Educação&Participação

Jogo que exercita a colaboração e a convivência em grupo.

Início

  • O que éO que é

    Jogo que consiste na busca de um tesouro por meio de uma sequência de pistas entregues às equipes participantes.

  • PúblicoPúblico

    Adolescentes.

  • MateriaisMateriais

    Cartas com pistas escritas dentro de envelopes coloridos, fitas de pano ou de cartolina das mesmas cores, apito, esboço de mapa do local onde se desenvolve o jogo.

  • EspaçoEspaço

    Lugar amplo, que seja propício para se esconder o tesouro, oferecendo algumas dificuldades para sua procura, como uma praça, um jardim ou uma construção ampla.

  • DuraçãoDuração

    Aproximadamente 90 minutos.

  • FinalidadeFinalidade

    Exercitar a colaboração e a convivência em grupo; lidar com situações inusitadas.

  • ExpectativaExpectativa

    Valorizar o trabalho em equipe e desenvolver a perspicácia, ou seja, a observação mais detalhada dos objetos e fenômenos.

Na prática

Como desenvolver?

Comece perguntando quem gosta de aventura e de que tipo. Costumam ver filmes ou ler revistas em quadrinhos com histórias de aventuras? E videogames, jogos na internet, esportes radicais?
Bem, há diversas possibilidades de se vivenciar aventuras e os jovens, especialmente, têm grande interesse por esse tipo de atividade que proporciona muita ação e emoção.  Alguns jogos e brincadeiras dessa natureza acabam virando tradição e passando de geração a geração. É o caso da “Caça ao tesouro.” Já ouviram falar?
Se alguns conhecerem, peça para contarem como jogam. Observe que há muitas variações do jogo e proponha que pratiquem uma delas: “Os monges e a caça ao tesouro”.
Como se joga
O grupo se dividirá entre caçadores e monges. O jogo consiste na procura do tesouro pelas equipes de caçadores, com quatro a cinco participantes. Cada equipe escolherá um nome e uma cor que os identificará. Todos deverão usar uma tira de pano ou cartolina da cor escolhida, no braço, durante o jogo. Cada equipe ainda indicará uma pessoa para ser o líder, que será o guardião do mapa a ser entregue pelos monges.  O mapa trará as pistas para desvendar o esconderijo do tesouro.
Os monges são facilmente identificáveis pelo uso de uma bata e por ter o rosto coberto com um capuz. Há monges verdadeiros e falsos; há também os monges loucos, que não falam coisa com coisa. Os monges verdadeiros devem ficar em lugares mais distantes, de difícil acesso, enquanto que os monges falsos podem estar em qualquer lugar. Já os monges loucos ficam circulando entre as equipes para distraí-las, dificultando a caça.
Os monges terão em suas mãos um envelope para cada equipe, identificado conforme a cor de cada grupo, contendo pistas de onde estará o próximo monge, até chegar ao tesouro. Mas, só os monges verdadeiros têm as pistas certas. Os monges falsos dão pistas erradas e os monges loucos não dão pista nenhuma; ao serem perguntados, fazem alguma micagem, ou seja, imitam um animal, ficam encarando ou saem correndo, por exemplo.
As pistas podem consistir em adivinhações ou charadas que, “decifradas”, levarão a novas pistas. Cada envelope conterá uma pista diferente, mas na mesma direção do próximo monge. Os monges poderão solicitar que a equipe declame um verso, cante um trecho de música ou faça alguns exercícios físicos como dar pulos ou abdominais para receber os envelopes com as pistas.
Organização para o jogo
Formadas as equipes, convide uma para ser a dos monges e distribua a função que terão seus integrantes, por exemplo: 2 monges verdadeiros, 2 monges falsos e 1 monge louco. Oriente onde ficarão e distribua os envelopes com as pistas para os monges verdadeiros e para os falsos. Estas pistas serão previamente elaboradas por você, que sabe onde está o tesouro e os melhores lugares para os monges permanecerem.
Para desencadear o jogo, a primeira pista a ser decifrada será distribuída por você e deverá ser relativamente simples para estimular o grupo. Essa pista levará as equipes ao primeiro monge. Ex.: Num envelope para uma equipe: “fruta gostosa, verde e vermelha”, sugerindo a ida até uma goiabeira do lugar, onde estará o primeiro monge; para outra equipe “o caminho mais curto entre dois pontos é a reta”, sugerindo que devem seguir numa reta até chegar ao mesmo primeiro monge e assim por diante.
As pistas são diferentes para cada equipe, para confundir, senão todos descobrem logo o caminho. Por isso, os monges verdadeiros deverão estar bem escondidos e as pistas a serem dadas para as equipes deverão ser bem diferentes, apesar de, ao final, chegarem ao mesmo lugar.Alerte a todos que pode haver surpresas entre os monges, sem dizer diretamente que há monges falsos ou loucos. Pode dizer: “Nem tudo que reluz é ouro, cuidado! Para bom entendedor, meia palavra basta!”.
E o tesouro, o que é?
Monte a arca do tesouro com objetos e guloseimas que os adolescentes gostam, como CDs ou DVDs virgens, livros e revistas, bombons. Coloque também um saquinho com balas ou bombons e a seguinte orientação: PARA DISTRIBUIR COM TODOS DA TURMA. Dessa forma, todos ganharão guloseimas. Os demais objetos serão distribuídos entre os integrantes da equipe ganhadora, conforme negociação entre eles.
Hora de avaliar

