Educação&Participação

Atividade de orientação espacial, que se baseia na própria natureza e em métodos que se utilizam de instrumentos construídos pelo homem.

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  • O que éO que é

    Atividade de orientação espacial, que se baseia na própria natureza e em métodos que se utilizam de instrumentos construídos pelo homem.

  • PúblicoPúblico

    Crianças e adolescentes.

  • MateriaisMateriais

    Um cabo de vassoura, cartolina, canetas, imagens de rosas dos ventos e de algumas bússolas, uma bússola concreta (se possível), revistas variadas e algumas HQs.

  • EspaçoEspaço

    Num local aberto: praça, jardim, clube.

  • DuraçãoDuração

    Um encontro de aproximadamente 90 minutos.

  • FinalidadeFinalidade

    Conhecimento de métodos de orientação espacial que se baseiam na própria natureza e de métodos que se utilizam de instrumentos construídos pelo homem.

  • ExpectativaExpectativa

    Aprender a se localizar, em qualquer lugar; conseguir deslocar-se por diversos pontos da cidade; desenvolver valores de boa convivência.

Na prática

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Como desenvolver?

Pergunte, na roda, se sabem a posição do bairro em que vivem, na cidade: região norte, sul, leste, oeste? Como sabem que é essa região? E quando as pessoas dizem que uma casa tem a face norte, o que elas querem dizer? Vamos tentar descobrir….

Combine uma saída com eles, num dia de sol, pelo período da manhã, de preferência, no qual farão uma atividade fora, com um piquenique no jardim, na praça ou num próprio municipal próximo (um clube, um centro desportivo ou centro cultural com espaço aberto). Neste último caso, há necessidade de se negociar antes o uso do espaço para a realização da atividade e do piquenique.

Levem um cabo de vassoura. Planejem também um lanche coletivo; cada um traz uma coisa: uma fruta, um doce, pão, queijo e arrumam numa cesta.

No local, convide todos a olhar a posição do sol e estender o braço direito para ele. Esse é o leste. Que lugares da cidade ficam no leste, então? Eles anotarão no seu bloco de anotações.

O braço contrário indica o oeste; quais são os bairros que ficam a oeste? O que está à frente deles é o norte e o que está atrás é o sul. Quais os bairros que ficam ao norte e quais os que ficam ao sul? Todas essas descobertas serão anotadas.

E se?

Se a atividade for no período da tarde, oriente-os a olharem o local onde o Sol nasce logo que saírem de casa e marcarem bem na memória, usando algum ponto de referência. Você pode também fazer com que deem o braço esquerdo para o lado onde o Sol se põe, no período da tarde.

É interessante explicar que não é o sol que se move, mas a terra; por isso chamamos esse movimento de movimento aparente do sol.

Observe que o sol pode tanto nos localizar no espaço como no tempo. Quando o sol está bem no meio do céu, que horas será? E o por do sol, a que horas aproximadamente acontece? Antigamente, sem relógios, as pessoas se guiavam só pelo sol e há, ainda hoje, pessoas que ainda se guiam pelo sol para saberem as horas, principalmente as que moram no campo.

Vamos voltar no tempo?

Proponha que construam um gnômon (nome do primeiro relógio utilizado pelo homem que permitia definir as horas a partir da projeção das sombras de um obelisco iluminado pelo sol).

Para isso é preciso fincar o cabo de vassoura na terra e ir marcando, de tempo em tempo, com o risco de algum graveto, a sombra que o cabo faz no chão e a hora que os relógios de pulso estão marcando. O grupo vai se revezando, de dois em dois ou de três em três para fazer o registro coletivo, numa cartolina, das posições da sombra do cabo de vassoura e da hora correspondente (olhando um relógio). Todos os outros também registram os desenhos no seu bloco de anotações. Veja abaixo:

É preciso deixar o tempo passar um pouco para se poder fazer novas marcações. Enquanto isso, em círculo, sentados na grama, abra o livro que trouxe para mostrar a eles representações da rosa dos ventos (pontos cardeais, colaterais e subcolaterais) e leia algum trecho sobre sua utilização.

Mostre também a bússola que é usada como instrumento de navegação e orientação e que possui uma agulha, a qual é atraída para o pólo magnético da Terra, apontando sempre para o Norte.

