Educação&Participação

Encontro de gerações, no qual os mais velhos aprendem brincadeiras com os mais novos e os mais novos aprendem com os mais velhos.

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  • O que éO que é

    Encontro de gerações, no qual os mais velhos aprendem brincadeiras com os mais novos e os mais novos aprendem com os mais velhos.

  • PúblicoPúblico

    Crianças e adolescentes.

  • MateriaisMateriais

    Cordas, bolas de gude, de meia, de plástico e de couro, redes, piões, petecas, tabuleiros e peças de dama e de xadrez, outros objetos disponíveis para o desenvolvimento de brincadeiras, alto - falante, música de ciranda.

  • EspaçoEspaço

    Na sala e na praça (ou em algum local público próximo).

  • DuraçãoDuração

    Dois encontros; um na sala, de 90 minutos, e um na praça, de 120 minutos , aproximadamente.

  • FinalidadeFinalidade

    Valorização das manifestações lúdicas de todas as épocas, reconhecendo que as brincadeiras são bens culturais a serem preservados porque constituem patrimônio imaterial de um povo. Veja o Portal do Iphan.

  • ExpectativaExpectativa

    Conviver bem com pessoas de diferentes gerações; compartilhar o que sabe, colaborando com a aprendizagem dos outros; usufruir de logradouros públicos.

Na prática

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Como desenvolver?

Primeiro encontro: Fazendo a proposta.

Na roda, fazendo o acolhimento do dia, desafie-os a falar, cada um, o nome de uma brincadeira, sem repetir o que o colega já falou, por várias rodadas. Após a primeira rodada, faça outra e outra, até  esgotar o repertório do grupo. Esse deverá ser um momento descontraído e divertido, talvez alguns inventem nomes de brincadeiras que não existam, apenas para não deixarem a roda parar. Lembre-os que o importante é recuperar o maior número de brincadeiras possível.

Se eventualmente você fez a oficina “Brincadeiras que vão e que vêm”, retome o “Quadro das brincadeiras de hoje “ e o “Quadro das brincadeiras de ontem” e, juntos, observem quais daquelas brincadeiras foram citadas nas rodadas, quais ficaram de fora. Se não fez, pergunte com quem aprenderam as brincadeiras indicadas, valorizando as contribuições da família para ampliar o repertório do grupo.

Pergunte se gostariam de aprender mais brincadeiras e também de ensinar as que já sabem para outras crianças da ONG/escola e para suas famílias. Que tal organizar uma manhã de brincadeiras e jogos na praça entre crianças, adolescentes e adultos?

Dê um tempo para o grupo discutir e trazer novas ideias. O passo seguinte é pôr mãos à obra, pois há muito trabalho pela frente: é preciso conversar com a direção da instituição para autorização e providências,  definir local e público, verificar se há necessidade de comunicação à subprefeitura local, fazer convites para as pessoas e planejar o grande dia.

Organize junto com o grupo qual a melhor maneira para a realização do evento, considerando todas as atividades, antes e durante . O grupo poderá se dividir em comissões:

– comissão de comunicação – irá produzir os convites, cartazes (pois não se pode esquecer da propaganda). Nos cartazes, precisam aparecer o que é o evento, a data, o local, o horário e o lembrete para trazerem os objetos das brincadeiras que irão ensinar;

comissão de produção providenciará os materiais necessários para o dia do evento;

– comissão de registro – responsável, no dia do evento, por fotografar e entrevistar as pessoas;

– comissão de divulgação – planejará como e onde distribuir os cartazes e convites (colar cartazes  convidativos nos estabelecimentos comerciais próximos é uma sugestão).

Que tal chamar algumas pessoas das famílias para participar de algumas reuniões de planejamento conjunto?

É importante saber com quantas pessoas, no mínimo, vai se poder contar no dia para ensinar brincadeiras; definir algumas brincadeiras a serem propostas pelos adultos ou pelas crianças; de que materiais vão precisar para desenvolvê-las e como providenciá-los; quantos grupos aproximadamente serão formados, misturando-se crianças e adultos e como  irão se distribuir pela praça.

Para isso, a visita conjunta  de crianças, adolescentes e adultos ao local se faz necessária. Também deverão pensar em como acolher o público e estimular sua participação, ensinando outras brincadeiras que conheçam.

No dia do encontro, para facilitar a organização, cada grupo de brincadeiras deverá contar com uma dupla de coordenadores: um adulto e uma criança/adolescente. Uma dupla de coordenadores também ficará responsável para circular entre os grupos e dar suporte, se necessário, a eles.

Um alto-falante seria bem vindo para fazer a comunicação com todos que estão na praça, no dia do encontro. Um dos familiares, que seja desinibido e comunicativo poderia ser convidado a assumir o papel de locutor para animar o encontro, dando informações sobre o que está acontecendo nos grupos e anunciando serviços ofertados pelos equipamentos sociais públicos do território, além de dar a palavra para os participantes (crianças, adolescentes e adultos) opinarem sobre o evento.

