Educação&Participação

Interação com lendas do folclore brasileiro, por meio de livros, vídeos e jogo e produção de um livro coletivo da turma.

Início

  • O que éO que é

    Produção de um livro com alguns dos principais personagens do nosso folclore.

  • PúblicoPúblico

    Crianças.

  • MateriaisMateriais

    Livros com lendas da cultura popular brasileira, em quantidade correspondente ao número de crianças e de adolescentes, data show, computador com acesso à internet, reproduções de personagens lendários, papel sulfite, lápis de cor e canetas hidrocor.

  • EspaçoEspaço

    Na sala de atividades, na sala de informática e em outros espaços da instituição.

  • DuraçãoDuração

    Dois encontros de aproximadamente 1h30min.

  • FinalidadeFinalidade

    Compreender que o folclore representa o conjunto de todas as tradições, lendas e crenças de um país, que é transmitido oralmente, de geração a geração.

  • ExpectativaExpectativa

    Distinguir fantasia de realidade; valorizar a cultura popular..

Na prática

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Como desenvolver?

1º Encontro – O que é folclore?

Antes que sua turma entre na sala, esparrame pelas paredes reproduções de alguns personagens que povoam nossas lendas e mitos como o saci-pererê, o boitatá, a mula-sem-cabeça, o curupira. Leve também para a sala alguns livros com histórias correspondentes às gravuras.

Depois de um tempo de interação das crianças e dos adolescentes com o material exposto, comece a conversa do dia, perguntando se já perceberam qual será o tema da oficina: o que acham?

Pergunte que personagens eles conhecem dos que estão ali nas paredes e outros que não estão. Peça que contem experiências que já tiveram, envolvendo esses personagens: o que foi? Como foi? Quando foi?

Fale então que todos esses personagens fazem parte do folclore brasileiro.

Pergunte se sabem o que é folclore e deixe que explicitem, para saber qual o entendimento que têm sobre o significado da palavra. Diga, então, que folclore é o conjunto de todas as tradições, lendas e crenças de um povo, que se perpetuam, passando de pai para filho, no dia a dia. Por essa razão, as histórias de personagens folclóricos apresentam, às vezes, algumas variações, dependendo da região do país e do jeito de quem as conta, que sempre aumenta um ponto…

Para iniciar o trabalho, convide-os a ir à sala de informática para assistir a alguns vídeos que trazem a história de alguns desses personagens folclóricos de nossa tradição. Eles assistirão aos vídeos em duplas ou trios. Cada dupla ou trio escolherá um, dentre as indicações que você fará. Abaixo, você encontra nove indicações possíveis para oferecer a eles:

1. MULA SEM CABEÇA (4min01s) 

2. BOITATÁ  (1min42s)

3. BOI BUMBÁ (2min02s)

4. MATINTA PERERA (13min11s)

5. SACI-PERERÊ (13min26s)

6. CURUPIRA (10min02s)

7. PISADEIRA  (2min05s)

8. NEGRINHO DO PASTOREIO ( 2min16s)

E se?

Se os grupos quiserem assistir os mesmos vídeos, não há problema.
Você poderá projetar as outras histórias, se quiserem, em outros
momentos.

Após 20 minutos, abra a roda para contarem o que entenderam dos vídeos a que assistiram e, conforme forem falando, registre em um cartaz os nomes dos personagens citados.

Em seguida, proponha que joguem o jogo “Quem está escondido na mata?”, um jogo interessante e divertido, disponível aqui.

Nos mesmos grupos da atividade anterior, eles terão que procurar os personagens escondidos na mata, por meio de uma lente digital e, ao descobri-los, poderão conhecer sua história, por meio de um pequeno texto que os apresenta. Cada dupla ou trio deverá listar dois ou três personagens que considerarem mais interessantes no jogo.

Deixe que joguem por aproximadamente 30 minutos e, em seguida, abra a roda para fazerem os comentários sobre o jogo e o que descobriram sobre os personagens.

Depois que todos falarem, pergunte se gostariam de saber mais sobre eles, lendo suas histórias nos livros que você trouxe. Proponha que escolham um deles para levarem para casa.

2º encontro – Falando dos personagens.

Comece o encontro, com uma roda de depoimento deles sobre a leitura que fizeram das lendas: gostaram? Foi divertido? Aprenderam coisas a mais sobre aquele personagem? Recomendariam esse livro para os colegas?

Depois que todos falarem, faça a proposta de produzirem um livro recontando essas histórias, com ilustração e tudo: o que pensam sobre isso? Topam?  Será um livro de mitos e lendas do folclore brasileiro.

Discuta com eles o destino do livro: ficará na sala? Será encaminhado à sala de leitura da instituição? Cada um deverá ter uma cópia? Conforme as decisões, deverão ser tomadas as devidas providências, como a entrega solene do livro à instituição e/ou a impressão de exemplares para cada um. Decidido isso, eles negociarão, no coletivo, sobre que personagens cada dupla ou trio escreverá as histórias. Cada dupla ou trio poderá escolher de 2 a 3 personagens. Distribua as folhas de sulfite, as canetas hidrocor e os lápis de cor.

