Educação&Participação

Vivência de sensibilização sobre a degradação do solo causada pela ocupação humana.

Início

  • O que éO que é

    Exercício de simulação de ocupação do solo.

  • PúblicoPúblico

    Adolescentes.

  • MateriaisMateriais

    Um computador com acesso à internet, por duplas.

  • EspaçoEspaço

    Em qualquer espaço.

  • DuraçãoDuração

    Um encontro de aproximadamente 90min.

  • FinalidadeFinalidade

    Sensibilizar-se com os impactos provocados no solo pelo ser humano e desenvolver uma outra relação com o meio ambiente.

  • ExpectativaExpectativa

    Perceber a degradação do solo causada pela ocupação humana e conhecer os meios de evitá-la.

Na prática

 

Reúna a turma e anuncie que a oficina do dia constituirá um exercício, em grupo, de reflexão sobre a relação do ser humano com a terra.
Diga que você apresentará uma questão que o grupo terá que resolver, em conjunto. A questão é:

“Você e sua família são desbravadores que estão chegando em uma região do planeta, não habitada, onde vão se instalar. A terra que lhes pertence é muito grande, íngreme e rica em vegetação. É um local ainda sem condições de moradia. Você e sua família precisarão construir uma casa, um poço e dar um destino para o lixo e os dejetos humanos, afinal não há água encanada, nem esgoto, nem energia…”.

Organize os adolescentes em grupos para discutirem a questão, por aproximadamente 20 minutos, e apontarem como vão encaminhar as soluções. Alguém ficará responsável, em cada grupo, pelo registro das principais ideias.

Depois desse tempo, abra a roda para socializarem suas produções. A proposta é provocá-los para uma conversa abrangente, particularmente sobre as modificações que o ser humano promove ao ocupar o solo. A cada solução dada, questione as consequências, para que possam ter a dimensão da complexidade da questão.

Possivelmente, eles vão se referir ao desmatamento e à derrubada de árvores, o que pode provocar erosão no terreno; alguns poderão sugerir o desmatamento por queimadas, o que é mais barato e rápido, mas, ao queimar a vegetação que sustenta e nutre o solo, ele se torna sujeito à erosão e à lixiviação – lavagem do solo com perda de nutrientes. Além disso, a queimada mata os microrganismos responsáveis pela produção do húmus e pela circulação de materiais na natureza, assim como causa a morte ou a migração dos animais que habitam essa região.

E se?

Se não fizerem alguma dessas referências, ponha a questão para eles.
O importante, nesse momento, é sensibilizar para os efeitos das intervenções humanas inadequadas no ambiente, que retornam para o próprio ser humano.

Pode ser que se refiram também a adubos e defensivos agrícolas para as plantações, o que põe em risco a saúde humana, a flora e a fauna. E quanto ao lixo produzido pelas famílias e o destino dos dejetos, que solução deram?

Deixe claro que a ação humana sempre causará impactos no ambiente, mas esses impactos podem ser muito lesivos, provocando o esgotamento do solo, seu envenenamento ou a formação de buracos, inviabilizando sua utilização. Todavia, os impactos podem ser menos negativos se a utilização for cuidadosa, inteligente e sustentável.
Isso se torna de importância extrema quando a questão é posta em grande escala, ou seja, quando milhões e milhões de pessoas ocupam o solo, concentrando-se no mesmo lugar, como ocorre nas cidades muito grandes do planeta, em função da migração pela busca de emprego e de melhores condições de vida.

Proponha que pesquisem as questões levantadas pelo exercício que fizeram –desmatamento, queimadas, erosão, lixo, dejetos humanos, agrotóxicos – e busquem alternativas sustentáveis.

 Desflorestamento;
  Queimada;
Curva de nível;
Lixo sustentável;
Fossa séptica;
 Agrotóxico

Forme 6 grupos; cada um responderá a uma das questões. Oriente-os a entrar na internet, nos sites indicados abaixo, para realizarem a pesquisa. Cada grupo se dividirá em duplas, para melhor acessar as informações. Dê 20 minutos para as duplas.

 

Hora de avaliar

Quando terminarem a socialização, abra para a avaliação da atividade. Peça que falem sobre o que aprenderam com a oficina, tanto na vivência como na pesquisa. Pergunte se gostaram das estratégias propostas e qual sua opinião, agora, sobre as questões que tiveram que enfrentar na atividade inicial. Como ocorreu o trabalho em grupo? E a pesquisa via internet? Que processos podem ser aperfeiçoados nos próximos trabalhos?

Para ampliar

O que mais pode ser feito?
A promoção de um debate com alguma ONG ou associação ambientalista, para complementar a discussão sobre o impacto humano no meio ambiente.

Para saber mais
Ao ocupar diferentes ambientes, o ser humano os transforma. Por meio de tecnologias, extrai e utiliza recursos materiais e energéticos na construção de produtos necessários à sua sobrevivência. No entanto, se o desenvolvimento tecnológico pode permitir maior conforto, é o modelo de desenvolvimento econômico que vai determinar o acesso das populações aos bens produzidos e o investimento em tecnologias que não agridam a saúde ambiental e a saúde do ser humano. O uso de tecnologias agressivas destinadas à retirada de grandes quantidades de recursos em curtos intervalos de tempo, que não são éticas e não valorizam a vida em sua diversidade, tem produzido miséria e graves impactos ambientais, com prejuízo à saúde humana.

O solo é um recurso natural importantíssimo, utilizado em diferentes atividades humanas, tais como agricultura, pecuária, mineração, ocupação urbana, entre outras.

Na atividade agrícola, o uso de técnicas inadequadas de transformação do solo resultam em perda da fertilidade e erosão, com agravos à saúde humana e ambiental. São exemplos desse tipo de intervenção: as queimadas, o uso de agrotóxicos, a prática indiscriminada de monocultura, o plantio em encostas sem curvas de nível, o desmatamento em larga escala, entre outros.

Nas cidades, a impermeabilização dos solos urbanos, principalmente em razão do uso extensivo de asfalto, impede o escoamento natural das águas pluviais, o que colabora para a ocorrência de enchentes. Para que elas não ocorram, é necessário construir e manter sistemas eficientes de escoamento das águas.

Fonte de Referência
BAROLLI, Elisabeth; SONCINI, Maria Izabel Iório. Ensinar e aprender: Ciências, v. 2. São Paulo: Cenpec, 1998.

 

Gostou?
Acesse também a oficina “A flor de Saramago e o nosso jardim”, deste banco.


Obs:
Os links informados na oficina foram visitados em 19 de junho de 2015, às 16h.

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Eu fiz assim…
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