Terminado o jogo, em roda, peça para comentarem o que sentiram durante a procura do tesouro, suas alegrias e desapontamentos. Pergunte o que acham que aprenderam com esse jogo e o que modificariam nele.

Para ampliar

O que mais pode ser feito?

O grupo poderá organizar uma “caça aos tesouros” da comunidade como:

– pesquisa orientada pelos educadores e professores de Língua Portuguesa para coletar histórias que a comunidade conta para comporem um livro;

– coleta de dados e informações sobre a população local, com a supervisão dos professores de Matemática e Geografia;

– registros fotográficos dos locais mais acolhedores para compor um álbum;

– Gincana para arrecadação de livros de literatura.

Gostou?
Veja os artigos:

artigo “A concepção de jogo para adolescentes participantes de atividaeds motoras”

artigo “O jogo enquanto contéudo escolar na abordagem crítico-superadora”

Para saber
mais

O jogo e a brincadeira são fenômenos culturais que constituem importantes fatores de desenvolvimento na educação de crianças e de adolescentes porque estimulam o exercício do pensamento e várias habilidades como observação, concentração, perspicácia, cooperação, trabalho em grupo e bom uso do tempo e do espaço. Com o jogo é possível criar, liberar emoções, dialogar, fazer amigos, interagir com os outros.
O jogo pode acontecer na rua, em parques, em festas, na escola, entre outros locais, assumindo objetivos diferenciados.
Apesar de ter um vencedor ou uma equipe vencedora, o resultado não é o mais importante, mas, sim, o processo da vivência do próprio jogo.
Cada faixa de idade tem mais afinidade com um tipo de jogo. As crianças pequenas experimentam o mundo com o jogo, as mais crescidas entram no mundo da fantasia e do simbólico. Já os adolescentes e jovens se envolvem mais com jogos de aventura, nos quais entram elementos de fortes emoções e de lógica.
Dessa forma, apresentar situações de jogo não lineares, em que eles têm de prestar atenção, pensar, analisando diferentes possibilidades de solução, auxilia o desenvolvimento do pensamento lógico e o exercício de testar diferentes hipóteses.
Ao mesmo tempo, situações imprevistas e inusitadas, além de desafiar seus domínios, provocam o seu envolvimento, permitindo que  lidem com suas reações intempestivas, ao extravasar diferentes sentimentos: satisfação, alegria, raiva, impaciência.
Jogos de equipes ou duplas são também aconselháveis para que os adolescentes não fiquem autocentrados e desenvolvam o espírito de cooperação e solidariedade.
Fonte de referência

Mundo Jovem. Desafios e possibilidades. Uma proposta de trabalho com adolescentes. (LOMONACO, Beatriz P., NAKASU, Maria Vilela P., SILVA, Tide S., HERCOWITZ, Viviane & SANTOS, Viviane S.).São Paulo: Fundação Tide Setubal, 2008.

SAÚDE, uma questão e cidadania (Maria Isabel I. Soncini, Magaly T. dos Santos, Maria da Penha B. Youssef). São Paulo: Cenpec; Febem-SP; SEE-SP, 2002. (Educação e Cdadania, 4)

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