Educação&Participação

Proposta de apresentar às crianças e adolescentes histórias de grandes mulheres, de carne e osso, que desafiaram as expectativas da sociedade, em relação a papéis sociais femininos.

Início

  • O que éO que é

    Proposta de apresentar às crianças e adolescentes histórias de grandes mulheres, de carne e osso, que desafiaram as expectativas da sociedade, em relação a papéis sociais femininos.

  • PúblicoPúblico

    Crianças e adolescentes

  • MateriaisMateriais

    Livro Frida (Jonah Winter e Ana Juan. Editora Cosac Naify) – 2004 (para crianças menores, dos anos iniciais do EFI); Frida Khalo – Coleção Antiprincesas (Nadia Fink e Pitu Saá - Editora Sur Livro – Florianópolis-SC /Chirimbote – Argentina) – 2015 (para crianças maiores e adolescentes dos anos finais do EFI); outros livros de histórias infantis que tratem da vida de mulheres que lutaram pela transformação de sua condição e da sociedade; data show, com acesso à internet; sulfite; lápis de cera, lápis de cor ou hidrográficas coloridas; barbante para fazer varal.

  • EspaçoEspaço

    ? Em qualquer espaço agradável e tranquilo.

  • DuraçãoDuração

    Um encontro de 1h30 (uma hora e trinta minutos)

  • FinalidadeFinalidade

    Ampliar o repertório de histórias, tradicionalmente, dirigidas às crianças, criando situações em que possam valorizar e se identificar com personagens reais, que viveram bonitas histórias e não corresponderam aos estereótipos de beleza e de comportamento arraigados em nossa cultura.

  • ExpectativaExpectativa

    : valorizar a história de mulheres que usaram sua força e poder para entender e ajudar a entender melhor o mundo e transformá-lo, a favor de todos; questionar papéis, tradicionalmente, impostos pela sociedade aos gêneros feminino ou masculino.

Na prática

Procure livros infantis que contem histórias de mulheres que fogem ao padrão “princesa ou príncipe”. Indicamos, ao final da oficina, alguns títulos os quais você poderá buscar nas bibliotecas mais atualizadas de sua cidade. Sugerimos iniciar com Frida, da editora Cosac Naify, (para crianças menores) ou Frida Khalo, da editora Chirimbote (para crianças maiores), pois ambas as histórias também são contadas no canal you tube, o qual você pode utilizar facilmente.

Conseguindo o livro desejado, coloque-o entre outros livros de literatura infantil, mais conhecidos, para a faixa de idade de sua turma, e receba as crianças dando um tempo para que possam vê-los e folheá-los.

Depois de algum tempo, forme a roda e pergunte a elas sobre os livros que observaram:

o que acharam?

Gostaram do que viram?

Leia alguns títulos de livros ali disponíveis.

Pergunte se conhecem alguma daquelas histórias, se gostam de ouvir histórias, se alguém lê para elas, quem lê e em quais situações.

Pergunte que histórias conhecem e registre na lousa ou num cartaz.

Provavelmente, eles trarão as histórias clássicas da literatura infantil, ou as últimas produções veiculadas no cinema e na TV e nos canais digitais.

Então, diga-lhes que, na oficina do dia, irão ouvir uma história diferente… A história de uma mulher que existiu de verdade e que foi bastante corajosa. Ela queria ajudar o mundo a ficar mais bonito para todos e queria pintar quadros também bonitos…

Pegue o livro que conta a história de Frida Khalo. Mostre às crianças, pergunte se alguém havia observado esse livro entre os outros e o que acharam dele. Folheie as páginas para verem as ilustrações, deixando que expressem as opiniões próprias.

Leia, então, a história para eles, devagar e parando em alguns momentos, para que interajam com o que está sendo lido. Faça algumas perguntas para que expressem o que estão sentindo.

Converse com a turma sobre o que se passou, explique o significado de algumas palavras e acontecimentos. Para isso seria interessante pesquisar, realizar a leitura do livro e assistir a um vídeo sobre a história para estar mais bem preparado (a) para esses momentos de parada,, inclusive para apresentar pinturas feitas pela artista.

E se?

Se não conseguir o livro, você pode projetar um dos vídeos abaixo que considere mais adequado para sua turma, que contam, em português, a história de Frida Khalo.