Depois que produzirem seus textos e os ilustrarem, faça uma revisão dos mesmos para que sejam publicados corretamente. Decida com eles o título do livro e a ordem de disposição dos textos que o comporão, por algum critério, como ordem alfabética, por exemplo. Peça que indiquem alguém que tenha habilidade maior com desenho e pintura para fazer a capa.
Hora de avaliar

Deixe para avaliar a oficina após a sua culminância, ou seja, após os eventos finais planejados. Avalie com eles o que foi interessante, o que aprenderam com a atividade e que sentimentos perpassaram cada uma das etapas, desde o seu início. E quanto ao produto? Gostaram? O que acham que podem melhorar? Foi fácil ou foi difícil escrever? Por quê?

Para ampliar

O que mais pode ser feito?

Poderá ser realizada uma tarde de autógrafos para as famílias, em que os autores distribuirão os exemplares do livro, além de projetarem alguns vídeos dos que assistiram e dos quais gostaram mais.  Os autores poderão, ainda, se transformar em contadores dessas histórias para outras turmas da instituição.

 

Para saber mais

Damos o nome de Folclore ao conjunto de todas as tradições, lendas e crenças populares de um país, que são transmitidas de geração para geração. A palavra vem do inglês folk, que significa povo; e lore, que significa sabedoria popular.

Entre as características dessa manifestação cultural estão: a transmissão oral dos conhecimentos através de gerações, a aceitação por parte das comunidades, o envolvimento de classes populares e o caráter não-oficial das manifestações culturais.

Fazem parte do folclore os gestos, os símbolos, as receitas de comidas, o artesanato, a medicina popular, danças, festas, encenações, música instrumental.

O folclore também inclui a tradição da palavra “cantada ou falada”, daí entram os mitos, as lendas, os contos e cantos populares, as brincadeiras, os provérbios, as adivinhações, as orações, as maldições, os encantamentos, as saudações e as despedidas, os trava-línguas, as canções de ninar.

Os mitos são narrativas universais, utilizadas pelos povos antigos para dar sentido ao mundo, explicar o funcionamento do universo e os fenômenos da natureza que não eram compreendidos por eles. Os mitos se utilizam de muita simbologia, personagens sobrenaturais, deuses e heróis. Todos esses componentes são misturados a fatos reais e a características humanas, como se pode verificar na mitologia grega, na africana e na indígena, como Zeus (chefe do Olimpo), na Grécia; Iemanjá (rainha do mar), na cultura africana e Curupira (guardião da floresta), na mitologia indígena.

Já as lendas são narrativas transmitidas oralmente pelas pessoas do campo, com o objetivo de explicar acontecimentos misteriosos ou sobrenaturais de uma determinada região, misturando também fatos reais com imaginários.  As lendas podem ser específicas de uma determinada região, como o negrinho do pastoreio (sul do país) ou ser comum a vários lugares; nesse último caso, não são contadas do mesmo jeito. As lendas também vão sendo modificadas, ao longo do tempo, no decorrer das gerações – quem conta um conto, aumenta um ponto. São lendas a mula-sem-cabeça, o lobisomem e a cuca.

Embora tenha raízes profundas nas tradições, o folclore se transforma no contato com outras culturas, quer seja pela convivência pessoal, como pelos meios de comunicação.

O Brasil, por ser um território muito grande, possui um folclore rico e diverso. Entre os personagens mais conhecidos das histórias populares do Brasil estão o Boitatá, o Boto Rosa, o Curupira, a Iara, a Mula-sem-cabeça, o Saci-Pererê. O Bumba-meu-boi, presente nas festas juninas, surgiu no início do século XVIII, com origem nos engenhos e fazendas de gado do Nordeste brasileiro. É chamado tanto de boi-bumbá, como de boi-calemba, boi-de-reis, boi-pintadinho. No festival folclórico da cidade de Parintins (a cerca de 300 km de Manaus), no Amazonas, o bumba-meu-boi reúne milhares de pessoas que assistem e participam da disputa dos dois bois representados pelo vermelho, o “Garantido”, e o azul, o “Caprichoso”.

O Dia do Folclore é celebrado em 22 de agosto.

Fontes de Referência
Cascudo, Luís da Câmara. Dicionário do Folclore Brasileiro. São Paulo: Editora Global, 12ª edição. 2012.

Sites:

Info Escola

Comissão Nacional do Folclore

Fundação Joaquim Nabuco

Gostou?

Então acesse a oficina “Cantos de Trabalho”, deste Banco.

Obs: Os links informados na oficina foram visitados em 07 de julho de 2015 às 15h.

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Total de 8 comentário(s)

  •    ROSANA  em 
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  •    Patrícia  em 
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  •    sonia marlene vello  em 
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