ONGs Participantes do Prêmio Itaú-Unicef

Produção de biscoitos de chocolate.

Início

  • O que éO que é

    Aprendizagem da confecção de biscoitos de chocolate, da história dos ingredientes empregados e da importância dos cuidados com os alimentos e com a higiene.

  • PúblicoPúblico

    Crianças, adolescentes e jovens.

  • MateriaisMateriais

    Selos com biscoitos coloridos desenhados, receitas de biscoito de chocolate; ingredientes indicados nas receitas, em quantidades suficientes para todos participarem, produtos para higiene das mãos, como água e sabão, toucas e aventais.

  • EspaçoEspaço

    Espaços da instituição; uma cozinha com capacidade suficiente para receber todos os participantes da oficina e assar biscoitos em quantidade; as casas das famílias de cada criança.

  • DuraçãoDuração

    Um encontro de aproximadamente 1h, subdividido em duas sessões.

  • FinalidadeFinalidade

    Fomentar a criatividade e o conhecimento das cores; sentir os diversos sabores; trabalhar relações de gênero (quem faz a comida, que profissões “colocam a mão na massa” etc.).

  • ExpectativaExpectativa

    Saber quantificar os ingredientes para fazer os biscoitos e saber de onde eles vieram; aprender os cuidados ao manusear o fogo e o gás, a importância dos alimentos para a saúde e da higiene pessoal e desses alimentos; estimular a cooperação, ao produzir um alimento para todos se nutrirem.

Na prática

Como desenvolver?

Que tal convidar as crianças da sua instituição para assar biscoitos de chocolate? Nesta oficina desenvolvida no Projeto Espaço Doce Saber, da Associação PaMen Central Humana de Educação, Ideias e Formação Alternativa – CHEIFA (busque os dados dessa organização nas Instituições do Prêmio Itaú-Unicef), elas têm contato com os ingredientes, aprendem a história de cada um, a importância da higiene e do cuidado com os alimentos e trabalham relações de gênero.

 

1ª sessão: Conhecendo os ingredientes.

A fim de estimular a cooperação familiar, cada criança deve convidar, para a oficina, um irmão ou irmã de mais idade para participar com ela.

Estando todos presentes e sob supervisão de educadores que farão o papel de coordenadores, as crianças e seus acompanhantes são separados em pequenos grupos e, em no máximo 20min, participam de quatro suboficinas de cinco minutos cada. São elas:

  • História dos ingredientes: a farinha de trigo, o açúcar, os ovos, o leite, o fermento e o chocolate;
  • Os cuidados:  ao manusear os ingredientes, o fogo e o gás;
  • Alimentos e cooperação: a importância da cooperação para produzir um alimento de que todos se nutrem;
  • Saúde e higiene: a importância dos alimentos para a saúde e da higiene ao manuseá-los.

E se?

Se a criança não tem irmãos, pode convidar um (a) primo (a) ou um (a) amigo (a) para participar.

Após finalizar a participação em cada suboficina, os grupos recebem, cada um, um selo com a imagem de um biscoito colorido. Na última suboficina, “Saúde e higiene”, todos recebem uma touca e um avental e devem lavar bem as mãos.

 

2ª sessão: Pondo a mão na massa.

Depois que passarem por todas as suboficinas, todos, ainda em grupos, seguem para a “grande oficina”, que é a preparação dos biscoitos, em si. Cada grupo deve escolher o modelo de seu biscoito, a partir das histórias que ouviu. É importante que, em cada grupo, todos concordem com a escolha, após votarem no modelo que será produzido. Também é interessante que cada grupo tenha seu próprio coordenador para supervisioná-lo.

Escolhido o modelo, o coordenador do grupo lê pausadamente a receita. Em seguida, ela é disponibilizada para o grupo, que ajuda o coordenador nas misturas dos ingredientes. A cada ingrediente colocado, o coordenador pergunta qual a história daquele alimento, que foi aprendida previamente.

Quando a massa estiver no ponto, cada participante recebe um pouco dela para elaborar o seu biscoito. Nesse momento, o coordenador do grupo deve ficar atento a cada fala, comentário, sugestões e reclamações dos participantes. Esta parte deve ter, no máximo, 30min.

Em seguida, é hora de assar os biscoitos. As crianças e seus acompanhantes devem ser estimulados a ficarem atentos a cada orientação e a atenderem as regras que forem estabelecidas.

 

Hora de avaliar

A tendência é que as crianças participem com muita alegria e interesse. É importante que os coordenadores observem o que elas comentam, a fim de trabalharem os temas posteriormente. Na oficina original, foram descobertas casas que não tinham fogão, ou forno, e as crianças contaram como se cozinhava nas casas delas, quem cozinhava, onde. Nas relações de gênero, alguns não quiseram colocar o avental, nem a touca.

Na oficina original, também se percebeu que, espontaneamente, os grupos competiram entre si. As crianças também ficaram impacientes quando os biscoitos foram para o forno – o tempo no relógio, para elas, “não passava”. É uma oportunidade para trabalhar com elas a questão do tempo certo para o cozimento.

Ao final da oficina, as crianças devem ter aprendido a importância dos alimentos para a saúde, a história do leite, do trigo, do açúcar, dos ovos, o cuidado ao preparar o alimento, a higiene pessoal, a cooperação em equipe para produzir um pote de biscoito, o tempo certo para o cozimento, a leitura da receita, além de terem praticado o passo a passo para chegarem a um bom resultado. A criatividade de cada uma deve ser estimulada ao fazer seu próprio biscoito e o biscoito que foi combinado pelo grupo. É também uma oportunidade para a família produzir uma memória doce da infância, que será recuperada depois.

Para ampliar

O que mais pode ser feito?

Depois que a oficina for finalizada, peça que as crianças produzam uma história de vida contando o que aconteceu: o dia em que fizemos biscoito na nossa instituição.

Gostou?

Então, veja a oficina “Cheiro, cores e sabores”, deste banco.

 

Obs: Os links informados na oficina foram visitados em 15 de maio de 2015, às 15h.
Foto: Sergey Skleznev.,

Participe

Eu fiz assim…

Neste espaço, você pode postar suas impressões sobre o desenvolvimento das oficinas, dizendo-nos o que deu certo, o que precisou ser modificado, o que deu errado. Com isso, você nos ajuda a aperfeiçoar o banco, além de contribuir com sugestões para outros possíveis usuários.

Você pode participar deixando um comentário abaixo ou enviando um relato sobre a experiência em realizar esta oficina para o e-mail oficina@educacaoeparticipacao.org.br.