Educação&Participação

Construção de um memorial do lugar (bairro ou cidade).

Início

  • O que éO que é

    Atividade de recuperação das memórias das pessoas sobre o lugar.

  • PúblicoPúblico

    Adolescentes e jovens.

  • MateriaisMateriais

    computador com acesso à internet, documentos, revistas e jornais com notícias e reportagens sobre o lugar.

  • EspaçoEspaço

    No território, na sala de atividades e de informática.

  • DuraçãoDuração

    Três encontros de aproximadamente 1h30min.

  • FinalidadeFinalidade

    Conhecer a história do lugar onde vive, fortalecendo os vínculos com a comunidade e suas origens.

  • ExpectativaExpectativa

    Desenvolver procedimentos de busca de informação; reconhecer as pessoas mais antigas, como fontes de informação; conhecer a história do seu lugar.

Na prática

historia

1º encontro – Ouvindo algumas memórias.

 

Comece a oficina, lendo alguns trechos de livros de memórias literárias. Sugerimos que inicie por “Transplante de menina”, do livro do mesmo nome, de Tatiana Belinky ( São Paulo: Moderna, 2003) e “Os automóveis invadem a cidade”, do livro “Anarquistas, graças a Deus”, de Zélia Gattai (Rio de Janeiro: Record,1986), disponíveis na biblioteca virtual da Olimpíada da Língua Portuguesa.

Para acessá-los, cadestre-se no site da comunidade virtual da Olimpíada. É simples e vai dar a você a oportunidade de acesso a outros textos maravilhosos para trabalhar com sua turma. É só clicar no link abaixo, dar seu email e criar uma senha de acesso. Depois, entre na estante virtual e clique na Coletânea de textos “Memórias Literárias”.

Após a leitura dos dois textos, pergunte como se sentiram ao ouvir essas histórias. Já tinham ouvido lembranças semelhantes? Elas se parecem com alguma situação que já vivenciaram?  Há fatos marcantes acontecidos com eles, que ficaram na memória? Será que gostariam de contar algumas? Abra espaço para que falem sobre suas memórias na família.

Converse com o grupo sobre a diferença entre memória e memórias. Segundo o dicionário da língua portuguesa Houaiss, memória é “aquilo que ocorre ao espírito como resultado de experiências já vividas; lembrança; reminiscência”; já a palavra memórias diz respeito a “relato que alguém faz, muitas vezes na forma de obra literária, a partir de acontecimentos históricos dos quais participou ou foi testemunha, ou que estão fundamentados em sua vida particular”.

Pergunte se conhecem a história de sua família: de que cidade, estado ou país procedem; se há casos que sua família costuma contar quando se reúnem e como ficaram conhecendo essa história e esses casos. Certamente dirão que souberam dessas histórias por meio dos mais velhos. Indague por quê.

De fato, os mais velhos têm a memória das famílias e dos lugares onde viveram, pelo simples fato de terem acompanhado o desenrolar de sua história e as transformações pelas quais passaram.

Pergunte há quanto tempo eles moram no local. Indague sobre as memórias que eles têm do lugar onde vivem: se lembram-se de como era quando eles eram menores, quais eram os seus principais pontos de referência, se eles  permaneceram, o que mudou e os agradou e o que mudou e não os agradou….

Comente que se eles têm essas memórias do território, quantas não terão os mais velhos?

É hora de fazer a proposta a eles: vamos conhecer as memórias das pessoas de nossa comunidade sobre o nosso bairro? O que teremos de fazer para isso? Conversar com os mais velhos, sim, mas com quem? E como?  É preciso que se organizem. Lembre-os de que  mesmo as pessoas sendo uma fonte importante, elas não a única; há outras como fotos, jornais e revistas, que são também documentos importantes para complementar as informações sobre a história do lugar.

Entrevistas com moradores antigos

Faça com eles uma lista de pessoas que moram no bairro há muito tempo e conhecem bem sua história. Pais, avós e vizinhos poderão ajudar nessa relação. Escolham três ou quatro para serem entrevistados, analisando as possibilidades de se obter mais informações. Elaborem algumas poucas questões comuns para todos (veja anexo1), para que o entrevistado possa falar conforme a sua vontade e combinem um horário mais favorável a ambos para as entrevistas. Aproveitem para solicitar o empréstimo de fotos antigas, jornais ou revistas com reportagens, se houver, sobre a comunidade e objetos antigos que deem pistas de como era a vida das pessoas nesse lugar, em outros tempos.

