Educação&Participação

Publicação de fotos em álbum on-line gratuito, com reflexão sobre o uso do audiovisual como veículo de expressão.

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  • O que éO que é

    Publicação de fotos em álbum on-line gratuito, com reflexão sobre o uso do audiovisual como veículo de expressão.

  • PúblicoPúblico

    Adolescentes.

  • MateriaisMateriais

    Computador com internet; celular ou câmera fotográfica digital; cabo USB ou leitor de cartão; documento para cessão de direitos de imagem.

  • EspaçoEspaço

    No território e na sala de informática/ telecentro/ lan house.

  • DuraçãoDuração

    Dois encontros de 1h30min cada.

  • FinalidadeFinalidade

    Apropriar-se dos procedimentos de edição no meio virtual e refletir sobre o uso do audiovisual como veículo de expressão.

  • ExpectativaExpectativa

    Saber utilizar ferramentas de publicação de fotos em sites on-line; captar aspectos que caracterizam o território que habitam.

Na prática

1º encontro: Captando imagens do bairro

Faça primeiramente um levantamento de quem já tem experiência em postar fotos na internet, de quem já usou ou usa o Picasa, o Flickr ou outro site para isso. Peça que relatem uma experiência ao grupo.

Pergunte se gostariam de desenvolver uma oficina para entrar em contato ou aprimorar o uso dessas ferramentas virtuais. Proponha que o tema seja o território que habitam.

Discutam o que ele tem de mais característico para mostrar: a agitação do trânsito, o sossego, o tipo de moradia, com casa térreas ou prédios altos, as fábricas, o comércio, os bares, o relevo, as ruas arborizadas ou esburacadas?

O que tem de tão próprio essa comunidade, que a identifica?Há algum jornal do bairro, cinema, escolas públicas tradicionais na região, uma igreja conhecida? E quanto aos grupos culturais, existe algum grupo de dança, de música, que merece ser registrado? Existe algum morador poeta? Existe algum personagem típico, que praticamente todos conhecem?

E se?
Se houver grupos culturais de dança ou música, poetas, escritores, músicos ou jornalistas, profissionais ou amadores, será necessário procurá-los para marcar um encontro específico com eles e planejar, no coletivo, algumas perguntas para que se possa caracterizar o trabalho deles nas postagens.

Com esses dados, planejem o que deve ser fotografado e o roteiro mais viável da saída, para captar as imagens desejadas.

Organize a turma em grupos de quatro ou cinco e distribua neles quem já tem alguma experiência de postagem de fotos na internet. Façam os combinados em relação às fotos que cada grupo irá tirar, no percurso, assim como em relação às atitudes compatíveis com a boa convivência e cidadania.

Esclareça também que, por lei e por ética, para se postar a imagem de alguém na internet, há a necessidade de se ter a autorização dessa pessoa, a menos que ela não seja o foco da foto.

Assim, procure tirar fotos em que as pessoas apareçam circulando pelo bairro (andando, carregando compras, levando o filho para a escola), sem focá-las; se for tirar foto específica, de perto, ou que retrata o rosto de um morador ou personagem típico da comunidade, faz-se necessária a autorização do mesmo para a publicação da foto na internet; daí a importância de quando saírem para fotografar, levarem várias autorizações de cessão de imagens, para serem assinadas pelas pessoas fotografadas.

2º encontro: Apresentando o território para o mundo

Neste encontro da oficina, os grupos escolherão, dentre as fotos coletadas, aquelas que consideram mais interessantes e mais representativas do território, para montar seus álbuns virtuais e postá-los na web. Para isso, utilizarão o site de compartilhamento de fotos Picasa.

Além de ser um dos mais conhecidos, o Picasa, por se tratar de uma ferramenta do Google, possibilita que com o mesmo cadastro possam acessar também o Gmail e o YouTube, ferramentas utilizadas em outras oficinas.

O Picasa constitui um serviço para armazenamento, compartilhamento e edição de fotos na internet. A vantagem, em relação aos demais serviços de armazenamento, é que você pode migrar suas fotos para outras plataformas, por exemplo, um blog, sem que seja necessário fazer o upload novamente. Dessa forma, seus amigos não precisarão acessar determinada plataforma para ver as imagens. Além disso, você pode transformar o álbum em uma apresentação de slides.

Veja o Tutorial de Postagem de Fotos – você encontrará o passo a passo para a postagem. Faça, primeiro, você mesma (o) o caminho do tutorial,  para sentir segurança em ajudá-los depois.  Imprima o tutorial, distribua para os grupos e vá fazendo com eles, passo a passo, sem deixar ninguém para trás.

