Educação&Participação

Reflexão sobre as possibilidades de intervenção social dos jovens na construção de um futuro melhor.

Início

  • O que éO que é

    Reflexão sobre as possibilidades de intervenção social dos jovens na construção de um futuro melhor.

  • PúblicoPúblico

    Adolescentes e jovens.

  • MateriaisMateriais

    Saco com papeletas coloridas (sempre duas de cada cor, para formação aleatória de grupos), computador com acesso à internet, data show, filipetas de cartolina, pinceis atômicos, folhas de papel pardo.

  • EspaçoEspaço

    Na sala de atividades.

  • DuraçãoDuração

    Dois encontros de 1h30 cada.

  • FinalidadeFinalidade

    Perceber que a transformação social depende da força de mobilização e atuação dos grupos sociais, ou seja, de participação política.

  • ExpectativaExpectativa

    Aprender a se organizar com outros jovens que têm interesses comuns; conhecer as várias formas de participação juvenil na vida do país.

Na prática

 

Como desenvolver?

1º: Conhecendo o que pensam sobre o futuro e sua relação com a política.

Na roda, anuncie que o tema da oficina será “o futuro: como eles o veem?” Certamente eles têm algum sonho e algumas expectativas em relação a realizá-los, quando adultos, no futuro. Que sonhos são esses? E as expectativas em relação a eles, como são? Por quê? O que favorece ou não favorece sua realização? Haveria alguma relação entre as expectativas e a política que é praticada no país? Proponha que em silêncio entrem em contato com esses sonhos, com seus pensamentos e sentimentos…

Depois de alguns minutos, diga que eles irão se entrevistar, uns aos outros, sobre o seu futuro, fazendo exatamente estas perguntas:

  • Que sonhos têm?
  • E as expectativas em relação a eles, como são? Boas ou ruins? Por quê?
  • O que acha que favorece ou não favorece sua realização?  Isso tem alguma relação com a política? Qual a relação?

Para isso, sortearão as papeletas coloridas e formarão duplas (os que tirarem a mesma cor). Munidos de papel e lápis/caneta ou de celulares, eles combinarão quem será o primeiro a entrevistar e a ser entrevistado, para se revezarem depois. O registro é importante para que não percam informações na hora da apresentação das respostas do entrevistado ao grupo. Eles terão aproximadamente 20 minutos para a entrevista.sobre a proporção de respostas otimistas versus pessimistas;

  • sobre a proporção de respostas otimistas versus pessimistas;
  • sobre quantas respostas estabelecem relação entre expectativas e política.

Escreva em letras grandes, em um cartaz, a questão abaixo e mostre a eles. O que pensam que é política? Conforme forem falando livremente, registre as falas.

O QUE É POLÍTICA?

1…………………………………………………..

2…………………………………………………..

etc.

Promova, a seguir, um debate por aproximadamente 20 minutos problematizando o entendimento que eles demonstraram sobre política e participação política.

E se?
Se manifestaram na atividade anterior que política é coisa ruim, que todo político é corrupto, que fazer política é um jeito de se dar bem na vida, problematize, fazendo perguntas para que pensem: todo político é corrupto? Conhecem algum que não é? A política é sempre ruim? Quando ela pode ser boa? Como é e o que faz um bom político? Só os políticos fazem política? O cidadão comum faz política? Como? Quando?

É importante que compreendam que, ao contrário do que comumente se fala e se pensa, política não é assunto só de políticos e partidos, mas sim de todos nós.

Política é toda atividade que as pessoas praticam, com o objetivo de influenciar os acontecimentos, o pensamento e, sobretudo, as decisões da sociedade em que vivem. Envolve sempre decisões que têm o objetivo de atender determinados interesses da sociedade. Mas, esses interesses podem não ser comuns a todos os membros da sociedade, ser só de alguns grupos sociais e podem até ser conflitivos aos interesses de outros grupos. Nesse caso, há necessidade de negociação e mediação, ou ganha o grupo que tem mais força de pressão. Então, se todos os grupos sociais têm os mesmos direitos constitucionais, todos os grupos sociais precisam fazer política. Os grupos que não atuarem por seus interesses, terão suas demandas invisíveis.
A política é fundamental para melhorarmos a vida do nosso lugar: bairro, cidade, estado, país e mundo. É somente mediante a participação organizada que se pode transformar alguma coisa no mundo.

