Educação&Participação

Atividade de ampliação do repertório de poemas conhecidos pelos alunos.

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  • O que éO que é

    Atividade de ampliação do repertório de poemas conhecidos pelos alunos.

  • PúblicoPúblico

    Crianças e adolescentes.

  • MateriaisMateriais

    Folhas de papel jornal, canetas hidrográficas, barbante para varal, pregadores, poemas infantis ou juvenis de autores brasileiros consagrados.

  • EspaçoEspaço

    Em qualquer espaço da ONG/escola e nas ruas.

  • DuraçãoDuração

    Dois encontros de aproximadamente 90 min. cada.

  • FinalidadeFinalidade

    Resgatar e valorizar a cultura da comunidade.

  • ExpectativaExpectativa

    Interagir com a poesia e fruir poemas em suas diversas formas.

Na prática

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Como desenvolver?

1º encontro: Aproximação com a obra de alguns poetas brasileiros.

Inicialmente, converse com o grupo sobre poesia, procurando saber se conhecem alguns poemas, se gostam ou não de poesia e por quê. Se conhecerem algum poema ou algum trecho de poema e quiserem, podem declamar para o grupo.

Pergunte como sabem que se trata de poemas. Deixe que expressem suas ideias, manifestando livremente as suas impressões. Pode ser que façam referência ao ritmo, às rimas, à forma.
Faça você também observações, procurando levá-los a perceber que nos poemas há repetições, rimas e outros efeitos sonoros.
Leia para eles o poema “Convite” de José Paulo Paes e conversem sobre o que fala o poeta. Por que será que as palavras não se gastam e se parecem com a água do rio e com cada novo dia? Então, gostaram do poema? Que tal conhecer mais alguns?
Disponha vários poemas infantis e juvenis, no centro da roda, de preferência com ilustrações bonitas. Você pode consegui-los em antologias de poesias próprias para crianças e adolescentes ou em sites como Poesia.net ou Revista Nova Escola.
Junte a eles, alguns exemplos de poemas concretos que se utilizam de recursos visuais e gráficos; além da sonoridade, do ritmo e da rima, eles são “desenhados”. Esse tipo de poema costuma despertar a curiosidade do grupo. Veja exemplos de poesias concretas no Google.
Forme duplas, nas quais pelo menos um dos integrantes domine a leitura. Cada dupla escolhe um ou mais poemas para ler, comentar e, depois, ilustrar um deles, em folha de papel jornal para pendurar num varal.
Enquanto o grupo faz sua leitura, ponha uma música suave de fundo para criar um clima gostoso. Quando o varal estiver completo, convide-os a circularem para observar as produções dos colegas e escolher a poesia de que mais gostaram para levar para ler em casa.
Em seguida, forme uma roda para conversarem sobre o poema escolhido de cada um: nome do poema, do autor, o assunto de que trata, o que mais chama a atenção.
Sugira, então, que façam uma investigação sobre a memória poética da comunidade, coletando poemas que a gente dali conhece.
Planeje com eles como farão essa coleta. Podem sair pelas ruas do bairro ou entrevistar os moradores; fazer a pesquisa na própria ONG/escola, com educadores, professores, funcionários e colegas mais velhos. E também conversar com pais, avós, vizinhos e parentes. A ideia é entrevistar pessoas, perguntando se conhecem poemas, se gostam de poemas, se sabem o nome de algum poeta.

Em caso afirmativo, a pessoa escreverá esse poema ou declamará para que o entrevistador anote.

Você também faz parte da comunidade, por isso pode contribuir, trazendo dois ou três poemas para ampliar a coleta. O ideal seria escolher criações de poetas consagrados, de diferentesépocas, como Manuel Bandeira, Carlos Drummond de Andrade, Cecília Meireles, Ferreira Gullar, Paulo Leminski e outros. Lembre-sede incluir poemas do lugar onde vocês vivem.

Se nessa investigação, alguém descobrir um poeta que more na comunidade ou na cidade, será interessante convidá-lo para conversar com o grupo ou, ainda, pedir-lhe que envie alguns de seus poemas para o grupo poder ler.

2º encontro: Conhecendo a memória poética da comunidade.

É hora de todos conhecerem os poemas trazidos. Peça que organizem os poemas que recolheram numa pasta e escolham os dois de que mais gostaram para ler para os colegas. Depois da rodada de leitura, pergunte o que podem fazer para socializá-los com as pessoas da comunidade.

