Educação&Participação

Um jogo que propicia o planejamento do uso adequado do dinheiro.

Início

  • O que éO que é

    Um jogo que propicia o planejamento do uso adequado do dinheiro.

  • PúblicoPúblico

    Crianças e adolescentes.

  • MateriaisMateriais

    (por grupo) - quatro envelopes brancos, quatro envelopes verdes e quatro envelopes amarelos, cédulas de cartolina de cinco reais, folhas de papel pardo, tabelas dos anexos, data-show.

  • EspaçoEspaço

    Na sala de atividades.

  • DuraçãoDuração

    Dois encontros de 1h30 (uma hora e trinta minutos) de duração cada um.

  • FinalidadeFinalidade

    Conscientizar sobre o valor do dinheiro e das diferentes possibilidades de uso.

  • ExpectativaExpectativa

    Aprender a planejar o uso do dinheiro eventualmente ganho em datas festivas, em finais de semana ou todo mês, dos pais, de parentes ou de adultos amigos; desenvolver a habilidade para postergar a realização imediata de desejos.

Na prática

Primeiro encontro: Pensando no dinheirinho que, às vezes, ganho.

Sentados em círculo, pergunte aos estudantes se, às vezes, recebem algum dinheiro de seus pais ou parentes:

Quando?

No aniversário?

No Natal?

Por acaso recebem mesada ou semanada?

Pois bem, o que é que fazem com esse dinheiro?

Provavelmente, dirão que gastam em lanches, guloseimas, brinquedos, CDs ou roupas.

E se?

Se alguém fizer referência a poupar para realizar, no futuro, algum sonho, peça que conte sua experiência e convide os outros a pensarem juntos sobre ela. E se ninguém tiver ganhado nenhum dinheiro, pode sugerir a hipótese… Quando eu ganhar um dinheirinho, eu gostaria de…

Mas, se ninguém falar nada, pergunte se já passou pela cabeça deles fazerem outro uso dessa “graninha”, além de gastar. Por exemplo, guardar um pouquinho dela? Isso mesmo, guardar um pouquinho. Isso se chama poupar. Poupar para quê? Para gastar a quantia no futuro, quando houver alguma necessidade ou para custear algo importante para a vida.

Projete para eles o vídeo “Poupança e circulação da moeda: descubra a importância de poupar e traçar objetivos”.

Explore com eles as razões para se aprender a poupar: garantir uma reserva para emergências; acumular para conseguir obter algo que se deseja e que não se consegue comprar facilmente; conseguir juntar o dinheiro necessário para comprar bens duráveis que nos ajudam a ter qualidade de vida e a realizar nossos sonhos.

 Como fazer para poupar?

Proponha um jogo divertido. Oriente que formem grupos e desenvolva com eles duas situações imaginárias em que recebem algum dinheiro: esporadicamente, em algumas ocasiões do ano, como presente, ou sistematicamente, como mesada.


Atividade 1 – quando se recebe um dinheiro em algumas ocasiões do ano

  • Primeiramente, você distribuirá para cada grupo um envelope branco, com 30 reais, em cédulas de cartolina de cinco reais, no qual está escrito Presente de Aniversário.
  • Distribuirá também dois envelopes: um verde, no qual está escrito GASTAR e outro, amarelo, escrito POUPAR.
  • Uma tabela para registro (ver anexo 1).

Tarefa:

a) Dividir o montante do envelope branco por dois, colocar metade no envelope GASTAR e outra metade no envelope POUPAR (ou seja, 15 reais em cada envelope).

b) Discutir como poderiam usar o dinheiro que separaram no envelope verde – GASTAR.

c) Registrar as sugestões na tabela.

 

  • Em seguida, dê um envelope branco, com a mesma quantidade (30 reais, em cédulas de cartolina de cinco reais), no qual está escrito Presente de Natal.
  • Dê também dois envelopes: um verde, em que está escrito GASTAR e outro, amarelo, no qual está escrito POUPAR.