Existem vários níveis de participação política. Quando votamos nas eleições, estamos participando de um ato político. Quando saímos nas ruas, para lutar por direitos, estamos fazendo política.

Mas também estamos fazendo política quando decidimos, por exemplo, participar de um movimento, no nosso bairro, contra a dengue, com o objetivo de modificar o comportamento dos moradores em relação à água empoçada. Ou quando participamos de um movimento pela limpeza do rio que fica perto de nossa casa ou escola, para não poluir o ambiente. Ou quando, no grupo de amigos, discutimos para decidir como realizar um determinado evento cultural, esportivo ou mesmo uma festa da turma.

Por que isso é política? Porque essas ações irão colaborar para resolver problemas de um grupo ou da comunidade, transformando algum aspecto da sua realidade e as decisões que são tomadas, em relação a essas ações, precisam ser negociadas entre os diferentes participantes do grupo.

Podemos concluir, então, que a política não está ligada somente aos partidos e aos políticos, mas também, entre outras coisas, à forma como nos relacionamos em sociedade. Envolve diálogo, escolhas, negociação, defesa de pontos de vista, luta por direitos, cumprimento dos deveres e interferência na realidade.

Dessa forma, podemos afirmar que cidadania e participação têm tudo a ver com política. A origem da palavra cidadania vem do latim civitas, que quer dizer “cidade”. Ela foi usada na Roma antiga para indicar a situação política de uma pessoa e os direitos que essa pessoa tinha ou podia exercer na cidade. Cidadania é um conjunto de direitos e deveres que dá à pessoa a possibilidade de participar ativamente da vida e do governo de sua gente. E participar é um dos principais instrumentos na formação de uma atitude democrática.

Convide-os, então, a conhecer os resultados de uma pesquisa feita com 1.700 jovens brasileiros, entre 18 a 34 anos, em 2016, sobre o que pensam sobre a política e a relação da política com o seu futuro e o futuro do país. A pesquisa envolveu jovens de todas as regiões e classes sociais.

A pesquisa intitulada: “O jovem brasileiro e o futuro do país” foi realizada pela Faculdade de Comunicação Social da PUC do Rio Grande do Sul e divulgada no programa Fantástico (Globo).

 

 

Após a projeção, abra para comentários: o que acharam da pesquisa? Surpreenderam-se com os dados apresentados ou não? O que chamou a atenção sobre os dados?

Retome, em seguida, as características dos jovens que protagonizaram o vídeo, registrando na lousa ou em cartazes (um para cada jovem).

Betina: 19 anos, estudante, militante política. Quer transformar a situação do país. Luta por isso. Participou e continua participando de manifestações estudantis.

Eduardo: 21 anos, teve que interromper os estudos de Direito por conta da crise econômica que assolou o país. Ser advogado era seu projeto. Participou, de modo virtual, do movimento estudantil de 2013. Quer deixar o país e tentar a vida no Canadá. Desencantou-se com o país.

Fernanda: 29 anos, empreendedora, dona de um albergue na comunidade do Vidigal, no Rio de Janeiro. Sofreu o impacto da crise econômica em seu negócio. Passou a prestar mais atenção na política. Aposta na força do voto. Tem esperança.

Eles se identificaram com algum dos três jovens? Com quem? Por quê?
Conclua o encontro com a pergunta: E então, a participação política é importante ou não? Tem ou não tem nada a ver com o seu futuro? Conte o número de respostas afirmativas e negativas e registre na lousa.
Observação: Para ver a pesquisa toda, acesse:

http://estaticog1.globo.com/2016/10/02/projeto-18-34-edicao-futuro-020916.pdf

 


2º encontro: Espaços de Participação da Juventude

É hora de falar do Estatuto da Juventude. Será que eles conhecem? Pergunte e passe a palavra para que se manifestem a respeito dos conhecimentos que têm. Acrescente, a seguir, as informações que seguem, para contextualizá-lo.