 

Depois de lida em livro ou assistida em vídeo, forme a roda e converse com as crianças sobre a história:
o que acharam de Frida?
Gostaram dela?
O que de sua história foi mais marcante?
O que ela tinha de legal?

E, se não gostaram dela, pergunte por que e o que não agradou. É interessante registrar o que os impressionou positivamente e negativamente na história, para poder trabalhar com as questões levantadas, posteriormente, em outras situações.

Para ampliar

Hora de Avaliar:

Distribua o sulfite, lápis de cor, giz de cera, canetas hidrográficas coloridas e peça que desenhem a personagem e escrevam um recado para ela, dizendo se gostaram ou não de sua história. Depois de algum tempo, exponha os desenhos num varal de barbante, para todos verem e comentarem os recadinhos deixados por eles.

O que mais poderá ser feito?

– Uma sequência de atividades de leitura de histórias de personagens femininas fortes, como as dos títulos abaixo.

– Visitas a exposições de obras da pintora ou uma pesquisa na internet sobre sua vida, suas obras, peças de teatro e filmes;

– Trabalho, em conjunto com o professor de Arte, explorando a escola surrealista e, com o professor de História, abordando o tema da Revolução Mexicana de 1910.

 

  1. VIOLETA PARRA – Coleção Antiprincesas.

 Autoras: Nadia Fink. Editora Sur Livro Florianópolis-SC /Chirimbot (Argentina) – 2015.  

 

Violeta Parra foi uma caminhante que buscava canções nos lugares mais distantes do Chile, seu país, para que não se perdessem com o passar dos anos. Como em uma máquina do tempo, ao ler o livro, entra-se na aventura de ouvir histórias de avôs e avós, e conhecer a vida de uma artista que sentiu seu povo muito perto do coração.

 

 

  1. Clarice Lispector. Editora Sur Livro Florianópolis-SC/Chirimbot (Argentina) – 2015.

  Clarice Lispector, uma antiescritora popular do Brasil que quebrou as regras literárias e abandonou uma vida de princesa para voltar à sua terra. Escreveu contos, romances e crônicas enquanto seus filhos brincavam a seu redor.

 

  1. Carmem: a pequena grande notável. Autores: Heloísa Seixas e Júlia Romeu

Edições de Janeiro.

Esta biografia conta, com ritmo e cores, a história de Carmen Miranda, apresentando de maneira inédita um grande símbolo nacional. Carmen Miranda está até hoje entre as maiores representantes da identidade brasileira no exterior. Poucos brasileiros, porém, conhecem sua importância no cenário nacional, bem como sua trajetória. Este livro traz sua biografia, com leveza, ao público infantil, com músicas da intérprete cantaroladas por gerações, integradas na narrativa, em diálogo com imagens que trazem a linguagem visual da rica época de J. Carlos, e de outros grandes ilustradores brasileiros.

 

 

  1. Diferente como Chanel

 

Em Diferente como Chanel, as crianças podem conhecer a biografia desta estilista que inovou em uma época em que, para se estar na moda, as mulheres precisavam de luxo, pompa e espartilhos. O pretinho básico, uma de suas principais invenções, não saiu das ruas e das passarelas desde que foi criado, em 1926. O livro traz a trajetória da estilista francesa, da infância pobre no orfanato ao emprego em uma alfaiataria até a abertura de sua primeira loja

 

 

  1. Malala, a menina que queria ir a escola

Autora: Adriana Carranca. Companhia das Letrinhas. 2015.

 

 

O livro conta a história da Malala, a mais jovem ganhadora do Prêmio Nobel da Paz. Malala é uma menina paquistanesa que lutou e segue lutando pelo direito de todas as mulheres de terem acesso aos estudos. Sua história é incrível e inspiradora.

 

Fontes de Referência:

Livros:

– Gênero, sexualidade e educação. Guacira Lopes Louro – Petrópolis, RJ Uma perspectiva pós-estruturalista /Coleção Educação pós-crítica. Coordenadores: Tomaz Tadeu da Silva e Pablo Gentili. Vozes, 1997.

– Identidade de gênero e sexualidade. Miriam Pillar Grossi. Rio de Janeiro, Editora Nova Fronteira,1993. Disponível em:

http://miriamgrossi.paginas.ufsc.br/files/2012/03/grossi_miriam_identidade_de_genero_e_sexualidade.pdf

Para saber mais

As histórias infantis clássicas giram em torno de princesas e príncipes, repetindo os comportamentos esperados para os gêneros feminino e masculino, na sociedade.

