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Exercício de improvisação teatral para experimentar outras possibilidades de comunicação em uma determinada situação.

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  • O que éO que é

    Exercício de improvisação teatral para experimentar outras possibilidades de comunicação em uma determinada situação.

  • PúblicoPúblico

    Adolescentes.

  • MateriaisMateriais

    - Caixa com adereços diversos: chapéus, óculos, perucas, roupas de outras épocas, etc.

  • EspaçoEspaço

    Qualquer espaço tranquilo, que propicie concentração.

  • DuraçãoDuração

    Um encontro de aproximadamente 90 min.

  • FinalidadeFinalidade

    Experimentar outra possibilidade de comunicar uma determinada situação, acontecida num determinado contexto, sem o uso da fala (no caso, somente com expressões corporais).

  • ExpectativaExpectativa

    Usar a criatividade para definir outras formas de comunicação; colocar-se no lugar de outro, “vivenciando” situações da vida dele.

Na prática

improvisando

Como desenvolver?

Na roda, peça para cada um dizer o seu nome e o nome de um filme, novela ou peça de teatro que tenha assistido e de que tenha gostado muito, inclusive você, e dizer sinteticamente por que gostaram e, se lembrarem, contarem uma pequena cena que ficou gravada na memória.

Converse sobre o tema da oficina: Improvisando cenas. É isso que irão fazer, mas para isso irão se preparar primeiro, por meio de informações e da realização de um aquecimento prévio à atividade.

Mostre revistas, jornais ou sites, com notícias ou anúncios de peças teatrais, de filmes, de novelas e reflita um pouco com eles sobre representação dramática. O que significa? Onde acontece? O que existirá de semelhança e de diferença entre a interpretação, por um (a) ator (atriz), de um personagem no cinema, na TV ou no palco de um teatro? (veja Para saber mais).

Se possível, leia aqui alguns trechos da entrevista em que a atriz de teatro Inês Peixoto fala sobre teatro de rua, teatro de palco, cinema e televisão.

Alimente a conversa, se ela estiver instigante, e depois de algum tempo proponha que façam um aquecimento para começar a entrar no mundo mágico da interpretação.

Proponha ao grupo que caminhe pela sala, fixando um ponto ao longe e indo na sua direção; em seguida, dê a ordem para andarem fazendo o maior número de curvas possível para, em seguida, voltarem a andar normalmente.

Durante a caminhada, dê alguns comandos que serão alternados com o modo normal de andar: andar de costas, saltar, pular uma cerca, caminhar na chuva, na lama, numa selva fechada, num túnel baixo e estreito, entre teias de aranha, numa nuvem de mosquitos, sobre cacos de vidro, sobre brasas, sobre um colchão de espuma, na beira da praia…

Depois, eles formarão duplas, um na frente do outro e jogarão o jogo do espelho. Em cada dupla, um representará uma pessoa e o outro, o espelho. A “pessoa” fará o maior número possível de movimentos, desde os mais sutis como mascar chiclete, aos mais elaborados como contorcer-se no chão e o “espelho” deverá reproduzir simultaneamente tais movimentos. Após cerca de dois minutos, eles deverão trocar de papéis.

Fazendo uma pausa, sentam-se em círculo.

Pergunte onde costumam ver espelhos. Por que as pessoas colocam espelhos nesses lugares? Estimule-os a falar sobre como são esses lugares. Se entrarem numa casa, logo identificam a função de cada cômodo? Como sabem onde é o banheiro? E a cozinha? Por quê? O que há nesses cômodos que nos ajudam a defini-los? E se entrarem numa casa vazia, continuam sabendo onde é o banheiro e a cozinha? Existem diferenças entre uma casa de idosos e uma casa de jovens? Quais são essas diferenças? Como sabemos que estamos num banco, num supermercado, numa farmácia?

Estimule-os a falar sobre a arquitetura, os móveis, a decoração própria de um lugar, enfim o que podemos chamar de cenário. A partir desse momento, eles darão início às improvisações.

Numa improvisação, a cena deverá acontecer imediatamente, quase sem ensaio, com pouca combinação prévia. Assim, eles terão que usar a memória, a imaginação, a fantasia, os recursos internos e materiais disponíveis no momento. Terão que dar pistas do ondesem cenário, por meio de movimentos corporais e pistas do contexto; a plateia deverá identificar onde acontece a cena, rapidamente, só com esses elementos.

Solicite ao grupo dois voluntários para começar. Todos os outros, nesse momento serão plateia. Diga-lhes (sem que a plateia ouça) que vão encenar uma sala de aula: um deles é o professor e o outro, aluno. Poderão usar os adereços da caixa.

Situação: O professor afirma que viu o aluno copiando a lição de um colega. O aluno nega veementemente. O professor insiste; o aluno continua negando…

No auge da cena, você diz: TROCA! Assim, quem era aluno vira professor e vice-versa. Eles ficarão no novo papel por aproximadamente um minuto.

Convide-os, então, a sentarem-se e pergunte à plateia se o onde da cena ficou claro, mesmo sem cenário. Deu para entender? Que sinais ajudaram a perceber o local onde a cena se desenvolvia? Pergunte aos “atores’’ em que papel se sentiram melhor, mais confortável e o que foi difícil de fazer.

