Educação&Participação

Troca de roupas e/ou objetos como prática de economia e sustentabilidade.

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  • O que éO que é

    Troca de roupas e/ou objetos como prática de economia e sustentabilidade.

  • PúblicoPúblico

    Crianças e adolescentes.

  • MateriaisMateriais

    Roupas e objetos usados, folhas de sulfite, durex, barbante, pregadores, carteiras/cadeiras, CD, aparelho de som, computadores que tenham acesso à internet para busca em sites de trocas.

  • EspaçoEspaço

    Em qualquer espaço disponível na instituição, desde que se possa circular: sala de atividades, pátio interno, jardim, entre outros.

  • DuraçãoDuração

    Dois encontros de 1h30min cada um.

  • FinalidadeFinalidade

    Descobrir que podemos obter o que precisamos ou queremos, por meio da realização de trocas com outras pessoas, em vez de compra.

  • ExpectativaExpectativa

    Praticar o desapego de roupas e objetos que não servem mais; sentir o prazer da troca, de dar e de receber.

Na prática

Como desenvolver?

Primeiro encontro: O brechó ambulante.

Proponha uma dinâmica para a turma: o Brechó Ambulante. Cada um vai pensar em um objeto seu o qual poderia ou gostaria de doar porque não use mais, mas está em bom estado, para oferecer aos colegas. Cada um procurará entre as ofertas dos colegas a que mais lhe interessa.

Mas, antes de começar o Brechó, abra uma rodada para que os participantes possam falar sobre os motivos pelos quais estão “ofertando” o objeto. Será por que deixou de ser útil? ou Porque enjoaram dele?

Nesse momento, pode ser oportuno considerar o peso da moda na vida das pessoas e as consequências de assumirmos os padrões da sociedade do “descartável”.

Distribua folhas de sulfite para que registrem o nome do objeto a ser doado nela e a fixem na camiseta, como um cartazete. Convide-os a caminhar pelo espaço disponível, a seguir, ao som de música, observando o que cada colega está oferecendo em seu cartazete.

Quando acharem alguma coisa interessante, deverão pedir o cartazete ao colega. A dinâmica continua até que todos tenham um cartazete na mão.

E se?

Se isso não acontecer, pergunte a quem está sem cartazete se já passou por todos os colegas e não se interessou por nada. Em sendo afirmativa a resposta, diga que está bem e feche a dinâmica. Ninguém deverá ser obrigado a pegar o que não quer. Se mais de um quiser o mesmo objeto, oriente que negociem ou façam sorteio.

Terminada a dinâmica, questione a opinião deles sobre a atividade.

Gostaram?

Foi interessante?

Que sensação experimentaram ao “doar”?

E ao “receber”?

Investigue se já foram a um brechó real e se conhecem sites de troca, dando a voz a quem teve essa experiência.

Pergunte, então, se teriam interesse de repetir a experiência do Brechó Ambulante, agora com objetos reais. Proponha, então, uma feira de trocas entre eles:

Que tal separarem algumas roupas e objetos, em bom estado, e montarem um brechó para trocas?

Combine com eles um prazo para reunirem os objetos, que poderão ser pedidos também aos familiares.

 

Segundo encontro: A feira de trocas

No dia marcado, com a ajuda deles, organize o espaço com varais e com carteiras para expor os objetos trazidos, ao som de músicas escolhidas por eles. Todos devem ajudar: pendurando os objetos nos varais; buscando e juntando carteiras/cadeiras e os dispondo. Uma vez organizada a feira, eles irão circular pelo espaço e procurar a peça que mais lhes agradou para levar. Ofereça-lhes um bom intervalo de tempo para que percorram o espaço e escolham a peça de sua preferência. Cada um poderá escolher uma peça.

Quando notar que todos já escolheram o objeto, observe o que e quantos sobraram, para resolver o que se poderá fazer com elas.

Há uma quantidade suficiente para nova rodada?

Há poucos interessados nessas peças e assim, podem levá-las?

Será melhor guardá-las para uma próxima feirinha?

O grupo decidirá esses encaminhamentos, em conjunto.

 

Hora de avaliar:

Ao término da feira, reúna os participantes em círculo e faça uma avaliação:

O que pensam sobre as atividades que fizeram?

Qual seria o objetivo delas?

Quais as aprendizagens envolvidas?

Que percepções obtiveram com o Brechó Ambulante e com a feira de trocas?

Elas foram boas ou ruins?

Por quê?

Que reflexões essa oficina trouxe para eles?

Para ampliar

O que mais pode ser feito?

Uma feira maior, envolvendo as outras turmas da Instituição, ou mesmo uma feira comunitária. Para isso, será importante contar com a ajuda de outros educadores e organizar comissões de trabalho, entre os estudantes para realização de tarefas específicas.

Poderão também mapear os brechós existentes no bairro e na cidade e fazer um levantamento de brechós virtuais para socializar com a turma.

Fonte de Referência

D’Aquino, Cássia e Maldonado, Maria Tereza. Educar para o Consumo: como lidar com os desejos de crianças e adolescentes. Campinas, SP: Papirus 7 Mares, 2012.

Para saber mais

Ninguém nasce consumista e nem todas as pessoas são consumistas. É preciso considerar esse fato para reverter o quadro de consumismo exagerado da sociedade atual, sob o risco de exaurirmos os recursos planetários para produzir tanta coisa.

E sabemos bem que nem todos têm acesso aos itens produzidos; o acesso ao consumo é muito desigual entre as classes sociais e mesmo entre os países, uma vez que a riqueza do mundo é mal distribuída.

A propaganda, paga pelos que produzem os itens de consumo, despertam a impressão de que todos necessitam de tais itens e que só seremos felizes se os possuirmos, gerando confusão entre necessidade e desejo.

Para continuar lucrando com a produção, novos itens são criados e idealizados para serem consumidos, por quem pode e por quem não pode adquiri-los, o que tem por consequência esbanjamento, e desperdício de quem compra e muitas vezes, sofrimento e dívida para quem não pode.

Uma forma de contribuir com a mudança dessa situação é proporcionarmos a nós, à nossa família e aos estudantes, momentos de reflexão sobre nossos hábitos e valores e promover situações de convivência, de interação e de trocas afetivas, sem a presença do consumo.

Nesse contexto, ser é mais importante que ter, o tempo é mais importante que o dinheiro e a troca pode ser mais prazerosa que a compra.

Gostou?

Então acesse, também, a oficina “Lazer sem consumir: é possível?”, deste banco.

 

Participe

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Total de 5 comentário(s)

  •    ana maria  em 
         Educação&Participação respondeu em 
  •    Roberto Rosa  em 
         Educação&Participação respondeu em 
  •    Maria José Reginato  em 
  •    NILDETE LUZ SOUZA  em 
  •    Léa Resende Rangel  em