Educação&Participação

Exercício de atenção, concentração e de colaboração.

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  • O que éO que é

    Exercício de atenção, concentração e de colaboração.

  • PúblicoPúblico

    Crianças e adolescentes.

  • MateriaisMateriais

    Duas bolas de borracha de tamanho médio, uma corda de dois metros para ser estendida no chão, dois bancos suecos (ou parecidos), uma pequena escada, de dois ou três degraus, um apito.

  • EspaçoEspaço

    Na quadra.

  • DuraçãoDuração

    Um encontro de aproximadamente 1h30.

  • FinalidadeFinalidade

    Aprender a lidar com situações que nos impõem limites físicos; desenvolver atitudes solidárias.

  • ExpectativaExpectativa

    Desenvolver a concentração; aprender a explorar os vários sentidos para captar sinais de perigo no ambiente; aprender a comunicar, com precisão, o que o outro precisa fazer para não correr riscos.

Na prática

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Como desenvolver?

Na conversa inicial, anuncie que nesta oficina irão desenvolver um circuito de atividades, com quatro estações e, portanto, com quatro modalidades de exercícios.

Após conhecerem bem o que se espera que façam em cada uma delas, irão fazer as mesmas atividades, só que de olhos vendados, conduzidos por um colega. Por isso, é preciso que prestem bastante atenção ao que existe em cada ponto do circuito e concentrem-se em como desenvolver a atividade nele solicitada.

Distribua os materiais pelos quatro cantos da quadra, formando as quatro estações do circuito: a primeira, com as bolas; a segunda, com a corda estendida; a terceira, com o banco sueco e a última, com a escadinha.

Organize as crianças e os adolescentes, também em quatro grupos. Cada grupo iniciará a atividade por uma estação do circuito.

Explique que na estação das bolas, em fila, eles passarão as bolas, de um para outro, por cima da cabeça, sem deixar cair; na estação da corda estendida e na do banco, andarão sobre eles e na da escadinha, subirão e descerão os três degraus. Repetirão os mesmos movimentos até que você dê ordem para mudar.

A um apito seu, após aproximadamente dois a três minutos, os grupos trocarão as estações, no sentido horário. Após alguns minutos, apite novamente, para outra troca. E, assim sucessivamente, até que todos os grupos tenham passado três vezes pelas quatro estações.

Depois que exercitaram bem o que lhes foi solicitado em cada estação, organize-os em duplas. Um deles terá os olhos vendados e o outro será o seu condutor pelas estações, cuidando para dar as informações necessárias para o deslocamento entre as estações e a realização dos exercícios, tanto em relação aos próprios materiais, como em relação aos demais colegas, que estão participando da mesma atividade, naquela estação.

E se?

Se notar que há alguma insegurança nas duplas, sugira que o condutor dê a mão para o participante de olhos vendados. Depois de uma rodada pelo circuito todo, troca-se a situação da dupla; quem foi condutor, terá os olhos vendados e quem teve os olhos vendados, será, agora, o condutor, de forma que todos possam vivenciar as duas situações.

Hora de avaliar

Terminada a atividades no circuito, em roda, eles conversarão sobre a atividade, tendo como foco, os dois papéis desempenhados, ora sendo condutor, ora sendo conduzido. O que foi mais fácil em cada situação? E o que foi mais difícil? Que sentimentos despertou o ter cuidado com o outro? E ser cuidado?

Aproveite a oportunidade para discutir a situação do deficiente visual. Como ele consegue manter sua autonomia de ir e vir, de conviver com as demais pessoas? Que sentidos compensam a visão reduzida ou a cegueira? Ele estaria impedido de fazer atividade física? O que nós podemos fazer para ajudá-los a manter sua autonomia?

 

Para ampliar

O que mais pode ser feito?

Um contato com alguma associação de deficientes visuais para se fazer uma visita e interagir com eles, conhecendo um pouco mais de perto as aprendizagens que desenvolveram para se movimentar no dia a dia das cidades.

Nesse caso pode ser programado também, em conjunto com os professores de Português e História, um debate sobre as questões do deficiente na sociedade atual.

Esse debate pode ser precedido por um levantamento feito no bairro, para que conheçam o número de deficientes visuais, como eles vivem, que apoio recebem, que legislação os ampara etc.

É interessante também pesquisar a participação de atletas brasileiros deficientes visuais nas Paraolimpíadas.

Para saber mais

A atividade física, nas situações educacionais, não tem como objetivo estimular a competição, nem os melhores resultados.

Ela tem como finalidade contribuir para o desenvolvimento saudável do organismo, para se aprender a tomar decisões e para a formação do espírito de equipe.

Assim, ao fazer atividade física, várias questões precisam ser consideradas.

Uma delas é entender como nosso organismo funciona e de que ele precisa para interagir bem no meio ambiente e se manter saudável; outra, é desenvolver atitudes colaborativas com os demais participantes.

Uma atividade desenvolve a cooperação quando duas pessoas ou mais unem seus esforços para realizar um objetivo comum.

Implica a interdependência dos participantes que, em conjunto, buscam um objetivo concreto, e nessa busca, obtém o prazer de fazer junto, de partilhar.

Compreende a comunicação, a confiança e a solidariedade entre os participantes.

Aprender a ser solidário é um valor que deve impregnar todas as atividades educativas, curriculares ou não, num projeto de sociedade em que todos cabem.

Fontes de referências

Livro:

Fortin, Christine. 100 jogos cooperativos: eu coopero, eu me divirto. São Paulo: Ground, 2011.il.

Site:

Prefeitura Municipal de Santos- Estância Balneária. Secretaria de Educação- Departamento Pedagógico. Educação Física. Jogos de Quadra. Disponível aqui.

Gostou?

Acesse a oficina “Futebol amarrado”, deste banco.

Obs: Os links desta oficina foram acessados em 27 de outubro de 2015, às 18h30min.

Participe

Eu fiz assim…

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