Educação&Participação

Jogo sobre a dengue.

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  • O que éO que é

    Jogo digital que auxilia na conscientização sobre a dengue.

  • PúblicoPúblico

    Crianças e adolescentes.

  • MateriaisMateriais

    Um computador por dupla, game “Contra dengue”, disponível gratuitamente neste link (parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo – FAPESP): http://www.ludoeducajogos.com.br/site/jogos/index.php, data show.

  • EspaçoEspaço

    Na sala de informática, em um telecentro ou lan house da comunidade.

  • DuraçãoDuração

    Aproximadamente 1h30min.

  • FinalidadeFinalidade

    Usar os games como recurso de aproximação de questões relevantes do ponto de vista científico e social.

  • ExpectativaExpectativa

    Aprender, de forma lúdica, como combater a transmissão da dengue; desenvolver habilidades de atenção e de coordenação, no uso dos recursos do computador.

Na prática

Como desenvolver?

Pergunte às crianças e aos adolescentes o que já ouviram falar sobre a dengue e se já receberam em suas casas algum agente de saúde para controle de focos do mosquito. Eles sabem quem transmite a doença e como se formam os focos de criação de mosquitos? Conhecem alguém que já teve a doença? E sabem quais são os sintomas?

Explique que a dengue é uma doença infecciosa causada por quatro tipos diferentes de vírus: DEN-1, DEN-2, DEN-3 e DEN-4, que ocorre principalmente em áreas de climas tropicais e subtropicais, quentes e úmidos, como o Brasil. As epidemias geralmente ocorrem no verão, durante ou imediatamente após períodos chuvosos.

A dengue ocorre de maneira súbita e provoca febre alta, dor de cabeça, dor atrás dos olhos, dores nas costas. Às vezes aparecem manchas vermelhas no corpo. A febre dura cerca de cinco dias com melhora progressiva dos sintomas em 10 dias. Em alguns poucos pacientes podem ocorrer hemorragias discretas na boca, na urina ou no nariz.

O mosquito transmissor da dengue, o Aedes aegypti, foi introduzido na América do Sul, no período colonial, através de barcos com escravos (navios negreiros) provenientes da África, onde a doença existia. Houve casos em que os barcos ficaram com a tripulação tão reduzida que passaram a vagar pelos mares, constituindo os chamados “navios-fantasmas”.

A forma de combater a dengue é eliminar os focos de reprodução dos mosquitos que gostam de proliferar em água parada limpa; colocar telas nas janelas e portas; usar repelente.

Projete para eles uma animação sobre a dengue, produzida pelo MEC (clique aqui) e vá clicando nas indicações para acompanhar as informações e desdobramentos.

A seguir, proponha um jogo de combate à dengue, a ser jogado no computador. Eles formarão duplas e cada dupla utilizará um computador, revezando-se no jogo. Enquanto um joga, o outro observa e ajuda, dando sugestões. Eles deverão observar como são os focos de reprodução e o que se usa para combater o mosquito transmissor.

Oriente-os para entrarem no site onde o game está disponível e deixe um tempo de 40 minutos para que joguem à vontade. Percorra as duplas para observar se têm alguma dificuldade de acessar o jogo, de jogar ou de se relacionar.

E se?

Se perceber que um participante da dupla está monopolizando o jogo, sente-se junto a eles e converse sobre o assunto, de forma que criem regras de revezamento e os dois possam usufruir do jogo. O revezamento pode ser por tempo de jogada ou a cada obstáculo transposto.

 

Hora de avaliar

Depois do tempo estipulado, abra a discussão sobre o jogo: gostaram? Foi fácil ou difícil? Que desafios encontraram para dar seguimento às etapas do jogo?  Aprenderam algo sobre a dengue, jogando?

 

Para ampliar

O que mais pode ser feito?

Um álbum de desenhos e de explicações sobre a dengue, que pode ser oferecido para a biblioteca da escola.

Além disso, as crianças, com sua ajuda, poderão preparar desenhos e pequenos textos para serem usados em reuniões com as famílias para esclarecimentos sobre a doença. A reunião poderá ser feita em parceria com a Unidade Básica de Saúde, podendo-se projetar um pequeno vídeo que dê um panorama sobre a doença e o combate a ela, como por exemplo, o disponível abaixo:

Para saber mais

O vírus da dengue, provavelmente, se originou de vírus que circulavam em primatas, na África. O crescimento populacional aproximou as habitações da região à selva e, assim, mosquitos transmitiram vírus ancestrais dos primatas aos humanos que, após mutações, originaram os quatro diferentes tipos de vírus da dengue que conhecemos.

