Educação&Participação

Brincadeira com foco na atenção e classificação.

Início

  • O que éO que é

    Atividade de atenção, classificação e concentração

  • PúblicoPúblico

    Crianças.

  • MateriaisMateriais

    Computador, data show, aparelho de som e CD com música, cartões com figuras de pessoas, de animais, de personagens de revistas em quadrinhos, de contos de fadas; enfim do que for mais pertinente à idade do público ao qual se destina. Deve haver pelo menos cinco categorias de figuras e cinco cartas em cada categoria. As cartas de cada categoria devem ter alguma relação entre si, de forma que, em conjunto, possam formar cenas com sentido. Observação: como se trata uma atividade com estátuas, as figuras deverão ter necessariamente personagens. Não pode ser apenas um planeta, por exemplo.

  • EspaçoEspaço

    Em qualquer espaço livre.

  • DuraçãoDuração

    Aproximadamente 90 min.

  • FinalidadeFinalidade

    Perceber que é importante para as pessoas sentirem-se pertencentes a um grupo e o que aproxima umas das outras são afinidades existentes entre elas. Além disso, perceber também que é possível e desejável participar de vários agrupamentos, ao mesmo tempo.

  • ExpectativaExpectativa

    Aguçar a percepção das semelhanças e diferenças; coordenar movimento e tempo na execução de tarefas; respeitar e acolher os diferentes ritmos das pessoas.

Na prática

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Como desenvolver?

Converse com as crianças sobre as brincadeiras de que mais gostam. Pergunte se essas brincadeiras são de brincar junto, um ajudando o outro ou não. Peça que contem como se brinca.

Chame a atenção quando houver cooperação nas brincadeiras descritas por eles. E explore se acham isso bom ou ruim e por quê. Deixe que se manifestem, mas peça que argumentem sua posição, ajudando-os a fazê-lo, por meio de perguntas.

Depois que todos que quiseram falar tiverem sua vez, proponha que nessa oficina brinquem de “Famílias de estátuas”.

Para brincar, delimite um espaço. No meio dele, no chão, ou sobre um banquinho ou cadeira, ficarão dispostos os cartões com as figuras.

Num primeiro momento, organizados em círculo, em torno dos cartões, todos irão dançar ao som de uma música que você colocará para eles e, quando ela for interrompida, cada um buscará um cartão no centro do círculo, observará a figura representada nele e formará uma estátua parecida com ela. A um sinal seu, eles devolverão o cartão e a brincadeira recomeçará. Fotografe ou filme as estátuas individuais.

Depois de algumas rodadas, dê nova ordem: eles deverão pegar um cartão do monte e quando a música for interrompida, circularão, em silêncio, pelo grupo, mostrando para todos o seu cartão, a fim de encontrar quem esteja com figuras que tenham alguma relação com a sua, para formar uma família. Por exemplo:

  • astronautas com roupa espacial no interior da nave interplanetária, ao redor dela, em outros planetas;
  • jogadores famosos de times diversos (inclusive adversários), com bola de futebol, no gol, driblando;
  • adolescentes com instrumentos musicais, bandas de música, público aplaudindo;
  • ciclistas circulando em faixas próprias, cadeirantes passando em calçadas com guias rebaixadas, crianças brincando em ruas interditadas para lazer.
Quando as famílias estiverem completas, cada uma analisará os seus cartões e criará, no coletivo do grupo, uma cena, montando uma estátua única, que passe uma mensagem positiva para as outras famílias. Registre, por meio de fotos ou filme, as várias estátuas coletivas.

Em rodízio, mantenha uma família congelada para os outros grupos poderem observar. Oriente-os para observarem bem de que trata cada cena, o que acham que o grupo quis passar como mensagem e peça para fazerem seus comentários, após os quais, a “família” observada fará os seus, confirmando ou não as hipóteses levantadas.

Recomece a brincadeira, com a procura de novas famílias e montagem de novas estátuas. Depois de três rodadas, encerre a brincadeira.

E se?

Se alguém ficar perdido durante durante a busca, os grupos devem ajudá-lo a encontrar a sua família. Essa é uma regra importante do jogo.

Hora de avaliar

Projete para o grupo, sentado em círculo, as imagens – fotos ou filmes –tiradas para que percebam todo o processo vivido, desde as das estátuas individuais até as das famílias. Peça que observem atentamente as estátuas das famílias de que participaram e vejam se transmitiram as mensagens que quiseram transmitir: gostaram do produto? Acham que conseguiram expressar o que queriam? Ficaram contentes com o resultado? Mudariam alguma coisa? O quê?  O que os levou a montar aquelas cenas? Como foi chegar à conclusão do que iriam representar? Houve respeito e consideração às ideias e propostas de todos da família? Alguém ficou fora do trabalho? Como foi o procedimento do grupo para com essa pessoa? Que atitudes os participantes do grupo demonstraram para com os colegas que não conseguiram fazer a tarefa no tempo previsto?

Para ampliar

O que mais pode ser feito?

As crianças poderão organizar uma exposição com as fotos tiradas e convidar outras turmas para visitá-la.

Junto com o professor de Arte, poderão construir um painel ou um álbum com várias cenas da mesma família de figuras ou ainda uma peça de teatro, incorporando várias cenas produzidas.

Com o professor de Língua Portuguesa, poderão compor uma coletânea de histórias.

Para saber mais

Viver numa sociedade democrática implica valorizar a convivência com os outros e o respeito mútuo. Assim, o desenvolvimento social é um dos objetivos da educação básica das novas gerações.

A escola é a primeira instituição na qual as crianças aprendem a respeitar regras comuns que não são exatamente aquelas adotadas em suas famílias, mas que se referem a esse agrupamento maior e heterogêneo.

Desta forma, trabalhar o relacionamento interpessoal é primordial para a aprendizagem da cidadania. As atividades coletivas, visando objetivos comuns, constituem elemento chave para a incorporação do autoconceito positivo e dos valores democráticos que permeiam a vida social.

Na infância e adolescência, particularmente, as necessidades de expressão dos aspectos afetivo-emocionais estão centradas nas trocas de experiências, dentre elas a brincadeira, a qual representa um dos meios efetivos nesse processo. Os princípios que regem a ação cooperativa são a inclusão e o compartilhamento de ações e baseiam-se no pressuposto de que essas aprendizagens repercutem em outras áreas da vida.

Na atividade competitiva, objetiva-se a vitória a qualquer custo, o que pode gerar conflitos, discussões críticas, marginalizações, discriminações e o aumento da agressividade. No jogo cooperativo, ao contrário, o grupo se junta, em função de um objetivo comum.

Fontes de Referência

– Soler, Reinaldo. 100 jogos cooperativos com música: jogos para celebrar a cooperação. Rio de Janeiro: Sprinter, 2011.

Gostou?

Acesse a oficina “Pega, pega, nunca de três”, deste banco.

Site Unesp.

Obs: Os links informados na oficina foram visitados em 20 de julho de 2015 às 15h40min.

Participe

Eu fiz assim…

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