O Estatuto da Juventude é uma grande conquista da redemocratização do país e fruto de luta de muitos anos. Em 1990, foi instituído o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA); em 2003, o Estatuto do Idoso e em 2013, o Estatuto da Juventude.

Está consolidado na LEI Nº 12.852, DE 5 DE AGOSTO DE 2013. Dispõe sobre os direitos dos jovens (pessoas entre 15 e 29 anos), sobre as diretrizes das políticas públicas de juventude e sobre o estabelecimento do Sistema Nacional de Juventude. O Estatuto torna a realização de políticas especialmente dirigidas à juventude uma obrigação do Estado, independente da vontade de governos.

Com o Estatuto, o Estado brasileiro reconhece o papel estratégico da juventude no desenvolvimento do país e aponta os direitos que devem ser garantidos, de acordo com a especificidade dessa população: direito à cidadania, à participação social e política e à representação juvenil; direito à educação; direito à profissionalização, ao trabalho e à renda; direito à diversidade e à igualdade; direito à saúde; direito à cultura; direito à comunicação e à liberdade de expressão; direito ao desporto e ao lazer; direito ao território e à mobilidade; direito à sustentabilidade e ao meio ambiente; direito à segurança pública e acesso à justiça.

Os artigos 4º e 5º do Estatuto dizem respeito, especificamente, à participação social e política na formulação, execução e avaliação das políticas públicas de juventude.

A participação juvenil é entendida como o envolvimento ativo dos jovens em ações de políticas públicas que tenham por objetivo:

  • o próprio benefício, assim como o de suas comunidades, suas cidades, regiões e país;
  • ações que contemplem a defesa dos direitos da juventude ou de temas afetos aos jovens;
  • a efetiva inclusão dos jovens nos espaços públicos de decisão, com direito a voz e voto.

A interlocução da juventude com o poder público pode realizar-se por intermédio de associações, redes, movimentos e organizações juvenis. É dever do poder público incentivar a livre associação dos jovens.

A partir desse entendimento de participação social e política dos jovens, retome com eles o encontro anterior e o vídeo projetado com as histórias de Betina, Eduardo e Fernanda. Oriente que releiam os cartazes que caracterizavam os jovens e pensem sobre as seguintes questões:

  • Quais foram os espaços de participação política que cada um dos jovens privilegiou na fala deles?
  • De que forma se dá mais fortemente a participação política de cada um?

Abra o debate, após o vídeo, de forma que fiquem claros os jeitos de participar de cada um.

No caso de Betina, fica claro o envolvimento pessoal na mobilização estudantil e nas manifestações de rua.

Eduardo refere-se a uma participação intensa pelas redes sociais na internet, quando se envolveu com as questões sociais.

Fernanda enfatiza a importância do voto consciente e do convencimento de mais pessoas da família para fortalecê-lo.

Lance, então, a questão: haveria outras formas de participação dos jovens? Quais seriam elas?

Organize-os em pequenos grupos para levantarem os espaços de participação que conhecem. Distribua folhas de papel pardo para cada grupo fazer seu cartaz. Combinem o tempo: aproximadamente 20 minutos. Finalizada a tarefa, abra a roda para cada grupo expor sua produção. Colem um cartaz ao lado do outro.

Depois que todos tiverem apresentado seu levantamento, projete para eles as formas de participação apontadas na publicação “Adolescentes e Participação Política”, da parceria Unicef/Viração/Bompar/Segurança Humana (disponível em https://www.unicef.org/brazil/pt/br_politica_vira.pdf.)

Façam uma leitura rodiziada das formas apontadas na publicação, da página 17 à página 21, comparando-as, conforme forem lendo, com as formas de participação levantadas por eles e registradas nos cartazes.

