Educação&Participação

Exercício lúdico de transformar a realidade com a imaginação e a expressão.

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  • O que éO que é

    Exercício lúdico de transformar a realidade com a imaginação e a expressão.

  • PúblicoPúblico

    Crianças.

  • MateriaisMateriais

    computador com acesso à internet, data show, folhas de papel sulfite, lápis de cor e canetas hidrográficas coloridas, baú de adereços para teatro, aparelho de som, ciranda

  • EspaçoEspaço

    Na sala de atividades.

  • DuraçãoDuração

    Um encontro de 1h30 min.

  • FinalidadeFinalidade

    Desenvolver valores e comportamentos solidários; desenvolver a compreensão de que a realidade não é imutável.

  • ExpectativaExpectativa

    Aprender que miséria, fome e violência não são naturais e devem ser combatidos; aprender a pedir ajuda.

Na prática

Como desenvolver?

Na roda inicial do dia, diga que vão falar de suas preferências: das coisas de que gostam e de que não gostam.

Faça algumas rodadas em que cada um dirá uma comida de que gostam e uma comida de que não gostam; uma brincadeira de que gostam e uma de que não gostam; de uma obrigação, que tem fazer diariamente, de que gostam, e uma de que não gostam.

Depois dessas rodadas, disponha as folhas de sulfite, os lápis de cor e canetas hidrográficas no centro da roda. Diga que agora, você fará uma mágica para deixar todos com o poder de transformar tudo que é ruim em coisas boas. Ao falar SALAGADU, todos deverão responder SALAGADU e, então… todos eles terão esse poder.

Em primeiro lugar, cada um pensará em uma coisa, pessoa ou situação de que não gostam nada e desenharão em uma folha de sulfite. Em seguida, pensará em como gostaria que fosse essa coisa, pessoa ou situação e desenhará essa coisa, pessoa ou situação transformada, assim bem legal, como imaginou.

Depois de uns dez minutos, aproximadamente, peça que cada um mostre, se quiser, o que foi que transformou e diga por que transformou. Após a fala de cada um, o grupo poderá fazer perguntas e fazer seus comentários a respeito.  Quando o último que pegar a palavra, falar, a mágica desaparecerá.

E se?

Se perceber que alguém está constrangido em mostrar seu desenho, não insista. Só mostrará seu desenho e falará, quem quiser. Mas, fique atento/a. Se alguma criança se recusar, procure-a depois, reservadamente, e converse com ela, com cuidado. Pode ter se recusado apenas por timidez, mas também pode ser que ela tenha expressado alguma situação delicada que está vivendo e gostaria de ver transformada. Nesse caso, pode precisar de ajuda.

Comente as transformações realizadas nos desenhos das crianças e então convide – as a conhecer um garoto que, como eles, transformou muita coisa no mundo, que viu e não gostou.

Projete a bonita e delicada animação canadense “Mudar o mundo”, de Francine Desbiens, hospedada no site abaixo:

 

Terminada a projeção, abra uma discussão com a turma: gostaram? Não gostaram? Por quê? O que o menino transformava? Por que transformava? Concordam com todas as transformações realizadas por ele ou discordam? Em quê? O mundo ficaria melhor com essas transformações?

Mas… será que dá para resolver esses problemas, com mágica? Como acham que a gente pode transformar o mundo? Estimule que levantem hipóteses.

Converse com eles sobre isso. Há algumas coisas que dependem só de nós mesmos para serem transformadas, como deixar de comer salgadinhos a toda hora, por exemplo. Há coisas para as quais precisamos da ajuda de amigos, como brincar; há aquelas de que precisamos da ajuda de algum adulto, em quem confiamos totalmente, que podem ser, por exemplo, os pais ou os tios, os avós, um vizinho/a ou uma professor/a, para contar algum segredo que está nos perturbando. E há coisas para as quais precisamos da ajuda de profissionais como os médicos, quando estamos doentes.

E, ainda há coisas, que só a vontade da maioria das pessoas da sociedade pode mudar, como a pobreza, a guerra, a destruição da natureza, mesmo que a gente possa fazer algo com o que está a nossa volta e ajudar quem está por perto. Mudar os problemas do mundo depende da vontade de muita gente!

Mas, é possível! Já ouviram falar na ONU? E na Agenda 2030?

A Organização das Nações Unidas (ONU) é uma instituição internacional que foi fundada em 24 de outubro de 1945 (há 72 anos), logo depois da Segunda Guerra Mundial, com o objetivo de evitar novos conflitos no mundo, manter a paz e a segurança, além de promover uma vida melhor para as pessoas, para o planeta, e garantir os direitos humanos. Quando iniciou, contava apenas com a participação de 51 países, hoje já são 193. Só alguns poucos países do mundo não são membros da ONU, porque não são soberanos, isto é, não são independentes, são subordinados a outros países. A ONU tem sede na cidade de Nova Iorque, Estados Unidos, e tem representação no Brasil, desde 1947.

A ONU luta por um mundo mais sustentável, igualitário e pacífico, pela erradicação da pobreza e da fome, redução da desigualdade social e contenção da mudança global do clima, enfim, por um mundo melhor para todos, em que todos possam viver com dignidade. Por isso, produziu a Agenda 2030, que propõe 17 objetivos de desenvolvimento sustentável, com previsão de que esses objetivos sejam atingidos até 2030.