Sugira mais algumas improvisações, de forma que todos possam ter a oportunidade de representar, sempre por vontade própria.

Situações:

– Um empresário e seu motorista na garagem da mansão. O empresário acusa o motorista de ter batido o carro. Ele nega.

– Pai e filho no quarto do adolescente. Este pede ao pai para deixá-lo ir ao estádio de futebol, com os amigos, no sábado. O pai hesita.

– Um patrão e o empregado no escritório. O empregado pede aumento. O patrão fica furioso.

– Um vendedor de calçados e o cliente na loja. O cliente quer trocar o sapato comprado no dia anterior, mas não acha a nota. O vendedor só troca com a nota.

– Dois vizinhos na porta da casa de um deles. O primeiro reclama que é tarde da noite e o som está muito alto.O outro nega.

Em todas as improvisações, os atores devem trocar de papéis, a um aviso seu. Deixe-os criar à vontade. Se perceber que a cena está fluindo, a plateia está gostando, deixe um tempo maior.

E se?

Se, ao contrário, a dupla tiver dificuldades, não os exponha; troque logo os papéis e termine a cena, mesmo com menos tempo de duração do queo previsto. Também corte comentários irônicos ou destrutivos, se houver.
Da mesma forma, desestimule o exibicionismo de alguns adolescentes.

Hora de avaliar

Sentados na roda, é hora de refletir sobre o processo vivido, sobre o que sentiram vivenciando a mesma situação de dois pontos de vista. É mais fácil pedir ou negar? Como foi encontrar argumentos em cada uma das situações antagônicas? Pergunte, também, aos atores, em que papel cada um se sentiu mais confortável e à plateia, quem resolveu melhor cada situação. Lembre-os de que toda a crítica deve ser construtiva. Para fechar o trabalho, peça para cada dupla de atores improvisar uma expressão para avaliar a oficina, dando um tempo para elas combinarem entre si qual será essa expressão.

Para ampliar

O que mais pode ser feito?

Em vários municípios há uma agenda cultural disponível e gratuita para a população.

Seria interessante organizar um grupo de adolescentes que, com o apoio dos professores de Arte e educadores sociais, mais algumas pessoas interessadas da comunidade forme um núcleo cultural local que pesquise esses eventos na mídia impressa, televisiva e virtual, divulgando-os na ONG/escola/comunidade e organizando saídas coletivas.

Esse núcleo poderá também organizar grupos de teatro com pessoas do território, de diferentes gerações, que farão intercâmbio com outros grupos teatrais, tanto de forma presencial como virtual.

Outra pesquisa a ser feita e divulgada pelos jovens do núcleo é em relação aos cursos disponíveis e gratuitos de teatro oferecidos pela secretaria de cultura do município, de municípios próximos ou por organizações não governamentais.

Algumas parcerias poderão ser firmadas entre ONG/escola e outras instituições afins, com esse objetivo.

Para saber mais

Uma das funções da representação dramática é contar uma história, triste, alegre, romântica, trágica, de aventura, de denúncia.

Se ela for contada no cinema, o que vemos é um filme rodando que captou imagens dos atores representando, num determinado momento, bem distante deste em que o estamos assistindo e que eternizou esse momento, pela lente da câmera dirigida pelo diretor do filme.

Se essa história for contada no teatro, ela o será, por meio da representação dos atores que se dá ao vivo e a cada vez em que a peça é representada.

A linguagem teatral precisa de atores, de um palco e da plateia.

No teatro, a plateia vê os atores desempenhando seu papel, no ato. Por isso, a relação entre plateia e palco é intensa.

Por isso, um ator ou uma atriz de teatro tem que estudar muito para exercer a profissão, praticar muito, aprimorar muito a expressão do corpo, a voz e a cabeça porque tem de dar conta do recado em todas as apresentações das peças, que costumam acontecer de quinta a domingo, ou seja, quatro vezes por semana e por semanas seguidas.

Três elementos são importantes para organizar a encenação teatral: onde, quem e o quê.

O onde, refere-se ao local em que a cena acontece: em um bar, em um hospital, no cemitério, na maternidade, dentre outros (cenário).

O quem são os personagens envolvidos na história, representados pelos atores como um padre brincalhão ou um jovem mentiroso.

O quê, diz respeito à trama, ao enredo (é a própria história). Por exemplo, um milionário deixa uma imensa fortuna a seus herdeiros e é assassinado por um deles; dois pescadores enfrentam uma tormenta e se perdem no mar…

Fonte de referência

ARTES Visuais e Cênicas [Maria Therezinha T. Guerra]. São Paulo: Cenpec; Febem-SP; SEE-SP, 2002. (Educação e Cidadania, 6).

Gostou?
Acesse também a oficina”Teatro e pintura: criando cenas“, deste banco.

Obs: O link da oficina foi visitado em 14 de fevereiro de 2016.

 

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Total de 1 comentário(s)

  •    Wagner  em 
         Educação&Participação respondeu em