Educação&Participação

Atividade que busca desenvolver consciência das consequências da desigualdade sociais.

Início

  • O que éO que é

    Reflexão sobre a desigualdade de renda.

  • PúblicoPúblico

    Adolescentes e jovens.

  • MateriaisMateriais

    Computadores com acesso à internet, atlas ou mapa-múndi (um por dupla), papel sulfite.

  • EspaçoEspaço

    Na sala de informática.

  • DuraçãoDuração

    Um encontro de 1h30(uma hora e trinta minutos).

  • FinalidadeFinalidade

    Desenvolver consciência das consequências da desigualdade sociais.

  • ExpectativaExpectativa

    Saber ler o Índice de Gini para conhecer a realidade social dos países; compreender sua composição e função, entender notícias e reportagens veiculadas sobre o assunto.

Na prática

Peça, com alguns dias de antecedência, que os adolescentes e jovens procurem, em revistas e jornais, imagens que ilustrem instrumentos que servem para medir alguma coisa, como o metro, trena, litro de leite, vasilhame graduado, termômetro, balança, conta-gotas, aparelho de pressão etc. e que tragam para a realização da oficina. No dia marcado, oriente-os a colarem as figuras na parede e a conversarem um pouco sobre cada uma delas: para que se servem, o que medem, como medem.

Tudo que trouxeram mede algo que se pode perceber concretamente, que faz parte do mundo físico. Mas, há fenômenos que não são físicos, e por isso são mais complicados de se mensurar. São eles os fenômenos sociais.

No entanto, dados os avanços das Ciências Sociais e da Estatística, foram criados instrumentos de medidas próprios para esses fenômenos subjetivos. Por exemplo, pode-se medir a opinião das pessoas a respeito de produtos, de serviços, de aceitação ou rejeição de políticos etc.

Os números que expressam medidas de fenômenos sociais são chamados de índices ou indicadores.

Conhecem algum? Já ouviram falar, do índice de mortalidade infantil? Do IDEB (Índice de Desenvolvimento do Ensino Básico)? Das taxas de analfabetismo no Brasil?  São todos indicadores sociais.

Projete para eles alguns gráficos, como exemplos de indicadores sociais, para ficar mais claro sobre o       que se está falando. Não é necessário mais explicações a respeito de tais gráficos, o importante é que vejam que é possível calcular índices sociais e percebam o quanto eles nos dizem sobre a situação do país. Exemplos:

Taxas de mortalidade infantil de 2000 a 2015. O gráfico indica que está havendo uma queda da mortalidade infantil no Brasil, ano a ano. Clique aqui.

Taxa de analfabetismo no Brasil, entre 2007 e 2013 (homens, mulheres e total). Observa-se que o índice vem baixando; em 2013 chegou aproximadamente a 10% (dez por cento). Clique aqui. 

Depois de se manifestarem a respeito dos gráficos, explique que os indicadores sociais são muito importantes para que saibamos como uma sociedade está, quais são seus pontos fortes e seus pontos fracos, em que ponto tem de avançar mais para se tornar mais justa e humana. Por meio desses indicadores sociais, pode-se, por exemplo, identificar se uma sociedade se preocupa com as crianças, os adolescentes, os idosos e os deficientes. Pergunte se conhecem algum indicador de pobreza.

E se?

Se alguém souber, peça para falar sobre o assunto com a turma, identificando a fonte de informação. Observe se o entendimento que o participante tem está correto ou equivocado, para que você esclareça no decorrer da atividade.

Se ninguém conhecer, apresente a eles o Índice de Gini.

Explique que é um índice, criado pelo estatístico italiano Conrado Gini, em 1912, que estabelece uma escala entre zero e um (às vezes aparece entre zero e cem), para expressar a desigualdade social, ou seja, a diferença de renda e de riqueza existente entre as pessoas de um determinado lugar, como de um município, de  um estado, de um país.

Convide-os a realizarem, em duplas, uma pesquisa na web para terem mais conhecimento sobre o assunto.

Sugira que, primeiramente, entrem no site do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), que é uma fundação pública federal vinculada à Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, para conhecer o referido índice, o seu criador e quando foi criado. Oriente que registrem as informações no quadro que segue.

ÍNDICE DE GINI

O que é………………………………………………………………………

Quem é o criador do índice ………………………………………………………………

Data em que foi criado……………………………………………………………

Em seguida, oriente que entrem nos sites indicados abaixo, da Wikipédia, para identificar o Índice de Gini dos países do mundo e dos estados brasileiros. Distribua atlas ou mapas-múndi para localizarem melhor os países. Oriente que registrem as informações no quadro que segue.

>Wikipédia – países por igualdade de riqueza

> Wikipédia – unidades federativas do Brasil por Índice de Gini

País com maior desigualdade na distribuição de renda……………………………………………………………………….

País com menor desigualdade na distribuição de renda……………………………………………………………………….

Posição do Brasil no mundo……………………………………………..