Você também pode organizar uma comissão de adolescentes para percorrer a praça, fazendo uma pesquisa de opinião com as pessoas, enquanto estiver ocorrendo o encontro Você também pode organizar uma comissão de adolescentes para percorrer a praça, fazendo uma pesquisa de opinião com as pessoas, enquanto estiver ocorrendo o encontro.

Segundo encontro: Tomando a praça, de brincadeira.

No dia do evento, a chegada do grupo à praça deve ser bem antes do público convidado, para que se possam arrumar os espaços e os materiais das brincadeiras, com certa folga.

Cada grupo de brincadeiras fica no local combinado com os respectivos coordenadores; à medida que os convidados forem chegando, poderão escolher livremente o grupo de que  participarão. A qualquer momento, as pessoas podem variar de grupo, participando das outras brincadeiras oferecidas na praça.

A dupla coordenadora inicia uma conversa, se apresenta, pede para as pessoas se apresentarem, explica o objetivo do encontro, diz que vai ensinar umas brincadeiras, que quem souber ajuda e, depois, quem quiser pode ensinar outras. Mas tem uma regra: é preciso alternar brincadeira de adulto com brincadeira de criança. É só começar.

E se?

E se o público ficar tímido? Nesse caso, a dupla coordenadora continua a conversa e as perguntas sobre as brincadeiras de que gostam (para as crianças) e do que gostavam de brincar e como eram essas brincadeiras (para os adultos), deixando-os falar, até sentir que o clima está descontraído; é interessante também se propor a ajudar o voluntário a ensinar a brincadeira. Se ele não gostar de falar em público, por exemplo, poderá explicar a brincadeira para os coordenadores e estes para o grupo.

Durante todo o encontro,  o alto-falante irradia a festa, informa onde podem tomar água e dá avisos sobre os serviços da região aos presentes: campanhas do posto de saúde; época próxima de matrículas em escolas, futuras festas do bairro. Por fim, anuncia o fim da manhã ou tarde das brincadeiras, convidando todos para uma grande ciranda.

Hora de avaliar.

Após o encontro, de volta à organização, faça uma roda específica com seu grupo para conversar sobre as impressões que tiveram: gostaram? Do que mais gostaram: de aprender ou de ensinar? Não gostaram de alguma coisa? De quê? As famílias vieram e participaram? Que brincadeiras aprenderam? O que mais funcionou bem? O que não funcionou? O que mudariam?Esse é o momento de serem apresentados os resultados da pesquisa de opinião pela comissão específica, se ela aconteceu.

E se?

Se não foi realizada a pesquisa durante o encontro, organize com eles uma pequena enquete para se informarem da opinião das famílias a respeito do evento, com as mesmas perguntas.

Para ampliar

O que mais pode ser feito?

Um livro com todas as brincadeiras que aconteceram na praça, o qual poderá ser patrocinado por algum comerciante ou empresário da região, com direito a lançamento e festa, na mesma praça.

Para saber mais.
O fortalecimento da relação da ONG/escola com as famílias é algo a ser buscado quando se tem como perspectiva a educação integral de crianças e de adolescentes.

Assim, convidar pais, mães, outros familiares e moradores para compartilhar suas experiências culturais com as crianças é uma ação que faz parte do trabalho educacional que vai nessa direção. Essa iniciativa possibilita conhecer e integrar as práticas culturais locais à ação da instituição e estreita vínculos entre os diferentes espaços pelos quais as crianças circulam.

Da mesma forma, é importante que as crianças saiam do espaço institucional e brinquem em outros espaços públicos do território, como praças, parques e clubes municipais, pois essas experiências ampliam o seu repertório cultural, ao mesmo tempo que divulgam e valorizam os equipamentos sociais dos quais a comunidade dispõe, tornando-os verdadeiros espaços de convivência democrática e de aprendizagem.

Fontes de referência:

Livros:

BENJAMIN, W. Reflexões sobre a criança, o brinquedo e a educação. São Paulo: Duas Cidades; Editora 34, 2002

CENPEC- Projeto Brincar- O brinquedo e a brincadeira na infância – 2009 (Cyrce Andrade, Marina Célia Dias, Maria Lúcia Medeiros, Zoraide Faustinoni da Silva);

AMIGOS  da Escola nos Esportes – Arte ( Izabel Yuriko Abe). São Paulo: Cenpec; TV Globo, 2000. (Todos pela Educação).

Vídeo: Brincando na Corte

Gostou?

Veja também a oficina “Brincadeiras que vão e que vem”, deste banco.

Obs: Os links informados na oficina foram visitados em 04 de setembro de 2015 às 16h30min.

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Eu fiz assim…

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