Esse cotejamento permitirá que visualizem, de forma sistematizada, várias instâncias de participação política existentes na sociedade e, com isso, poderão ampliar seu repertório de possibilidades de atuação. Recomende a eles a leitura posterior completa desse documento cujo público destinatário é exatamente o adolescente e o jovem.  Importante que conheçam os espaços de participação disponíveis para atuar e realizar algumas transformações, mesmo que pequenas, que ampliem as possibilidades de democratização e humanização do lugar onde vivem: bairro, cidade, estado, país.

Para finalizar, projete o vídeo “Todo jovem tem o direito à participação”, da Secretaria Nacional da Juventude:

 


Agora é com você: o que mudaria no desenvolvimento da atividade?


Hora de Avaliar

Cole duas folhas de papel pardo na parede, para compor um painel de avaliação. Em uma delas serão colocados os pontos positivos da oficina e, na outra, os negativos.

De que forma?

Em duplas, os estudantes avaliarão a oficina e escolherão uma ou mais palavras para representá-la. Escreverão em filipetas e colarão nas folhas do painel afixado na parede.


Agora é com você: outras sugestões para avaliar.


O que mais pode ser feito?

Um convite a pessoas da comunidade engajadas em movimentos sociais, culturais, OSCs, redes, para uma conversa com os jovens, na qual possam fazer perguntas sobre as atividades desenvolvidas por essas pessoas, como se engajaram, desde quando militam na área e se se sentem realizadas com suas escolhas.

Seria interessante também realizar uma pesquisa ampla nos sites do setor público e das organizações da sociedade civil sobre os espaços de participação social para os jovens, na cidade em que vivem.


Agora é com você: o que mais faria?


 


Fontes de Referência

Para ampliar

Participação política é a possibilidade de intervir nas políticas públicas locais, regionais e nacionais.

Ela se dá de várias formas: pelo voto, pela militância partidária, pelo engajamento em canais institucionais de participação (conselhos, grêmios, conferências, etc.) ou em organizações da sociedade civil, envolvidas com as questões sociais, ou, ainda, pela pressão popular sobre o legislativo e o executivo, por meio de diferentes formas de mobilização (manifestações de rua, ações populares convencionais e, atualmente, dado o desenvolvimento da tecnologia, pelo uso da internet e das redes sociais). Tais meios de participação não são excludentes, ao contrário, podem se fortalecer mutuamente.

Como a juventude tem participado da ação política nos últimos tempos, após a redemocratização do país, ou seja, a partir da década de 90, do século XX?

Segundo o professor e pesquisador da Universidade de São Paulo, Pablo Ortellado, os jovens têm ocupado as ruas para se manifestar pela redução das tarifas de transporte, pelas pautas do movimento feminista, contra o extermínio dos negros na periferia, em defesa de espaços urbanos, como o Parque Augusta (São Paulo) ou o Cais José Estelita (Recife). São novas forças políticas, da sociedade civil, que estão pressionando o sistema político, de fora das suas instituições e dos seus partidos.

