Educação&Participação

Conjunto de atividades que estimulam jovens a conhecerem lugares da cidade, traçando percursos urbanos.

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  • O que éO que é

    Conjunto de atividades que estimulam jovens a conhecerem lugares da cidade, traçando percursos urbanos.

  • PúblicoPúblico

    Jovens.

  • MateriaisMateriais

    Papel flip chart ou cartolina para construção de cartazes, papel sulfite, cadernos ou blocos para anotações, tesoura,, cola, canetas hidrográficas coloridas.

  • EspaçoEspaço

    Sala de atividades e espaços da cidade.

  • DuraçãoDuração

    Dois encontros de 1h30min cada.

  • FinalidadeFinalidade

    Perceber o espaço social como como lugar de práticas culturais variadas.

Na prática

Como fazer?cidade

1º  Encontro: Conversando sobre o território.

Para iniciar esta oficina, proponha aos jovens que, brevemente, relatem os lugares de sua cidade em que costumam passar no dia-a-dia ou visitar. Estimule-os com alguns exemplos. Utilize também estas questões:

– Por quais ruas passam ao vir para a organização ou escola?

– O que costumam ver nesse percurso?

– Que lugares despertam curiosidade? Quais são conhecidos e quais desconhecidos?

– Que lugares lhes parecem “desconhecidos” ou “misteriosos”? Por quê? O que imaginam existir nesse “lugar misterioso”?

– Há pessoas nesses lugares? Que pessoas são essas?

 

Depois de ouvir o grupo, proponha que os jovens escolham um dos lugares citados nas exposições e preparem uma apresentação aos demais.

Explique que, para ficar mais animado, essa apresentação pode ser feita de várias maneiras: desenho, colagem, mímica, música, encenação etc.

A seguir, forneça os materiais necessários (papéis coloridos, canetas, revistas, jornais, tecidos, sucata, papéis em branco, tesoura, cola etc.). Nada muito sofisticado, aquilo que estiver disponível, assim, você e sua turma poderão improvisar.  Não se esqueça de combinar o tempo de preparo e a duração da apresentação.

Enquanto todo mundo prepara as apresentações, você cola numa parede ou no chão da sala um papel em branco. Atente para o tamanho desse papel, ele deverá ser suficientemente grande porque nele serão assinalados todos os lugares de preferência dos alunos.

No centro desse papel, com um desenho ou sinal gráfico, localize a organização/escola. Sobre esse desenho/sinal escreva o nome do local onde estão sediados e, ao lado desse nome, acrescente a seguinte frase: “Estamos aqui”.

Com tudo preparado convide os meninos e as meninas para as apresentações. Ao final de cada uma delas, peça ao expositor que vá até o painel para marcar a localização do lugar que descreveu e traçar o percurso entre esse lugar e a organização/escola. Lembre a todos que o desenho ou o sinal do centro do painel funcionam como referência para suas marcações.

À medida que apresentarem e representarem a localização desse lugar e o seu trajeto do acesso correspondente, o grupo construirá um mapa do entorno da organização/escola”.

Educador, tenha bem claro para você que este mapa não é a representação fiel do entorno da instituição/escola, trata-se apenas da representação deste entorno do ponto de vista dos alunos. Por isso, aqui não são essenciais conhecimentos sobre escala. Em outra oportunidade, se tiver a intenção de ensinar o grupo a fazer mapas, você poderá tomar esta produção e começar o seu trabalho a partir dela para chegar a um produto mais preciso.

Terminado o mapa, convide o grupo a observar sua produção. Ajude-o a enxergar os lugares indicados por mais de uma pessoa. Provavelmente serão esses os mais importantes para a turma. A partir dessa conversa explique que vocês farão uma visita ao lugar de maior preferência do grupo.

E se?

Se alguém não concordar com o grupo e quiser forçar a visita à sua preferência pessoal? Nestes casos é importante abrir a discussão novamente de modo que o grupo possa chegar a um consenso. Para tanto, convide a turma a re olhar o mapa construído para relembrar características e tudo que revele os elos entre o grupo e o lugar de maior preferência, abra falas dentre os que indicaram esse lugar para que introduzam esclarecimentos e novos argumentos. Assim, com sua mediação você educador poderá ajudar o grupo a construir decisões coletivas.

Algumas  atenções antes de sair

Sempre que crianças ou jovens saem em excursão, é preciso atentar para alguns cuidados como: autorização dos responsáveis, acompanhantes que possam garantir a segurança de todos, materiais para se fazer registros – cadernos de anotações, folhas brancas de desenho, máquinas fotográficas ou celulares com câmera, gravadores de áudio para se registrarem ruídos do local e, também, alimentação.