Voltem para o gnômon para verificar o deslocamento da sombra do cabo de vassoura, marcando sua direção, novamente. Quanto tempo passou? Esta marca está próxima ou distante da outra? Que horas devem ser? Registrem.

Convide-os para o lanche coletivo e um repouso em seguida. Aproveitem para conversar, ler revistas e livros, cantar.

Retomando a atividade, irão se dirigir novamente para o gnômon a fim de registrar a nova marca da sombra do cabo de vassoura. E esta marca, está próxima ou distante da anterior? Olhando para as marcas anteriores, que horas devem ser agora? Confiram com seus relógios.

Hora de avaliar

Façam uma roda e conversem sobre a atividade: gostaram? Que pensamentos ela despertou em cada um? Como deveria ser a vida dos povos antigamente, tendo apenas a natureza como meio de localização do espaço e do tempo?

Peça para compararem esses métodos de localização com os que se usam hoje em dia, como o GPS e o Google Maps, por exemplo, instrumentos precisos e práticos: Que possibilidades esses novos instrumentos trouxeram para nós? Mudam nossa vida? Em quê? Considerem, da mesma forma, o que deve ter significado a possibilidade de se medir o tempo com a construção do gnômon, para os homens daquela época. Que consequências deverá ter produzido no modo de vida deles?

Para ampliar

O que mais pode ser feito?

Como o gnômon foi construído num local que não é frequentado costumeiramente por vocês, proponha que façam uma réplica na ONG/escola e acompanhem as sombras por uma semana, de hora em hora, organizando uma pequena tabela que marcará o dia da semana, o número de vezes  em que o relógio foi observado e o nome das pessoas que observaram. Veja aqui exemplo da tabela:

Exemplo de tabela de observação do gnômon

 

Semana de —– a —— do mês de ——- do ano de ——

 

Dia
Manhã ou Tarde
Nome do observador    Hora marcada pelo gnômon Observações
chegada      
intervalo      
saída      
     


Também poderão observar o Cruzeiro do Sul, à noite, outra forma de orientação espacial muito interessante. Para isso, veja:

Pontos cardeais e outras referências – Uol Educação

Imagem: pontos cardeais

Gostou?

Consulte a oficina “Ruas que revelam…”, deste banco.

Então dê uma olhada nos seguintes links:

Rosa dos Ventos – Wikipédia

Rosa dos Ventos – Google Images

Bússola – Wikipédia

Bússola – Google Images

Para saber mais

O ser humano, diferentemente dos outros seres vivos, tem a capacidade de criar cultura, produzindo objetos necessários à sua sobrevivência, aos quais denominamos cultura material. E, assim, através da história da humanidade, ampliam-se e aprimoram-se as possibilidades de se viver mais e melhor.

Além disso, ele também produz ciência, arte, tecnologia, política, religião, que constituem a cultura imaterial da sociedade humana e são, da mesma forma, fundamental para sua existência enquanto ser que pensa, sente e se expressa.

Ao mesmo tempo, esse mesmo ser humano também cria muitos objetos desnecessários à sobrevivência, objetos supérfluos, com o objetivo único de criar necessidades artificiais para gerar consumo e lucro e, assim, acumular riqueza. Isso traz consequências ruins para a vida de todos os seres vivos e para o planeta, criando e aprofundando as desigualdades sociais e a destruição da natureza.

A ciência e a tecnologia também podem ser usadas para o bem ou para mal da humanidade, contribuindo para a paz ou para a guerra, para o bem-estar ou para a destruição, como nos mostra a História.

O interesse econômico puro e simples e o preconceito levam para um lado e o respeito à vida, a solidariedade e a ética conduzem para o outro.

No momento atual, em que os problemas ambientais se agravam, as desigualdades e os conflitos sociais se aprofundam e os novos meios de comunicação, particularmente os virtuais, descortinam uma possibilidade inusitada de acesso a informações públicas e privadas, das mais variadas naturezas, precisamos refletir e decidir, com coragem e ética, que destino queremos para nosso planeta e para nossos descendentes.

Gostou?

Veja também a oficina “De perto e de longe”, deste banco.

Obs: Os links informados na oficina foram visitados em 28 de agosto de 2015, às 20h.

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Eu fiz assim…

 

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