Em geral, as histórias mostram personagens femininas com padrões de beleza irreais, que vivem em castelos, não trabalham, e sua felicidade depende do encontro com um príncipe, pelo qual estão sempre à espera.

Ele enfrentará obstáculos para encontrar a princesa, lutará muito, mas sempre vencerá e a encontrará.  Então, eles se casarão, terão filhos e serão felizes para sempre, cada um preso ao papel esperado pela sociedade, em relação ao gênero feminino e masculino.

A proposta da Coleção Antiprincesas, da editora argentina Chirimbote, é romper com essa estereotipia e ampliar o repertório das histórias infantis, apresentando às meninas as histórias de vida de mulheres de carne e osso, inspiradoras, pioneiras, que não ficaram esperando seus príncipes, mas foram à luta para conquistar seus sonhos, tornando-se protagonistas em suas áreas profissionais.

Desta forma, crianças e adolescentes  que não se enquadram nos estereótipos de “feminino” (por pensarem ou apresentarem características discrepantes desse), podem localizar figuras de identificação valorizadas na nossa cultura e, assim, se sentirem menos discriminados e mais empoderados para serem aceitos, em sua família e grupo social, a partir de seu próprio jeito de ser.

Inspirar as meninas e mostrar que elas podem ser muito mais do que princesas é um dos motes da coleção, que busca mostrar um modelo de mulher bem diferente das princesas da Disney.

Segundo a autora dos livros da coleção, Nádia Fink, há certo temor em se mostrar às crianças outras formas de encarar a vida, sobretudo no que diz respeito à maternidade, à relação com o próprio corpo, à sexualidade. Além disso, as princesas europeias estão tão distantes de nossa realidade latino-americana que o que se mostra são estereótipos de mulheres muito diferentes do que somos.

É fato que houve avanços notórios na condição feminina, especialmente no século XX, com a conquista de vários direitos, pelas mulheres, como o direito ao voto, às creches, para deixar os filhos, enquanto trabalham, à licença maternidade e outros.

Todavia, é importante ressaltar que essas conquistas exigiram muita organização e luta das mulheres e dos homens solidários a elas, no mundo inteiro, e que elas ainda não abrangem todo o universo feminino do planeta. As condições das mulheres são diversas, dependendo dos lugares em que vivem. Há países em que as mulheres são impedidas de ir à escola, por exemplo. Vejam o caso de Malala.

Além disso, muitas outras conquistas se fazem necessárias, na luta pela igualdade de gêneros, haja vista os recorrentes estupros coletivos a que muitas são submetidas, em vários países, inclusive no Brasil, os casos de violência doméstica, os salários menores que os dos homens etc.

No Brasil, os dados de violência contra a mulher são alarmantes, mesmo após a promulgação da Lei nº 11.340, chamada Maria da Penha, de agosto de 2006, que trata da coibição da violência contra a mulher (os dados podem ser conferidos na Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180, da Secretaria de Políticas para as Mulheres, da Presidência da República (SPM-PR)).

O que se pretende trazer, portanto, com as biografias de mulheres fortes, lutadoras, é ajudar as meninas a crescerem com outras visões de mulheres com as quais podem se identificar: mulheres latino-americanas como elas, criativas, que têm a intenção de se realizar, que trabalham e se preocupam com a educação e saúde dos filhos, que estão em constante movimento para transformar as suas condições cotidianas e a da sociedade.

Gostou?

Acesse também a oficina “Balé para meninas e futebol para meninos?”, deste banco.

Participe

Eu fiz assim…

Nesse espaço você pode postar suas impressões sobre o desenvolvimento das oficinas, dizendo-nos o que deu certo, o que precisou ser modificado, o que deu errado. Com isso, você nos ajuda a aperfeiçoar o banco, além de contribuir com sugestões para outros possíveis usuários.

Você pode participar de diferentes formas:

Envie um relato sobre a experiência em realizar esta oficina.

Escreva um texto relatando como foi o resultado, incluindo, se possível, imagens e vídeos, e mande para o e-mail oficina@educacaoeparticipacao.org.br.

Nossa equipe vai analisar e seu relato pode ser publicado nesta plataforma.

Faça um comentário!

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Total de 1 comentário(s)

  •    Heleno José de Lima  em 
         Educação&Participação respondeu em