Caso não surja a ideia, proponha a eles a elaboração de uma coletânea com esses poemas. Forme grupos para dividir as tarefas. Com sua ajuda e acompanhamento, eles deverão reler os poemas, verificar se há poemas repetidos, reescrevê-los se houver erros e pensar nas respectivas ilustrações para que a coletânea fique bem bonita.

E se?
Se houver algum poema incompreensível ou que o educador ou o grupo não considerar adequado é o caso de excluí-lo do álbum.

É importante cuidar também para que os poemas fiquem bem dispostos nas páginas a fim de facilitar a leitura de todos. Tentem conseguir um patrocínio na comunidade para fazer reproduções em gráfica e poder, assim, distribuir os exemplares.Quando a coletânea estiver pronta, marquem uma data para o lançamento, com a presença de todos os familiares e moradores que participaram do processo.

Hora de avaliar

Oriente o grupo para se organizar em duplas. Cada dupla escreverá uma quadrinha sobre o que acharam da atividade e depois farão uma roda de leitura para compartilhá-las com o grupo todo.

Para ampliar

O que mais pode ser feito?

Os poemas coletados podem ser apresentados em cordéis, em grandes murais ou em saraus realizados em espaço público do bairro.

As crianças e os adolescentes poderão, eles também, criar seus poemas e fazer uma intervenção estética nas imediações da ONG/escola, por meio de banners espalhados nas praças, nas casas comerciais ou grafitados em alguns muros.

Um dia de poesia na rua poderá ser organizado em parceria com outras escolas, ONGs, biblioteca e ponto de cultura da região, chamando toda a população a participar.

Gostou?

Consulte a oficina “Descobrindo nossa cidade” deste banco.

Acesse o site Olimpíada de Língua Portuguesa – Escrevendo o futuro e veja os livros:

Gullar, Ferreira. “O prazer de ler”, in MURRAY, Roseana (org.). Bailarina e outros poemas. v. 1. São Paulo: FTD, 2001. Coleção Literatura em Minha Casa.BERALDO, Alda. Trabalhando com poesia. v.. 1. São Paulo: Ática, 1996.

Para saber mais

A poesia está presente em nossas vidas: nas canções com que as mães nos embalaram, nas cantigas de roda; nas parlendas; nos trava-línguas; nas adivinhas; nas páginas de um diário de adolescência; nas frases de amor, de dor ou de consolo que trocamos. Isso porque as palavras, nessas situações, têm uma força e um sentido incomuns – elas são empregadas com base no seu poder lúdico, sugestivo, emocional.

Poema ou poesia?

Qual é a diferença entre poema e poesia?

O poema é um texto “marcado por recursos sonoros e rítmicos. Geralmente o poema permite outras leituras, além da linear”, pois sua organização sugere ao leitor a associação de palavras ou expressões “posicionadas estrategicamente no texto”.

A poesia está presente no poema, assim como em outras obras de arte, “que, como o poema, convidam o leitor/espectador/ ouvinte a retornar à obra mais de uma vez, desvendando as pistas que ela apresenta para a interpretação de seus sentidos”.

Norma Goldstein. Versos, sons, ritmos. 14a ed. São Paulo: Ática, 2006.

Então, essa é a diferença. Quando falamos em poema, estamos tratando da obra, do próprio texto. E, quando falamos em poesia, tratamos da arte, da habilidade de tornar algo poético.

Uma pintura, uma música, uma cena de filme, um espetáculo de dança, uma obra de arquitetura também podem ser poéticos.

O que diferencia o poema de outro texto?

O que difere o poema de um texto informativo ou de outro texto literário – como o romance ou o conto – é o modo pelo qual o poeta escreve seu texto.

O poema é criado como se fosse um jogo de palavras. Ele motiva o leitor a descobrir não apenas a leitura corrente, mas também a buscar outras leituras possíveis. E como o poeta faz isso?

Ora… com as palavras e com tudo o que se pode fazer com elas.

Ele sugere associações entre palavras, seja pela posição que ocupam no poema, seja pela sonoridade, seja por meio de outros recursos.

O poeta busca mostrar o mundo de um jeito novo, com a intenção de sensibilizar, convencer, fazer pensar ou divertir os leitores.

Fonte de referência

Poetas da escola : caderno do professor :orientação para produção de textos / equipe de produção Anna Helena Altenfelder, Maria AliceArmelin. — São Paulo : Cenpec, 2010.(Coleção da Olímpiada).

 

Obs: Os links informados na oficina foram visitados em 27 de outubro de 2015, às 17h.

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Total de 2 comentário(s)

  •    Maria Marlene Ferreira Vieira  em 
         Educação&Participação respondeu em 
  •    Manu  em