Terminadas as postagens, proponha que cada grupo visite as galerias publicadas pelos outros grupos e deixem comentários.

E se?
Se você não for um (a) expert no assunto, não se acanhe. Peça ajuda ao próprio grupo. Sempre há algum adolescente ou jovem que domina muito bem o mundo virtual e pode ser um par avançado para os menos experientes.

Hora de avaliar

Reúna as crianças e os adolescentes, em roda, e conversem sobre o processo vivido por cada um e por cada grupo, desde o início da oficina, quando saíram para fotografar o território, até o produto final a que chegaram: a galeria de fotos do território na web. Ficaram satisfeitos com o produto final? Que aprendizagens realizaram nesse percurso? O que foi gratificante aprender?

Para ampliar

O que mais pode ser feito?

Organize um dia de apresentação do trabalho para a comunidade, desde o início, mostrando o caminho que fizeram, as pesquisas na região, a coleta de imagens, até a produção final do álbum.

Com a ajuda dos educadores sociais e dos professores, poderá ser desencadeado um debate sobre as coisas boas que a comunidade tem para mostrar e sobre os problemas que foram flagrados nas imagens.

Os jovens poderão ainda divulgar o álbum do território em suas redes sociais, trazendo a repercussão do mesmo junto ao público que teve acesso a ele para socializar com a turma.

Para saber mais

Segundo o geógrafo Milton Santos, “o território não é apenas o resultado da superposição de um conjunto de sistemas naturais e um conjunto de sistemas de coisas criadas pelo homem.

O território é o chão e mais a população, isto é, uma identidade, o fato e o sentimento de pertencer àquilo que nos pertence…

Quando se fala em território, deve-se, pois, de logo, entender que se está falando em território usado, utilizado pela população. Um faz o outro… A ideia de tribo, povo, nação e, depois, de Estado nacional, decorre dessa relação tornada profunda”.

O autor analisa o conceito de território, no mundo globalizado de hoje, por meio de duas vertentes: as horizontalidades e as verticalidades. A primeira refere-se ao lugar físico, com continuidade territorial, onde as pessoas se relacionam, vivem, trabalham, produzem, disputam ou somam interesses. A segunda refere-se à formação de pontos distantes uns dos outros, ligados por todas as formas e processos sociais, em rede.

As redes constituem uma realidade nova no mundo globalizado.

Assim, a noção de território amplia-se, no mundo contemporâneo, abrangendo tanto lugares contíguos como lugares em rede.

As redes são espaços virtuais, articulados pelas tecnologias da informação e da comunicação. São, todavia, os mesmos lugares que formam redes e que formam o espaço de todos. 

O que isso tudo tem a ver com o nosso trabalho como educadores?

É importante que nós, como educadores, propiciemos que as crianças, os adolescentes e os jovens se apropriem do seu território e do lugar onde vivem, aprendendo a compreender esse espaço, nas suas relações internas e com outros territórios; só assim poderão intervir nele, exercendo a sua condição de cidadãos.

Ao mesmo tempo, é preciso que se apropriem e usufruam dos recursos tecnológicos que circulam na sociedade de hoje e aos quais também têm direito de acesso, aprendendo a utilizá-los com propriedade e responsabilidade.

Fotografar o território e compartilhar suas imagens com o mundo promovem o sentimento de pertencimento nas duas vertentes do conceito aqui apresentadas: a de pertencer àquele lugar específico, com suas características socioeconômicas e culturais, e a de pertencer a um outro lugar, universal, que disponibiliza o contato com outras pessoas, de outros lugares também específicos, constituindo essa interação mesma, um outro território.

Como educadores, desejamos que os dois espaços sejam ocupados com cidadania. Aprender a ser cidadão do lugar e do mundo é o desafio das novas gerações.

Fontes de Referência

– Tendências para Educação Integral. São Paulo: Fundação Itaú Social- CENPEC, 2011

–  EducaRede e Secretaria Municipal de Educação. Ler e Escrever- Tecnologias na Educação. Caderno de Orientações Didáticas.São Paulo.   2007.

– Cenpec- Ensinar e Aprender no Mundo Digital, v.3. São Paulo. 2011.

 

Obs: os links informados na oficina foram visitados em 06 de fevereiro de 2016.

Participe

Eu fiz assim…

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  •    Gislaine  em 
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