Educação&Participação

Debate sobre a identificação estabelecida, nos dias de hoje, entre convivência e consumo.

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  • O que éO que é

    Debate sobre a identificação estabelecida, nos dias de hoje, entre convivência e consumo.

  • PúblicoPúblico

    Adolescentes e jovens.

  • MateriaisMateriais

    Dicionários, internet, folhas de papel pardo, pincéis atômicos.

  • EspaçoEspaço

    Na sala de informática.

  • DuraçãoDuração

    Um encontro de 1h30 (uma hora e trinta minutos) de duração.

  • FinalidadeFinalidade

    Distinguir situações de convivência de situações de consumo.

  • ExpectativaExpectativa

    Aprender a desfrutar da convivência com o outro, pelo que ele pode oferecer para nos acrescentar; buscar os lugares da cidade nos quais podemos conviver, sem necessidade de consumir.

Na prática

Anuncie aos adolescentes e jovens que o tema da oficina será Convivência. Sentados na roda, com alguns dicionários no centro, pergunte como convivem com os amigos e a família, onde se encontram fora da escola/ONG, para se divertirem, o que fazem nos finais de semana, aonde vão, com quem vão.

Anote as respostas num cartaz. Quando todos tiverem opinado, afixe o cartaz em local visível e peça para observarem os locais de convivência que foram citados. Quantas vezes aparecem no cartaz os seguintes espaços: parque, jardim, centro esportivo, centro cultural, shopping, lanchonete  e etc.? Chame a atenção para os locais mais citados.

Por que acham que são esses os locais mais citados?

E se?

Se não aparecerem locais como centros esportivos ou culturais, museus ou eventos em praças, questione se eles conhecem algum no bairro ou em outra cidade, se já  foram lá  alguma vez, se não sentem vontade de conhecer.

Se você estiver em uma cidade de médio ou grande porte, observe a referência a shoppings, provavelmente, um dos lugares mais citados. Pergunte o que o shopping oferece que outros locais não oferecem.  Provavelmente, responderão que é um lugar onde podem circular tranquilamente (com segurança) e ver coisas bonitas. E quanto a conviver e a se divertir? Como se convive e com o que e como se divertem no shopping?

E nos outros lugares citados?

É importante que façam essa reflexão para poderem distinguir entre conviver e consumir. No shopping, convive-se consumindo.

Oriente-os a procurar nos dicionários disponíveis na roda, a palavra convivência e discuta o significado dela.

Convide-os, na sequência, a levantar quais as formas de lazer que conhecem que não implicam consumo e registre em um cartaz. Em seguida, proponha que façam uma pesquisa, na web, sobre lugares existentes na cidade, onde se pode conviver com a família ou com amigos, sem necessidade de consumir.  Organize-os em grupos de três, para realizarem a consulta, durante aproximadamente 50 minutos.

Oriente-os a entrarem no site da prefeitura e do estado da federação em que vivem, para procurarem os espaços das secretarias de Cultura e do Meio Ambiente, as quais oferecem lazer e cultura, gratuitamente, na sua cidade ou nas cidades próximas.

Eles também deverão consultar, no Google, a existência de centros culturais e de institutos de arte e cultura públicos, de fundações e do sistema S (fazem parte do sistema S: Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai); Serviço Social do Comércio (Sesc); Serviço Social da Indústria (Sesi); e Serviço Nacional de Aprendizagem do Comércio (Senac). Existem ainda os seguintes: Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar); Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop); e Serviço Social de Transporte (Sest)), que oferecem, eventualmente, programas culturais gratuitos à população.

Peça que cada grupo indique, pelo menos, duas possibilidades, registrando em outro cartaz: o nome da instituição pesquisada, o tipo de atividade oferecida, a frequência com que é oferecida e o local. (veja exemplo no Anexo 1).

Terminado o tempo, abra a roda para a socialização. Cada trio apresentará os seus achados e deixará seu cartaz exposto. Após a última apresentação, retome a discussão Lazer x Consumo e faça um levantamento dos benefícios que podem ter, frequentando os lugares pesquisados. Organize uma comissão para abrir um arquivo da classe, relacionando as contribuições de todos os grupos.

Finalizando, monte um grande painel, com folhas de papel pardo, no chão, e convide-os a representar os espaços de convivência encontrados na pesquisa.

 

Hora de avaliar:

Para finalizar, reúna os trios, novamente, para fazerem a avaliação da oficina. Cada trio discutirá como avaliar a atividade e escolherá uma imagem, na internet, que expresse seu ponto de vista. 

O que mais pode ser feito?

Os jovens, com o auxílio dos educadores, poderão organizar um círculo de debates para propor a formação de novos espaços de convivência, no território, usando praças e escolas para realizar saraus, oficinas de artesanato, jogos esportivos, cineclubes e outras atividades artísticas. Instituições vizinhas poderão se tornar parceiras, para ampliar os espaços de convivência. Além disso, pode ser encaminhada uma solicitação à subprefeitura ou à administração local, para cessão de espaços públicos. 

Fonte de Referência

– D’Aquino, Cássia. Como falar de dinheiro com seu filho. São Paulo: Editora Saraiva, 2014.

Para ampliar

 

Para saber mais.

A economia da sociedade capitalista está baseada na produção e consumo de bens e serviços.

Em princípio, esses bens e serviços seriam para satisfazer as necessidades da população e o dinheiro ganho com eles (lucro), para os donos dos meios de produção investirem na melhoria da qualidade dos produtos que oferecem.

No entanto, o que tem acontecido nas últimas décadas é um desequilíbrio grande entre essas duas pontas, tendo o foco no lucro sido muito maior do que no atendimento às pessoas. Para aumentar os lucros, desencadeia-se forte apelo ao consumo, pela propaganda nos meios de comunicação clássicos (rádio, TVs e jornais) e na internet, convencendo as pessoas a comprarem produtos que elas não querem ou não têm necessidade.

Estamos vivendo na sociedade do consumo, em que consumir é mais importante do que conviver. A existência dos shoppings centers, verdadeiros templos de consumo, representa muito bem essa situação. As pessoas marcam encontro nos shoppings para conversar e se divertir e não usam os espaços públicos que a cidade tem.

As crianças, desde pequenas, são prematuramente expostas a situações de consumo (acompanham os pais ou irmãos aos shoppings, às locadoras, às lanchonetes, às lojas etc.). Com isso juntam o prazer de conviver com os familiares ao prazer do consumo. Conviver passou, então, a se confundir com consumir.

Trazer essa questão para a reflexão dos adolescentes e jovens é importante para que percebam que podem escolher o rumo de sua vida e ponderar que usufruir da convivência com diferentes pessoas e grupos, em diversos espaços da cidade, contribuirá para ampliar seu repertório cultural, contribuindo com novas aprendizagens para sua formação.

Gostou? Veja também a oficina “Um cineclube para a nossa comunidade”, deste Banco.

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Total de 2 comentário(s)

  •    Sinthia Costa  em 
         Educação&Participação respondeu em 
  •    Ana Lúcia  em