A doença foi trazida para o  continente americano, a partir do Velho Mundo, com a colonização e o tráfico de escravos. É hoje um sério problema de saúde pública em todo o mundo, especialmente nos países tropicais como o nosso, onde as condições do meio ambiente, aliadas a características urbanas, favorecem o desenvolvimento e a proliferação do mosquito transmissor, o Aedes aegypti. Mais de 100 países em todos os continentes, exceto a Europa, registram a presença do mosquito e casos de dengue.

No Brasil, existem registros de epidemias de dengue no Estado de São Paulo, nos anos de 1851/1853 e 1916 e no Rio de Janeiro, em 1923. Em 1950, a doença foi praticamente eliminada do país, em virtude do combate ao mosquito Aedes aegypti, por ocasião da campanha de erradicação da febre amarela, da qual ele também é transmissor. Mas, na década de 80, foram registrados novos casos. Os estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Acre, Rondônia e Goiás respondem por 71% desses casos, em função das altas temperaturas e volume de chuvas.

O ressurgimento da dengue, em escala global, é atribuído a diversos fatores, ainda não bem conhecidos. Os mais importantes são: as medidas de controle, em países onde ela é endêmica (própria de determinada  região), são poucas ou inexistentes; o crescimento da população humana, com grandes mudanças demográficas; a expansão e alteração desordenadas do ambiente urbano, com infraestrutura sanitária deficiente, propiciando o aumento da densidade da população vetora; o aumento acentuado no intercâmbio comercial entre múltiplos países e consequente aumento no número de viagens aéreas, marítimas e fluviais, favorecendo a dispersão dos vetores e dos agentes infecciosos.

Os sintomas da doença consistem em: forte dor de cabeça; dor atrás dos olhos, que piora com o movimento dos mesmos; perda do paladar e apetite;  manchas e erupções na pele, semelhantes ao sarampo, principalmente no tórax e membros superiores; náuseas e vômitos; tonturas;  extremo cansaço;  moleza e dor no corpo;  muitas dores nos ossos e articulações.

Os sintomas da dengue hemorrágica são os mesmos da dengue comum. A diferença é que, quando acaba a febre, começam dores abdominais fortes e contínuas; vômitos persistentes; pele pálida, fria e úmida; sangramento pelo nariz, boca e gengivas; manchas vermelhas na pele; sonolência; agitação e confusão mental; sede excessiva e boca seca; pulso rápido e fraco; dificuldade respiratória; perda de consciência.

Não há remédio contra a dengue. Os médicos aconselham a ingestão de muito líquido, evitando café, refrigerante e leite para não irritar o estômago.  Remédios à base de ácido acetilsalicílico (AAS) não devem ser tomados para baixar a febre, porque facilitam a hemorragia. Analgésicos à base de dipirona (novalgina, dorflex, anador) devem ser evitados em pessoas com pressão baixa, pois podem diminuir a pressão e causar manchas de pele.

Um medicamento muito usado na dengue é o paracetamol, por suas propriedades analgésicas e antitérmicas, boa tolerância e poucos efeitos colaterais.

O controle preventivo da dengue é feito basicamente através do combate ao mosquito vetor, principalmente na fase da produção das larvas. Deve-se evitar o acúmulo de água em possíveis locais de desova dos mosquitos. É importante tratar de todos os lugares onde a água pode ser acumulada. O mosquito da dengue coloca seus ovos em lugares com água parada limpa.

Pesquisas recentes mostraram que o uso de borra de café nos locais de potencial proliferação de larvas é extremamente eficiente na aniquilação do mosquito, segundo descobertas de cientistas da UNESP de São José do Rio Preto – Estado de São Paulo.

Ainda não há uma vacina disponível contra a dengue, mas ela já está sendo desenvolvida e testada em humanos.

Fontes de Referência

Ministério da Educação (MEC)
Site do Drauzio Varella

Gostou?

Então acesse “Histórias de lobo”, deste banco e conheça o jogo  da Chapeuzinho e do lobo.

Obs: Os links informados na oficina foram visitados em 19 de julho de 2015 às 15h.

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Total de 2 comentário(s)

  •    Marcia Badeni  em 
         Educação&Participação respondeu em 
  •    claudineia  em 
         Educação&Participação respondeu em