Educação&Participação

Proposta de reflexão sobre a diversidade e a intolerância.

Início

  • O que éO que é

    Proposta de reflexão sobre a diversidade e a intolerância.

  • PúblicoPúblico

    Adolescentes e jovens.

  • MateriaisMateriais

    Texto (impresso ou virtual) sobre o mito de Narciso e reprodução da pintura Narciso (impressa ou virtual), do pintor italiano Caravaggio, tiras de papel sulfite, canetas hidrográficas, lápis de cor, dicionários (impressos ou virtuais), música Sampa, de Caetano Veloso, em áudio e em texto impresso com a letra.

  • EspaçoEspaço

    Na sala ou outro espaço reservado e silencioso.

  • DuraçãoDuração

    Um encontro de aproximadamente 90 min.

  • FinalidadeFinalidade

    Compreensão de que nós, seres humanos, temos diferenças, mas não somos desiguais.

  • ExpectativaExpectativa

    Conviver bem com os diferentes; desenvolver o respeito pelo outro e a solidariedade; repudiar qualquer tipo de discriminação.

Na prática

Como desenvolver?
De início, proponha uma brincadeira. Sentados na roda, os participantes vão responder, por escrito, com a primeira ideia que lhes vier à cabeça, aos estímulos que você oferecer.
A cada um deles, colocarão suas respostas, sem se identificar, numa caixinha depositada no centro da roda.Distribua as tiras de papel e peça que cada um registre:  uma mania que tem; depois, uma qualidade; um defeito; algo fundamental para si; algo insuportável; um capricho; um blog de que gosta; uma coisa a se jogar fora; uma música; um bicho de estimação; algo precioso; um cheiro bom; um lugar acolhedor; uma cor alegre e uma cor triste;  a melhor hora do dia,; uma estação do ano que sempre espera; uma comunidade no Orkut etc. Após cada rodada, leia o que está escrito nas tiras para o grupo.
Depois, conversem sobre como foi o processo e que conclusões podem tirar das manifestações do grupo: houve unanimidade em todas elas? Todos gostam das mesmas coisas? O que isso significa?Pergunte se sabem o que é mito e se conhecem o mito de Narciso, um adolescente como eles. Se alguém já conhece ou já ouviu falar, pode comentar com o grupo.
Convide-os então à leitura, disponível no endereço do MEC,que  será feita por você e acompanhada por eles, cada qual com seu texto impresso. Mostre, depois da leitura, a reprodução da bela pintura de Caravaggio, em fascículos de arte ou em sites de pinturas.
Seria muito bom que você pudesse conseguir várias reproduções para que todos  possam ter o prazer de contemplar a obra de arte, sem pressão de tempo.Inicie, então, a reflexão. O que entenderam do mito? Sabem o que significa ninfa? Por que Narciso não gostava das ninfas? Mas, apesar disso gostou da voz da ninfa Eco, por quê? O que o teria levado a ficar ligado na imagem que viu no lago? Já escutaram uma música do Caetano Veloso que diz “é que Narciso acha feio o que não é espelho? (Sampa). O que será que ele quis dizer com isso? Coloque a música SAMPA, de Caetano Veloso, para ouvirem, e distribua a letra impressa, para todos acompanharem a canção, cantando.
Em seguida, proponha que dramatizem o mito de Narciso, em pequenos grupos, mas com alguma modificação na história, quer seja no enredo, quer seja no desfecho.
Depois das apresentações, peça para que falem sobre as mudanças introduzidas e as razões de terem optado por elas.
A partir das mudanças, converse sobre os valores do grupo: o que eles sentem em relação ao desafio de tolerar o diferente? Será o medo que dá do diferente mostrar algo que somos e não queremos ser? Ou será que é algo que não somos e queremos ser? Será que o diferente nos deixa  em dúvida sobre nós mesmos? É por isso que sempre é confortável e natural querermos que todos concordem e gostem das nossas ideias e as repitam, como a ninfa Eco?
Hora de avaliar

Retome com eles os passos da atividade: o mito de Narciso, a pintura de Caravaggio, as dramatizações e as discussões sobre o assunto. Cada um vai dizer aquilo que mais o impressionou e por quê. Em seguida, afixe algumas folhas de papel na parede e peça que cada um faça um desenho que represente o que sentiu durante a atividade, montando um grande painel.

Para ampliar

Para saber mais

A discriminação do diferente é uma atitude de violência presente na vida cotidiana da sociedade. Ela está em toda parte e se manifesta de maneiras diversas como agressões físicas ou verbais que demonstram desrespeito, intolerância e preconceito.

O comportamento hostil diante dos que não são como nós (raça, etnia, sexo, origem, estado civil, situação familiar, idade) e não pensam como pensamos é incompatível com a vida democrática.

Numa sociedade democrática, as pessoas são diferentes, mas não são desiguais. A discriminação caracteriza-se por dar um tratamento desigual a pessoas que têm direitos iguais, negando a elas as mesmas oportunidades.

As atitudes racistas, o confronto entre torcidas e “tribos”, dentre outras situações, nos levam a perguntar: por que tanta intolerância e violência? Por que a violência se tornou uma forma banal de resolver os conflitos, ao invés do diálogo?

Segundo o dicionário Michaelis, preconceito é uma atitude emocionalmente condicionada, baseada em crença, opinião ou generalização, independente de experiência e razão, determinando simpatia ou antipatia para com indivíduos ou grupos. P. de classe: atitudes discriminatórias incondicionadas contra pessoas de outra classe social. P. racial: manifestação hostil ou desprezo contra indivíduos ou povos de outras raças. P. religioso: intolerância manifesta contra indivíduos ou grupos que seguem outras religiões. A legislação brasileira considera crime o ato discriminatório, como se pode verificar nas leis 7.853/89 (pessoa portadora de deficiência), 9.029/95 (origem, raça, cor, estado civil, situação familiar, idade e sexo) e 7.716/89 (raça ou cor).

Fonte de referência

Mundo Jovem. Desafios e possibilidades. Uma proposta de trabalho com adolescentes. (LOMONACO, Beatriz P., NAKASU, Maria Vilela P., SILVA, Tide S., HERCOWITZ, Viviane & SANTOS, Viviane S.). São Paulo: Fundação Tide Setubal, 2008.

Obs: Os links informados na oficina foram visitados em 28 de agosto de 2015, às 18h.

Gostou?

Consulte:

  • a oficina “Vamos falar de arte: que linguagem é essa?”.
  • a poesia, com ilustrações, “Diversidade” de Tatiana Belinky.

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Total de 1 comentário(s)

  •    AMELIA MADALENA GARCIA  em 
         Educação&Participação respondeu em