Mas, o que é desenvolvimento sustentável? Para que saibam o que é isso projete para eles um vídeo da ONU que explica, de forma simples, esse conceito.

“O que é desenvolvimento sustentável?” (2min9s)

VÍDEO: O que é desenvolvimento sustentável?

Converse com eles sobre as informações veiculadas no vídeo. Desenvolvimento sustentável é aquele que busca atender as necessidades das pessoas do presente, sem destruir a natureza para as gerações futuras. Inclui a possibilidade de todos terem acesso à alimentação, à saúde, à educação, à livre expressão, com igualdade e justiça. Se todos os países que assinaram a Agenda 2030, que compreendem quase o mundo todo, buscarem formas de desenvolver ações para atingir os 17 objetivos que ela propõe, o mundo estará dando passos para se tornar melhor.

Quais são os 17 objetivos da Agenda? Mostre para eles, utilizando o vídeo:

Para a próxima atividade,  organize-os em grupos. A tarefa de cada grupo será construir uma pequena história para encenar, que mostrará a transformação de uma situação ruim em boa. Dê uns 20 minutos para trabalharem. Após esse tempo, cada grupo apresentará sua montagem, e a plateia fará comentários e perguntas.

Para finalizar a oficina, proponha que façam uma roda de ciranda para celebrarem as transformações. Coloque uma música para tocar e convide todos a dançarem, de mãos dadas.


Hora de Avaliar

Para avaliarem a oficina, convide-os a sentarem-se em círculo. Peça que escolham o nome de um doce, de uma brincadeira ou de uma cor, para expressar sua opinião, justificando sua escolha.

Para ampliar

O que mais pode ser feito?

– A produção de uma carta a ser enviada ao prefeito e aos vereadores da cidade, perguntando como esses poderes (executivo e legislativo) podem ajudar a transformar os problemas sociais que existem na cidade, de acordo com os 17 objetivos da Agenda 2030, da ONU.

– Estabelecimento de parceria com alguma organização da sociedade civil para realizar algumas atividades junto à população socialmente mais vulnerável, na cidade, como migrantes, negros, indígenas, idosos.

Fontes de Referência:

Constituição da República Federativa do Brasil – 1988

Site oficial da ONU

17 Objetivos para transformar nosso Mundo –ONU- Agenda 2030 

Conheça as 17 Metas de Desenvolvimento Sustentável da ONU

Para saber mais:

A Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, a Rio 92, reuniu mais de 100 chefes de Estado do mundo, na cidade do Rio de Janeiro, em 1992, para discutir como garantir às gerações futuras, o direito ao desenvolvimento.

Nesta ocasião, os países representados assinaram a Declaração do Rio sobre o Meio Ambiente, que tinha como foco os seres humanos e a proteção do meio ambiente, como partes fundamentais do processo de desenvolvimento.

Assim surgiu a Agenda 21, a primeira carta de intenções para se promover, em escala planetária, um novo padrão de desenvolvimento para o século XXI.

Em 2012, vinte anos depois, os representantes dos 193 países membros da ONU reuniram-se, também no Rio de Janeiro, na Conferência Rio mais 20, para avaliar os avanços obtidos desde 1992 e os desafios ainda existentes.  O foco das discussões da Conferência era, principalmente, a economia verde, no contexto do desenvolvimento sustentável e da erradicação da pobreza, assim como o arcabouço institucional para o desenvolvimento sustentável.

A conferência terminou com a produção do documento “O Futuro que queremos”, que reconheceu que a formulação de metas poderia ser útil para o lançamento de uma ação global coerente e focada no desenvolvimento sustentável.

Assim, foram lançadas as bases de um processo intergovernamental amplo e transparente, aberto a todas as partes interessadas, para a promoção de objetivos para o desenvolvimento sustentável.

Surgiram assim os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio – os ODMs, que tiveram a participação de especialistas renomados de diferentes países e cujo foco principal era a redução da extrema pobreza. Em 2000, eles foram adotados pelos estados membros da ONU e impulsionaram os países a enfrentarem os principais desafios sociais no início do século XXI.

Esses oito Objetivos foram o primeiro arcabouço global de políticas para o desenvolvimento que colocavam claramente a urgência de se combater a pobreza, transformando esse tema em prioridade na agenda de desenvolvimento mundial.

Em 2010, a Cúpula das Nações Unidas sobre os Objetivos do Milênio demandou a aceleração na implementação dos Objetivos e solicitou ao então Secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, a elaboração de recomendações sobre os próximos passos, após 2015.  Foi montado para isso, um Grupo de Trabalho (GT), com a participação de 70 países, para proporcionar uma diversidade de perspectivas e experiências.

Em 2015, a Assembleia Geral da ONU apresentou, aos países membros, o documento “Transformando Nosso Mundo: a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável”, como um guia de planejamento de ações para todos eles que, sem exceção, assinaram o documento, comprometendo-se, portanto, com os 17 objetivos nele postos.

Gostou? Veja também as oficinas deste banco: “Minha cidade sustentável”, “Vamos florir a margem do rio?”.

Participe

Eu fiz assim…

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