Tarefa:

a) Dividir o montante do envelope branco, por dois, colocar metade no envelope GASTAR e outra metade no envelope POUPAR ( ou seja,15 reais em cada envelope).

b) Discutir como poderiam usar o dinheiro que separaram no envelope verde – GASTAR.

c) Registrar as sugestões na tabela.

 

  • Faça o mesmo com um envelope branco, em que está escrito Presente de Ano Novo, entregando também o envelope verde (GASTAR) e o amarelo (POUPAR).

Tarefa:

a) Dividir o montante do envelope branco por dois, colocar metade no envelope GASTAR e metade no envelope POUPAR (ou seja, 15 reais em cada envelope).

b) Discutir como poderiam usar o dinheiro que separaram no envelope verde – GASTAR.

c) Registrar as sugestões na tabela.

d) Observar a tabela e calcular quanto ganharam no ano todo, quanto gastaram no ano e quanto pouparam, no fim do ano, registrando na linha TOTAL da tabela.

Terminados os registros, oriente que observem a tabela e discutam as seguintes questões, que estão também no fim dela:

Questões para discussão:

–Cada vez que você ganhou um dinheiro (no aniversário, no Natal e no Ano Novo). Quanto separou para gastar? E quanto para poupar?

– Em que gastou o dinheiro?

– Quanto gastou no total do ano?

– E quanto poupou no total, no fim do ano?

– Em que poderia ser empregado esse dinheiro poupado?

– Compare o que conseguiu adquirir nas ocasiões em que ganhou o dinheiro, no decorrer do ano, com o que poderia adquirir no fim, com o que poupou. O que observa?

Registre as conclusões na tabela.

Faça uma rodada das conclusões a que os grupos chegaram e organize um cartaz com elas. Provavelmente, eles perceberam que o poder de compra do dinheiro gasto na hora em que entrou no bolso é bem menor do que  foi poupado.

Segundo encontro: Pensando no dinheirinho que ganho de mesada

Retome o encontro anterior e relembre com eles as atividades feitas e as conclusões a que chegaram, com a ajuda do cartaz feito. Reúna os mesmos grupos para a continuidade da oficina.

Você distribuirá para cada grupo:

  • Um envelope branco com 30 reais, em cédulas de cartolina de cinco reais, correspondentes à mesada de um mês.
  • Distribuirá também dois envelopes: um verde, no qual estará escrito GASTAR e outro, amarelo, escrito POUPAR.

Tarefa:

a) Dividir o montante do envelope branco por dois, colocar metade no envelope GASTAR e a outra metade no envelope POUPAR (ou seja, 15 reais em cada envelope).

b) Discutir em que poderiam usar o dinheiro que separaram no envelope verde GASTAR, registrando na tabela.

c) Olhar a tabela e calcular quanto ganharam no ano, quanto gastaram e quanto pouparam com as 12 mesadas, registrando na tabela, na linha TOTAL. Poderão usar a calculadora do celular.

Em seguida, oriente que discutam as questões que estão no fim da tabela de registro da Atividade 2:

Questões para discussão:

– Quanto ganhou em cada mesada? Quanto poupou?

– Quanto gastou no ano todo? Quanto poupou no ano todo?

– O que deu para fazer com o dinheiro de cada mesada?

– E o que dará para fazer com o que foi poupado?

– Compare o que poderia fazer na ocasião do recebimento de cada mesada e o que poderia fazer, no fim do ano, com o que foi poupado em todas elas. O que observa? Registre as conclusões na tabela.

Comente com eles que até aqui trabalharam dois destinos que podem ser dados ao dinheiro que se ganha: GASTAR e POUPAR. E que é importante equilibrar o consumo e a poupança, para realizar seus sonhos. Mas também há outro, importante, que é DOAR.

Doar a quem?