O registro desse novo olhar permitirá sua recuperação quando estiverem de volta à instituição/escola. Por isso, oriente o grupo a prestar atenção e a guardar sua nova percepção sobre o local, registrando-a com: uma foto, um desenho, uma gravação sonora etc.

Conversar com as pessoas que estiverem no lugar também poderá ser bastante interessante. Para estas pequenas entrevistas, prepare com o grupo algumas perguntas a serem feitas.

A saída do grupo para seu lugar de preferência a esta altura já está bem encaminhada. A turma já escolheu o lugar aonde ir, conhece o percurso de ida e volta da instituição/escola para o lugar e tem informações sobre suas características.

Nesse contexto, visitar esse lugar pode ser uma ótima vivência de aprendizagem. Juntos, esses meninos e meninas poderão compartilhar sensações, emoções e, mais do que isto, terão a oportunidade de descobrir novos ângulos e particularidades antes não percebidas individualmente.

Assim, o objetivo desta visita será o de descobrir algo de novo de um lugar que já se conhece.

Para tanto, organize a visita cuidadosamente. Oriente a turma para buscar novidades que serão compartilhadas.

Como esta pode ser uma primeira experiência para o grupo, algumas dicas podem ajudar: procurem olhar nesse lugar as cores e os sons predominantes, as plantas e os pássaros, as pessoas — os transeuntes, as crianças, os que ali estão trabalhando, as eventuais acomodações para uma atividade de lazer, as construções e monumentos, as placas de identificação, os cuidados com a limpeza, enfim, qualquer coisa nova que lhes chame atenção.

Sessão 2.

No retorno, forme equipes que sintetizem o que foi observado e conversado e, num momento indicado por você, abra a palavra para as socializações das descobertas. Ajude-os a incluir as fotos, os desenhos e demais registros no mapa do entorno da instituição/escola e a utilizarem estes materiais para amparar suas falas.

Conforme as novidades forem sendo contadas, organize uma lista dos aspectos citados. Concluindo, leve o grupo a pensar em tudo o que  se pode aprender de lugares muito conhecidos.

Hora de avaliar

Para avaliar, promova com  o grupo  uma atividade na qual o possa expressar com seu corpo as sensações e aprendizados que obtiveram com o trabalho realizado. Divida a turma  em duas equipes e solicite a elas que preparem uma pose para uma foto imaginária. Nas “fotos” os corpos deverão registrar movimentos que revelem a satisfação/insatisfação em relação ao que foi feito. Feita a preparação é só convidar os meninos e meninas para as apresentações. Abra falas para comentários após cada uma das expressões. Ao final desta atividade você terá duas lindas fotos imaginárias, mas se puder fotografe de verdade e depois exponha estes produtos no mural da instituição/escola. Todo mundo vai adorar.

Para ampliar

O que mais pode ser feito?

As experiências vividas e o material coletado podem ser usados de muitas formas.

1. A organização de um “Diário de Bordo” no estilo das viagens de Amir Klink  ou de um “Blog”.

O diário de bordo é registro de atividades, reflexões e comentários sobre o modo como um trabalho se processa.

É uma forma privilegiada para se descrever problemas e obstáculos que surgem durante o desenvolvimento do trabalho e das formas de superá-los.

O registro escrito permite criar o hábito de pensar sobre a própria aprendizagem.

Para saber mais sobre o assunto, clique aqui.

Blog é um relato virtual de experiências vividas.

Para saber mais sobre o assunto consulte: Blogando em Português.

 2. A organização de uma exposição audiovisual (fotos, desenhos, gravações em áudio, registros das entrevistas, mapa do entorno etc.).

3. A escrita de cartas ao poder público sobre a manutenção do local visitado, caso seja um lugar público.

Todas essas formas podem estar exibidas numa apresentação para a comunidade, sobre as atividades realizadas e as conquistas de aprendizagem nesta oficina.

Gostou?

Para saber mais sobre o trabalho com percursos leia o trabalho da professora argentina Silvia Alderoqui. No endereço seguinte, você poderá encontrar um ótimo texto a respeito deste assunto: PENSAR EL PATRIMONIO EN LA ESCUELA –http://www.dibam.cl/dinamicas/DocAdjunto_1388.pdf.

Esse trabalho poderá ser integrado a outras oficinas: Qual é mesmo o endereço?Percursos na cidade.

Se quiser aprofundar conhecimentos sobre a questão do “olhar” consulte o livro O olhar em construção: Uma experiência de ensino e aprendizagem da arte na escola. São Paulo: Cortez, 1996, de Ana Amélia Bueno Buoro.

Obs: Os links da oficina foram visitados em 14 de fevereiro de 2016.

Participe

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