Educação&Participação

Atividade de adequação do repertório motor a uma demanda de interação social: a dança.

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  • O que éO que é

    Atividade de adequação do repertório motor a uma demanda de interação social: a dança.

  • PúblicoPúblico

    Adolescentes e jovens.

  • MateriaisMateriais

    Aparelho de som e CD com gravações de músicas de ritmos variados: rock, samba, forró, dança de rua, valsa, música clássica, salsa etc, terminando com uma ciranda; máquina fotográfica ou filmadora.

  • EspaçoEspaço

    Em qualquer espaço livre.

  • DuraçãoDuração

    Um encontro de aproximadamente 1h30min.

  • FinalidadeFinalidade

    Entender que todo movimento pode se constituir em dança e que, para participar de uma manifestação cultural como essa, é preciso adequar os movimentos do nosso repertório motor aos significados expressos nessa manifestação, que são socialmente construídos.

  • ExpectativaExpectativa

    Desenvolver a habilidade de organizar os próprios movimentos, de forma a poder interagir com os outros e participar adequadamente de diferentes situações sociais; vislumbrar a dança como linguagem artística pertinente às sociedades humanas.

Na prática

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Como desenvolver?

Converse com os adolescentes e jovens sobre sua experiência com a dança: se gostam de dançar ou não, onde dançam, com que frequência, quando começaram a dançar e com quem aprenderam.  Pergunte quem já assistiu a um espetáculo de dança. Onde? Já foram a um teatro ou a outro espaço cultural para ver algum grupo dançar?

Problematize com eles as razões pelas quais algumas pessoas dançam e outras não. Deixe que expressem suas hipóteses e registre as razões que apontam, em dois cartazes, um para as razões que levam as pessoas a dançar e outro para as razões que levam as pessoas a não dançar.

Convide-os então a experimentarem um exercício de dança, no qual cada um realizará os movimentos que quiser, da forma que quiser, para acompanhar os diferentes ritmos que serão tocados ao longo do exercício.

Oriente-os a se espalharem o máximo possível pelo espaço disponível para poderem se movimentar, sozinhos, à vontade, e anuncie que, durante a dança, você fará algumas paradas e dará algumas comandas para seguirem. Anuncie ainda que registrará os movimentos do grupo, por meio de fotos e filmagem.

E se?

Se algum adolescente ou jovem se recusar a participar, não insista. Peça para ajudar você a fotografar ou filmar o exercício. No decorrer do mesmo, convide-o novamente. Pode ser que, observando os colegas dançarem, sem seguir os padrões convencionais, anime-se e resolva entrar no grupo.

Comece a atividade, colocando um determinado ritmo (valsa, rock, salsa, tango, samba, forró, por certo tempo. Cada um fará os movimentos que quiser, tentando acompanhar o ritmo tocado.

Aos poucos, dê algumas comandas para que:

 façam movimentos, em duplas, no ritmo da música que está tocando;
 formem grupos de três, sendo que cada componente do grupo criará um movimento e o grupo fará uma coreografia utilizando esses três movimentos;
 formem depois, da mesma forma, grupos de quatro  e de cinco.
A seguir, mude o ritmo da música e repita as diferentes comandas. Faça isso sucessivamente até que tenham vivenciado as várias possibilidades: de dançar sozinho, em duplas e em grupos maiores.

Termine o exercício tocando uma ciranda, com todos participando numa grande roda.

Hora de avaliar

Terminada a ciranda, os adolescentes e jovens, sentados em roda, conversarão sobre o exercício feito. Pergunte se foi prazeroso, agradável; se reconhecem os ritmos com os quais se movimentaram; quais as capacidades físicas e motoras que foram mais solicitadas e o que isso exigiu de seus repertórios motores; se além da música, alguma outra coisa interferiu nos movimentos quando dançaram individualmente, em duplas, trios etc.; se alguém do grupo usou movimentos padronizados convencionais e, se isso aconteceu, como se sentiram os que não sabiam usar esses passos.

Retomem os cartazes do início da oficina e verifiquem se há semelhanças entre o conteúdo que está em discussão na roda e as razões apontadas nos cartazes que levam ou não as pessoas a dançarem. Questione o que poderia ser feito para que todos pudessem usufruir do prazer da dança, sem ficarem constrangidos.

Para ampliar

O que mais pode ser feito?

Vocês podem organizar:

 Um ciclo de projeções de vídeos de manifestações culturais brasileiras que incluam danças típicas para analisar os movimentos utilizados nas diferentes coreografias: são movimentos diferentes ou “arranjos” diferentes dos mesmos movimentos? Desde quando a humanidade dança?

 Projeção de um vídeo de dança clássica para analisarem os movimentos e ampliarem o repertório.

 Uma tarde de dança na instituição, envolvendo as diversas turmas; para que todos participem e ninguém fique de fora, combinem de alguns jovens “puxarem” as pessoas para dançar, com movimentos fáceis e coletivos. Afinal, quem já deixou de entrar num trenzinho de carnaval?

 Investigar que espetáculos de dança ocorrem na sua cidade e/ou bairro e organizar saídas para assistir a um deles, ampliando a sua visão de dança e o seu repertório cultural.

Para saber mais

Cada ser humano tem um repertório motor único que corresponde a seu histórico de vida, podendo ou não incluir determinadas ações como a dança.

Muitos movimentos corporais são culturalmente determinados. Assim, no caso da nossa cultura ocidental, podemos dançar para interagir com os outros, partilhando nossos sentimentos e afetos; para desenvolver ou aprimorar determinadas capacidades físicas, para expressar esteticamente sentimentos ou ideias ou simplesmente para ter a sensação prazerosa de se movimentar num ritmo musical.

A padronização de movimentos na dança ocorre em contextos muito definidos. É o que acontece nas danças rituais, nas quais cada movimento é carregado de significados específicos, como nas afro-brasileiras ou nas indígenas; nas danças convencionais, chamadas danças de salão, em que os movimentos básicos foram socialmente definidos e padronizados e nas danças artísticas, que se utilizam de coreografias.

Obviamente, dependendo do nosso histórico sociocultural e econômico, podemos enfrentar dificuldades ao dançar, principalmente quando seguimos modelos e padrões de movimentos convencionais.

Na dança, quanto maior a necessidade de representação pelo movimento, maior será a exigência do repertório motor e da capacidade de coordenação do sujeito. Mas, todo movimento pode se constituir em dança e, em consequência, todos podem dançar.

Na dança livre, cada um se movimenta segundo seu próprio sentimento e ritmo, utilizando os movimentos que tem disponíveis no seu repertório motor. Por isso, ela deve ser estimulada nas situações de aprendizagem oferecidas às crianças e aos adolescentes, que podem, a partir de movimentos livres, criar suas próprias coreografias, não deixando ninguém de fora, sem participar.

A dança, no contexto educacional brasileiro, constitui conteúdo curricular da disciplina de Arte e de Educação Física, cujo ensino não tem o objetivo de formar atletas ou dançarinos.

O objetivo dessas disciplinas é o de utilizar a dança como atividade e linguagem artística, como forma de expressão e de socialização, de desenvolvimento bio-fisiológico e de condicionamento físico, visando o bem estar, a saúde e a interação social das crianças e dos adolescentes.

Fonte de Referência:

VIEIRA, Adriano; JORGE, Laércio de Moura. Movimento é vida: Ensinar e Aprender – Educação Física – Ensino Fundamental Ciclo II. São Paulo: Cenpec, 2007.

Gostou?

Então veja as oficinas “Um vôlei para muitos” e “A dança coral”, deste banco.

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