço menor (meia quadra)?
 Como vocês se sentem nas diferentes situações em que o espaço é limitado ou ampliado: gigante, anão, forte, fraco?
 Citem espaços de seu bairro que se tornaram restritos com o crescimento urbano e que interferiram na movimentação das pessoas.

Agora, pergunte se querem saber com as crianças do Projeto Córrego Bandeira (MS) resolveram o problema de espaço e conte para eles.

Soltando a criatividade e a imaginação, propuseram um novo jogo: o futebol de um gol só. Todos concordaram que o jeito era utilizar somente metade da quadra para cada turma e uma só trave para que todo mundo pudesse jogar.

O grupo foi dividido em duas equipes, o goleiro escolhido, e combinado quando seria feito o revezamento.

Uma turma entrou na quadra para jogar e a outra ficou nas laterais, mas jogando também, pois tinha de agir rápido para devolver a bola ao jogo sempre que ela saía da quadra.

As regras foram criadas coletivamente e reformuladas sempre que necessário pelas próprias crianças, que assim tiveram a oportunidade de interpretar as novas situações que surgiam e de aplicar seus conhecimentos para a resolução de problemas.

Conforme combinado, ocorreu o revezamento: a equipe da quadra saiu para as laterais e a outra entrou em campo. Ninguém deixou de brincar e se divertir.

Conclua com eles que o espaço físico interfere na nossa movimentação, mas não a impossibilita e que é saudável criar novos jeitos de se movimentar em novos espaços, ao mesmo tempo que reivindicar a manutenção e a criação de espaços livres como parques e jardins, principalmente nas grandes cidades, para a população se divertir e se movimentar à vontade

Para ampliar

O que mais pode ser feito?

– Um inventário dos possíveis lugares de se brincar na cidade, por meio de pesquisa em sites da prefeitura: secretaria de esporte, de parques e jardins;

– uma carta às autoridades administrativas do bairro, reivindicando a melhoria dos lugares que estão inadequados e mais espaços públicos adequados para crianças e adolescentes se divertirem brincando, jogando.

Gostou?

Então, veja:  O site Futsal Brasil, que aborda a história do futsal, ele próprio uma adaptação do futebol de campo.

Para saber mais

Uma característica essencial da juventude é a movimentação. Os jovens fazem muitos movimentos quando jogam, brincam, andam de skate, dançam.

No entanto, nos dias atuais, observa-se uma tendência dos jovens a não praticar atividade física com regularidade, em função do tempo despendido com o computador, com os jogos eletrônicos e também pela falta de espaço adequado, nas grandes cidades, para a realização de exercícios.

No cotidiano, vivenciamos a limitação espacial nas ruas, no metrô, nos ônibus, nas filas dos cinemas, em shows, em função do grande número de pessoas ocupando os mesmos locais.

Nesses casos, é importante termos consciência para atender às nossas necessidades de movimento, pois devemos respeitar o espaço ocupado pelo outro.

No entanto, é possível criar formas de se movimentar, mesmo em espaços restritos, adaptando nossos movimentos a eles ou mesmo transformando esses espaços.

Fontes de referência:

Educação pelo Esporte -Educação para o Desenvolvimento Humano pelo Esporte (Walderez Nosé Hassenpflug). São Paulo: Saraiva. Instituto Ayrton Senna, 2004.

HORA de se Mexer (Adriano Vieira, Ivone C. Almeida, Laércio M. Jorge). São Paulo: Cenpec; Febem-SP;  SEE-SP, 2002. (Educação e Cidadania, 3).

Obs: Os links informados na oficina foram visitados em 03 de setembro de 2015,  às 15h10min.

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