Oriente para que :

  • fotografem os entrevistados;
  •  filmem para editar vídeos, posteriormente;
  •  gravem as entrevistas para que possam,  extrair trechos interessantes para serem divulgados.

Observação: Esclareça que para isso, é importante levarem várias autorizações de cessão de imagens, para serem assinadas pelas pessoas fotografadas/filmadas (ver anexo 3).

A seguir, eles formarão os grupos para entrevistar os moradores, sempre reunindo, num mesmo grupo, estudantes mais novos e mais velhos.

2º encontro: De volta, com as memórias.

No coletivo, os adolescentes e jovens irão socializar o que ouviram dos diferentes entrevistados. Organize, com eles, um quadro contendo várias colunas: uma, com o nome dos entrevistados; outra, com os fatos lembrados por essas pessoas e ainda outra para registrar o que mais chamou sua atenção, de cada memória.(vide anexo 2).

Organizem também as fotos, as reportagens e os objetos que trouxeram.

Discuta com eles o que poderão fazer com esse material. Proponha que montem uma exposição com:

  •  painéis, contendo fragmentos das memórias dos entrevistados, utilizando-se da sistematização feita no quadro;
  • áudio ou vídeo, com trechos escolhidos dos depoimentos, que tragam informações importantes e curiosas;
  • objetos coletados por empréstimo, para caracterizar as diferentes épocas.

E se?

Se ninguém souber editar os vídeos ou o áudio, respectivamente com as imagens e com as falas mais importantes dos entrevistados, peçam a ajuda de algum técnico da instituição, se houverou de alguma familiar entendido no assunto ou, ainda, de algum profissional da própria comunidade que aceite
fazer gratuitamente a parceria.

Decidam onde poderá ser montada a exposição, marquem a data e o tempo de exposição, façam os convites e  organizem  os grupos para a divulgação nas escolas, nas ONGs, nos outros equipamentos sociais do bairro e nas ruas do entorno. Os entrevistados serão os convidados de honra.

Todos participarão da montagem da exposição, escolhendo os melhores locais para dispor os objetos, a TV que veiculará o vídeo e os aparelhos de áudio, para que todos os presentes possam ouvir bem o som.

Deverão se organizar em grupos para: receber os visitantes; distribuírem-se pelo espaço para dar explicações ao público e para colherem suas impressões a respeito da exposição. Cada um deles poderá decidir como desenvolver sua função e incrementá-la de acordo com suas ideias.

3º encontro: A exposição

No dia da exposição, cada grupo assumirá o seu papel, conforme o planejado.

Hora de avaliar

Quando os visitantes tiverem deixado o local da exposição, reúna os grupos para uma avaliação da oficina. É hora de pensar e emitir suas opiniões sobre o processo vivido, do início à exposição: o que foi importante para eles? O que não conheciam da realidade exposta pelos entrevistados? O que mais os impressionou dos fatos narrados? O que pensam que deveria ficar registrado para as gerações posteriores, sobre o lugar? Por quê? E como?

 

Para ampliar

O que mais pode ser feito?

Seria muito interessante organizar o memorial do lugar, com o material que têm em mãos: depoimentos, fotos, áudio. Mas, para isso, vão precisar de ajuda. Quem sabe o professor de Português e o de História, juntos? Ah! pode ser que o professor de Geografia e de Arte também se interessem. Que tal fazer um convite a eles?

Uma proposta mais ampla é sugerir à secretaria de educação, da cultura ou da assistência social, a elaboração de uma publicação, com os excertos mais significativos dos memoriais das várias instituições do município, constituindo o memorial da cidade.

Para saber mais

“ De onde vem as histórias? Elas não estão escondidas como um tesouro na gruta de Aladim ou num baú que permanece no fundo do mar. Estão perto, ao alcance de sua mão. Você vai descobrir que as pessoas mais simples têm algo surpreendente a nos contar. ……Se ter um velho amigo é bom, ter uma amigo velho é ainda melhor” (Ecléa Bosi. Velhos amigos. Companhia das Letras, 2003.

O memorial do território constitui importante estratégia de aproximação entre família, escola/ONG e comunidade.