Diferentemente das décadas passadas – nas quais o movimento estudantil e os sindicatos eram os únicos canais de expressão política para os jovens, eles, atualmente, podem contar com múltiplos e diferenciados canais, nos mais diversos campos, discutindo e construindo coletivamente políticas públicas que atendam às suas necessidades. As organizações da sociedade civil, os movimentos juvenis de cunho cultural e outros são espaços de inserção desses jovens no cenário atual. Esses grupos são mais autônomos, mais horizontais e democráticos e criam ações coletivas que respondem às suas demanda e permitem a eles controlar e participar diretamente dos processos de decisão.
Todavia, isso não significa que as formas clássicas de participação foram deixadas de lado. Ao contrário, elas convivem e se influenciam mutuamente. Assim, a participação em canais institucionalizados como grêmios estudantis, UBES, UNE, sindicatos e a participação em conselhos representativos e partidos políticos convivem com essas novas formas de atuação política. O movimento estudantil, por exemplo, nos últimos anos, absorveu várias das tendências e temáticas dos novos movimentos sociais, como a discussão da cultura, do meio ambiente, da paz, dos movimentos de minorias, entre outros.
Há, hoje, uma expressiva rejeição dos jovens das várias classes sociais ao exercício profissional da política, em função do envolvimento de muitos políticos com a corrupção e de seu descompromisso com a população e o país. Mas esse fato não é aplicável a todos os políticos. E exige de nós a escolha seletiva de políticos idôneos e identificados com os reais interesses da população, para que se contraponham àqueles distantes desses compromissos.
A baixa confiabilidade na política fragiliza a institucionalidade democrática, que se organiza na base da representação partidária, e abre brechas para o vale tudo e para o autoritarismo.
Pesquisa realizada pelo Núcleo de Pesquisa em Ciências Sociais da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP), em 2013, que procurou investigar qual o nível de participação e confiança nas instituições políticas de jovens entre 15 e 29 anos, residentes na cidade de São Paulo, encontrou os seguintes resultados: entre as instituições que gozam de menor confiança entre os entrevistados estão: políticos em geral (60,8% não confiam), partidos políticos (57,79%) e Polícia Militar (49,82%). As que se sobressaem positivamente são Bombeiros e Movimentos Sociais, com elevados percentuais de entrevistados que “Confiam Totalmente” ou “Confiam”.
Em entrevista ao Portal Cenpec, a socióloga Anna Luiza Salles Souto, coordenadora de Participação e Juventudes no Instituto Pólis, comenta as formas pelas quais se dá a participação política do jovem, hoje, com base nos dados da Pesquisa Agenda Juventude Brasil: Pesquisa Nacional sobre Perfil e Opinião dos Jovens Brasileiros – 2013, na qual atuou como consultora. Realizada entre abril e maio de 2013, o estudo traçou um retrato dos ânimos e anseios da juventude naquele período.
À pergunta sobre as formas de participação política que mais contribuem para mudar o país, 45% dos jovens apontavam a participação em mobilizações de rua e outras ações diretas, 44%, a atuação em associações ou coletivos e 35% em conselhos, conferências, etc. Apenas 3% descartam qualquer uma dessas formas.
Existem momentos em que há maior engajamento eleitoral e outros momentos em que o leque de atuação política se amplia.
Segundo a entrevistada, os dados da pesquisa apontam com bastante força que há que se combinar democracia representativa com a participativa, pois os dados apontam uma juventude que tem predisposição de se engajar na construção de um país melhor, de formas distintas.
É preciso considerar também que as difíceis condições de vida e a complexidade de fatores relacionados com a pobreza e a desigualdade social criam dificuldades objetivas para o exercício da participação contínua e o engajamento social e político. A busca pela sobrevivência exige um tempo muitas vezes não compatível com o tempo livre que as atividades de participação política demandam.
A ampliação da presença do jovem na esfera pública encontra desafios nas duas pontas do processo. Tanto é necessário modificar a estrutura das instituições para que elas se tornem mais abertas para ouvir as demandas dos jovens, como fazer a juventude se interessar por política, criando uma cultura de participação.
O papel da escola é fundamental na criação dessa cultura. Abrir-se ao diálogo mais efetivo com os alunos, a uma escuta mais qualificada, que promova debates e situações cotidianas em que eles tenham voz, proponham soluções e tomem parte nas decisões, desenvolve a autonomia, a crítica e a responsabilidade política. É no exercício da participação que se fortalece a participação.
Ainda segundo a socióloga, a escola precisa se repensar e se renovar para acompanhar e estabelecer um diálogo mais profícuo com os estudantes, para que em conjunto possam enfrentar os desafios colocados no plano da educação. Essa ação constitui aprendizagem para o enfrentamento de outros desafios existentes na sociedade.
O dia Internacional da Juventude é comemorado em 12 de agosto, por resolução da Assembleia Geral da ONU, em 1999, em resposta à recomendação da Conferência Mundial de Ministros Responsáveis pela Juventude, reunida em Lisboa, de 8 a 12 de agosto de 1998.

Gostou? Veja também as oficinas deste banco: “Estatuto da Juventude: conhecer é preciso” e “Participando do Conselho de Juventude da cidade”.

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