A instituições idôneas, sem fins lucrativos, por exemplo, que defendem causas nas quais acreditamos, como de auxílio humanitário a pessoas doentes e desamparadas; a populações refugiadas de países em guerra; às que cuidam e protegem animais etc. Proponha que, agora, façam o seguinte exercício:

Tarefa:

a) Tirar um real do envelope para GASTAR e um real do envelope para POUPAR.

b) Calcular em 12 meses, quanto de dinheiro ficaria em cada envelope: no GASTAR e no POUPAR.

c) Qual quantia conseguiriam doar, no fim do ano? (24 reais).

d) Registrar na tabela.

Questão para discutir: O que pensam disso?

A seguir, abra a roda para a socialização das conclusões dos grupos e a discussão final, registrando as principais delas.

E se?

Se houver divergências, não faz mal. O importante é que as argumentações sejam respeitosas e levem em consideração o bem de todos, ao invés do bem de uma única pessoa. Se necessário,  pondere isso com eles. Coloque as conclusões num cartaz; de um lado, as conclusões comuns e, do outro, as divergentes.

Para finalizar, projete e leia para eles o desenho da bonita historinha “Meu orçamento”, do Canal Kids, site do UNICEF ( Fundo das Nações Unidas para a Infância).

 

Hora de Avaliar:

Concluída a atividade, convide-os a se sentarem em círculo e peça que avaliem a oficina:

O que aprenderam com ela?

O que não haviam pensado, antes dela?

Gostaram das atividades?

Como foi o trabalho em grupo: colaborativo?

Houve alguma dificuldade que gostariam de discutir?

 

 

Fontes de Referência:

Livro:– D’Aquino, Cássia. Como falar de dinheiro com seu filho. São Paulo: Editora Saraiva, 2014.

–Artigo de Álvaro Modernell Afinal, o que é Educação Financeira”

 

Para ampliar

O que mais pode ser feito?

Os estudantes, com a ajuda dos educadores, podem organizar uma poupança coletiva para realizar aquele antigo desejo da turma de ir ao cinema, ao parque de diversões, ou outras opções.

Aprender a lidar com dinheiro é uma habilidade que a gente pode desenvolver e aperfeiçoar, no decorrer da vida, como outra qualquer.

E deve ser aprendida para ser usada para o bem pessoal e coletivo, dentro dos princípios da solidariedade e de ética.

Para saber mais

Em primeiro lugar, é importante ter clareza de que o dinheiro serve para garantir a sobrevivência das pessoas, seu bem-estar, uma vida saudável.

O dinheiro é fruto do trabalho, para a grande maioria das pessoas; custa ganhar, e por isso ele precisa ser bem cuidado e bem usado.

Mesmo quem ainda não trabalha, não tem salário, como as crianças e os adolescentes, se veem às voltas com dinheiro, no dia a dia, quando vão à feira, ao supermercado, à padaria, à escola.

Por isso, quanto mais cedo aprenderem a lidar com o dinheiro, melhor, pois estarão criando as bases para uma relação saudável, equilibrada e responsável em relação a ele. Afinal, a capacidade de assumir responsabilidades no uso do dinheiro não se dá da noite para o dia.

O processo de educar as crianças e adolescentes para lidar com dinheiro, segundo especialistas, deve tratar das seguintes áreas: como ganhar (quando tiver idade legal), como gastar (mesmo os ganhos esporádicos de hoje), como poupar e como doar.

O uso consciente do dinheiro é sempre resultado das escolhas que fazemos. Não importa que seja para o cafezinho ou um almoço no restaurante sofisticado.

Em cada ato de consumo há sempre uma escolha, muitas vezes, não consciente.

Colaborar para que as crianças e os adolescentes cresçam conscientes de suas escolhas, aptos a ponderar sobre elas, de modo a prever e arcar com suas consequências é responsabilidade de pais e educadores.

Mais importante que tudo, é fundamental aprenderem que o ganho e o uso do dinheiro devem ser regulados pela ética e pela responsabilidade social. O dinheiro é um meio para nossas realizações e não um fim em si mesmo.

Gostou?

Acesse também a oficina “O trabalho, o dinheiro e o sustento da vida”, deste Banco.

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Eu fiz assim…

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