Permite que a escola/ONG conheça melhor a cultura do lugar, o seu público, tanto os adolescentes como suas famílias, enfim, conheça melhor o modo de vida de sua região; as histórias que se contam, as manifestações culturais mais expressivas, os problemas mais evidentes Nesse processo, a instituição também tem oportunidade de expressar para a população local e para a cidade, sobretudo para os pais e para a comunidade, sua forma de trabalho, suas produções e também suas dificuldades e demandas.

Investigar as memórias do lugar implica mergulhar, planejadamente, durante um certo  período  de tempo, na cultura local e na história do território, buscando a memória desse espaço, por meio de pesquisas  desencadeadas junto às pessoas, da interação com moradores antigos e da análise de documentos e imagens que registram  diferentes momentos da evolução da região , até os dias atuais.

O processo desencadeado aguça a curiosidade de todos e mobiliza o trabalho coletivo, propiciando novas perspectivas para a proposta pedagógica da ONG/escola, com maior atenção para a cultura local, estimulando a exploração de outros espaços de aprendizagem.

Nesse contexto, as famílias têm protagonismo, ao realizar atividades com os estudantes, quando são chamadas para dar entrevistas, fazer depoimentos, contar “causos“ e histórias, abordar as mais diversas manifestações culturais da comunidade.

Além de aproximar instituição e famílias, as memórias do lugar também geram para cada instituição um acervo grande de conteúdos, o qual constitui fonte rica para o seu currículo. Nesse empreendimento, podem ser envolvidos todos os profissionais da instituição, assim como as universidades locais, com a participação de alunos de diferentes cursos: Jornalismo, História, Letras, Editoração e outros, que têm muito a contribuir e a aprender com a atividade.

Fontes de Referência

– Oficina “Redescobrindo o meu pedaço”, da ONG Seara Bendita Instituição Espírita. Regional de São Paulo, ONG semifinalista do Prêmio Itaú-Unicef de 2011. Contato:  Vanderli Luiza Dias Rosa – (11) 5621-7065, cras@searabendita.org.br

– Oficina “Resgate da Cultura Regional”, da ONG Herdeiros do futuro, Associação de Voluntários Herdeiros do Futuro, ONG semifinalista do Prêmio Itaú-Unicef de 2011. Contato: Giovana Aparecida Kruker  – (49) 3241-4422 giovanakruker@yahoo.com.br

– Se bem me lembro. Coletânea de memórias literárias.  equipe de produção Anna Helena Altenfelder e Regina Andrade Clara. — São Paulo : Cenpec, 2004. (Coleção da Olímpiada de Língua Portuguesa)

– CENPEC.  Escola, família e comunidade – ações em rede. (Antonio Sérgio Gonçalves; Maria José Reginato; Marilda F.R. Moraes). São Paulo, 2010. Disponível em:

http://memoria.cenpec.org.br/uploads/F3635_190-05-00009%20Acoes%20em%20rede-Escola%2Cfamilia%2Ccomunidade.pdf

Gostou?  

Acesse também a oficina “Uma expedição pelo território”, deste banco.

Obs: Os links informados na oficina foram visitados em 21 de  junho de 2015, às 13h.

 

Anexo 1

 

Há quanto tempo é morador dessa região?De onde veio? Quando chegou aqui, como era?Que grandes modificações ocorreram  nesse lugar, de lá para cá?

Anexo 2

 

Nome e idade           Fatos lembrados.                      O que mais chamou entrevistado.                                                                  a atenção.——————–        ————————-                    —————————————————-                    —————————————————-                    —————————————————-                   —————————————————–                     —————————————————————————————————————————

 

 

Nome e idade           Fatos lembrados.                      O que mais chamou entrevistado.                                                                  a atenção.

 

 

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Nome e idade           Fatos lembrados.                      O que mais chamou entrevistado.                                                                  a atenção.