Posição do Brasil na América Latina…………………………………

Estado brasileiro onde há maior desigualdade……………………….

Estado brasileiro onde há menor desigualdade……………………

E se?

Se acharem difícil ler os mapas, oriente para apenas focarem na coluna do índice. O importante é que vejam as variações desse índice entre os vários países existentes (no caso, a variação é situada entre zero e cem). Os demais dados não importam neste momento.

Deixe a pesquisa fluir por, aproximadamente, 50 minutos. Percorra pelas duplas para ajudá-las nas dificuldades de leitura das imagens e esclarecer as dúvidas que possam surgir.

A seguir, abra a roda para que socializem os dados registrados e discutam a situação do Brasil no mundo e a situação dos estados brasileiros no país.

Certamente, eles se surpreenderão com a posição de nosso país, cuja concentração de renda é altíssima. É importante que situem as políticas de ação afirmativa dos projetos sociais como cotas nas universidades, bolsa-família e outros benefícios promovidos pelos governos federal, estadual e municipal, como uma forma de distribuição de renda, democratizando o acesso das pessoas mais necessitadas aos bens e serviços existentes na sociedade.

Hora de Avaliar:

Peça que as duplas atribuam um valor de zero a um, como o índice estudado, para avaliar a oficina, considerando o que acharam de interessante na pesquisa e o que aprenderam. Após a rodada de atribuição de valor, peça que exponham que dados os surpreenderam, quais os que mais intrigaram etc.

Será que alguma vez já haviam pensado na questão da desigualdade?

O que mais pode ser feito?

Poderá ser desenvolvido um debate na instituição, com a participação de professores de História, Geografia e Estatística para melhor discutir o Índice de Gini e também relacioná-lo a outro índice – o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) que é uma medida para classificar os países pelo seu grau de desenvolvimento humano e para ajudar a classificá-los como desenvolvido, em desenvolvimento ou subdesenvolvido. O IDH utiliza também dados sobre a oferta de condições de saúde, de educação e de renda para a população.

O IDH é publicado anualmente, desde 1990, pelas Nações Unidas. Foi criado por Mahbub ul Haq com a colaboração do economista indiano Amartya Sen, Prêmio Nobel de Economia de 1998.

Fontes de Referência:

IPEA – Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada.

http://www.rededosaber.sp.gov.br/portais/Portals/33/arquivos/mt_v3.pdf

Para ampliar

Para saber mais

Um indicador (taxa, índice etc.) é uma medida, em geral quantitativa, usada para quantificar um conceito, informar sobre algum aspecto da realidade social de interesse.

Os indicadores, taxas e índices são uma forma de medir e avaliar determinadas tendências, contextos e realidade.

Sua utilização generalizou-se, principalmente, a partir da década de 1960, como suporte à formulação e a implementação de políticas públicas. Isso, em função da necessidade de se avaliar as desigualdades sociais e os níveis de pobreza de muitos países, uma vez que os indicadores de natureza econômica, como o PIB (Produto Interno Bruto) não conseguiam mensurar as condições de bem-estar social da população.

Nesse período começaram a ser formulados e construídos sistemas de indicadores mais consistentes para que possam ser avaliadas as condições sociais dos diversos países, por entidades e organizações internacionais como a OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico), a ONU (Organização das Nações Unidas), a OMS (Organização Mundial de Saúde), a Organização das Nações Unidas para a Unesco (Educação, a Ciência e a Cultura) ou o Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância).

O coeficiente de Gini (ou Índice de Gini) é um cálculo usado para medir a desigualdade social.

Foi desenvolvido pelo estatístico italiano Conrado Gini, em 1912.

Apresenta dados entre o número zero e o número um, em que zero corresponde a uma completa igualdade na renda (na qual todos detêm a mesma renda per capta) e um corresponde a uma completa desigualdade entre as rendas (em que um indivíduo, ou uma pequena parcela de uma população, detém toda a renda e os demais  nada têm).

Ou seja, em uma linguagem mais simples, no resultado final, quanto mais um país se aproxima do número um, mais desigual é a distribuição de renda1 e de riqueza2e quanto mais próximo do número zero, mais igualitária será a distribuição de renda daquele país.

Dados do PNUD (Plano das Nações Unidas para o Desenvolvimento), de 2010, pelo Índice de Gini, apontam o Brasil com o resultado de 0,56, sendo assim, o terceiro país mais desigual do mundo. O PNUD constatou, ainda no mesmo ano, que dos 15 países mais desiguais do mundo, segundo o Índice de Gini do mundo, dez encontram-se na América Latina e no Caribe.

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(1)Renda é a remuneração que o proprietário do fator de produção (trabalho, imóveis e equipamentos rurais e urbanos) recebe pela sua utilização no processo produtivo.

(2)Riqueza é o valor total dos bens que constituem o patrimônio.

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Acesse também a oficina “O trabalho, o dinheiro e o sustento da vida”, deste banco de oficinas.

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