Educação&Participação

Atividade de coordenação motora, realizada com restrição de movimentos de uma parte do corpo.

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  • O que éO que é

    Atividade de coordenação motora, realizada com restrição de movimentos de uma parte do corpo.

  • PúblicoPúblico

    Crianças e adolescentes.

  • MateriaisMateriais

    Um rolo de barbante, apito,, bola de futebol de salão.

  • EspaçoEspaço

    Na quadra.

  • DuraçãoDuração

    Um encontro de aproximadamente 1h30min.

  • FinalidadeFinalidade

    Tomar consciência de que o organismo age como um todo, de forma integrada, mesmo em atividades que aparentemente requerem mais envolvimento de uma determinada parte do corpo.

Na prática

futebol_amarrado

Como desenvolver?

Inicie uma conversa com o grupo, perguntando quem alguma vez teve torcicolo por realizar um movimento brusco, quem torceu o pé ou mesmo quebrou um braço, num jogo de futebol ou em outras situações. Peça que contem como foi e o que aconteceu com os seus movimentos rotineiros, depois do acidente. Houve algum tipo de impacto na forma de virar a cabeça, de comer, de andar?

Provavelmente falarão que encontraram dificuldades em realizar as pequenas atividades cotidianas e tiveram que compensar essas restrições com movimentos de outras partes do corpo. Às vezes até chutar uma bola, quando estamos com um braço enfaixado, fica mais difícil porque nos desequilibramos. Problematize: por que será que isso acontece, mesmo quando o membro afetado aparentemente não tem nada a ver com o outro?

Proponha que realizem uma atividade vivenciando essa condição: o futebol amarrado.

Divida a turma em duas ou três equipes, dependendo do número de participantes. Em cada equipe, todos serão jogadores, exceto um, que será o goleiro (a). Com a ajuda dos colegas e de você, educador, cada um amarrará os punhos com um pedaço de barbante, deixando aproximadamente 15 cm entre as mãos. Os goleiros amarrarão os tornozelos, deixando uma folga de aproximadamente 30 cm.

As regras são as do futsal, podendo ser adaptadas para o espaço disponível na instituição.

Converse com eles sobre os cuidados que devem ter com os colegas para não perderem o equilíbrio.

E se?

Se algum jogador se prevalecer dessa situação mais frágil para empurrar o colega, pare o jogo
e o advirta. Se alguém cair, por falta de equilíbrio, também apite, interrompendo a partida, até que
o jogador se levante.

Se forem três equipes, cada uma joga por três minutos, revezando-se. A equipe A joga com a equipe B, enquanto a C assiste; em seguida, a equipe C entra no lugar da equipe A, que passa a ser espectadora e depois entra no lugar da equipe B e assim por diante.

Após duas rodadas, promova uma variação do jogo para desmanchar aquelas equipes e formar outras novas. Assim, numere os participantes das três equipes. Começam jogando, de novo, as equipes A e B e a equipe C assiste. Na hora de trocar, após os três minutos combinados, ao invés de se trocar a equipe A inteira pela equipe C, que estava aguardando, trocam-se alguns jogadores. Assim, os números pares da equipe C, substituem os jogadores pares de A e os números ímpares da equipe C entram no lugar dos jogadores ímpares da equipe B. Os jogadores que saem das duas equipes ficam como espectadores. E assim, continua o jogo, até se cansarem.

Hora de avaliar

Sentados em roda, conversem sobre como foi o processo de jogar “amarrado”. Em que medida a restrição dos braços, amarrados pelos punhos, dificultou as jogadas? E quanto aos goleiros, que defendem o gol do seu time com as mãos, impedindo que a bola adversária entre na rede, em que medida os pés amarrados influenciaram sua tarefa habitual?

Ajude-os a entender que sempre que há uma parte do corpo imobilizada ou com movimentos reduzidos, todo o corpo tem que se readaptar, aprendendo novas formas de se movimentar para dar conta das atividades habituais.

Estenda a problemática para a condição dos deficientes físicos. Eles são impossibilitados de jogar futebol por não terem o movimento das pernas? Observe que, dependendo da deficiência, eles podem ser perfeitamente incluídos nos jogos dos colegas sem deficiência.

Para ampliar

O que mais pode ser feito?

Uma campanha na ONG/escola com a participação dos eventuais deficientes e a ajuda de professores de Educação Física, explicando aos colegas da instituição que eles podem perfeitamente participar das atividades esportivas e dos jogos promovidos na comunidade.

Poderão, ainda, convidar atletas cadeirantes, por exemplo, para dar seu depoimento ao grupo a respeito de sua trajetória: o que foi difícil, o que foi mais gratificante, como é seu dia a dia. Iniciativas como essa aproximam e quebram preconceitos.

Fonte de referência

VIEIRA, Adriano; JORGE, Laércio de Moura. Movimento é vida: Ensinar e Aprender – Educação Física – Ensino Fundamental Ciclo II. São Paulo: Cenpec, 2007.

Participe

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