 

 

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Anexo 3- TERMO DE AUTORIZAÇÃO PARA USO DE NOME, IMAGEM, VOZ E/OU DEPOIMENTO,

(DIREITO DE PERSONALIDADE)

 PARA ADULTOS

 

Pelo presente instrumento particular e na melhor forma de direito, de um lado:

 

LICENCIANTE:
Endereço:
Bairro: CEP
Cidade: Estado:
Nascimento: RG: CPF:

 

O LICENCIANTE autoriza, de forma irrevogável, a utilização gratuita do uso de seu nome, voz, imagens e depoimentos nos materiais do projeto ………………desenvolvido pela instituição………………………………………………………………………………………………………………………………., com sede na rua………………………………………………………………………, CEP ……………, cidade de………………………………………………………….., para utilização dos direitos licenciados em campanhas de comunicação institucional, tanto em mídia impressa (periódicos, publicações, informativos, livros, catálogos, revistas, jornais, entre outros) das licenciadas, como também em mídia eletrônica (programas de rádio, podcasts, vídeos e filmes para televisão aberta e/ou fechada, documentários para cinema ou televisão, entre outros), Internet, Banco de Dados Informatizado Multimídia, “home vídeo”, DVD (“digital vídeo disc”), suportes de computação gráfica em geral e/ou divulgação científica de pesquisas e relatórios para arquivamento, seja em ambiente privado ou de freqüência coletiva, desde que as utilizações estejam estritamente vinculadas ao projeto a que alude a presente autorização e não tenham quaisquer fins lucrativos.

O LICENCIANTE expressa autorização para a adequação da imagem (fotografia) ou edição da voz/depoimento ao material produzido, podendo efetuar cortes, fixações, reproduções e/ou modificações necessárias ao contexto da obra, sem que isso signifique infração aos termos desta autorização e/ou violação aos direitos de personalidade.

 

A presente autorização opera-se em caráter gratuito e é válida pelo período de 10 (dez) anos, estendendo-se por todo território nacional, não havendo limitação quanto ao número de edições, reimpressões, tiragens, exemplares reproduzidos e/ou formas de distribuição do material e abrange, exclusivamente, o uso do nome, voz, imagens e depoimentos, para os fins aqui estabelecidos.

São Paulo, — de——– de

———————————————-

assinatura

 

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                     PARA MENORES DE 18 ANOS

 

TERMO DE AUTORIZAÇÃO PARA USO DE NOME, IMAGEM, VOZ E/OU DEPOIMENTO,

(DIREITO DE PERSONALIDADE).

Pelo presente instrumento particular e na melhor forma de direito, de um lado:

 

LICENCIANTE:
Endereço:
Bairro: CEP
Cidade: Estado:
Nascimento: RG: CPF:

Neste ato representado (ou assistido) por:

Pai/Mãe ou responsável legal:
Endereço:
Bairro: CEP
Cidade: Estado:
Nascimento: RG: CPF:

 

O LICENCIANTE (menor) autoriza, de forma irrevogável a utilização gratuita do uso de seu nome, voz, imagens e depoimentos nos materiais do         projeto ………………………………………………………………………………………………………..desenvolvido pela instituição………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………., om sede na rua………………………………………………………………………………………………….., CEP……………………, cidade de…………………………, para utilização dos direitos licenciados em campanhas de comunicação institucional, tanto em mídia impressa (periódicos, publicações, informativos, livros, catálogos, revistas, jornais, entre outros) das licenciadas, como também em mídia eletrônica (programas de rádio, podcasts, vídeos e filmes para televisão aberta e/ou fechada, documentários para cinema ou televisão, entre outros), Internet, Banco de Dados Informatizado Multimídia, “home video”, DVD (“digital video disc”), suportes de computação gráfica em geral e/ou divulgação científica de pesquisas e relatórios para arquivamento, seja em ambiente privado ou de freqüência coletiva, desde que as utilizações estejam estritamente vinculadas ao projeto a que alude a presente autorização e não tenham quaisquer fins lucrativos.

O LICENCIANTE (menor), expressa autorização para a adequação da imagem (fotografia) ou edição da voz/depoimento ao material produzido, podendo efetuar cortes, fixações, reproduções e/ou modificações necessárias ao contexto da obra, sem que isso signifique infração aos termos desta autorização e/ou violação aos direitos de personalidade.

A presente autorização opera-se em caráter gratuito e é válida pelo período de 10 (dez) anos, estendendo-se por todo território nacional, não havendo limitação quanto ao número de edições, reimpressões, tiragens, exemplares reproduzidos e/ou formas de distribuição do material e abrange, exclusivamente, o uso do nome, voz, imagens e depoimentos, para os fins aqui estabelecidos.

 

São Paulo,_________de _________________ de 2012

 

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Licenciante (menor)

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(Genitor e/ou Responsável Legal)

 

 

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  •    Maria Antonieta Ribeiro Ciancio Pinto  em 
         Educação&Participação respondeu em