Educação&Participação

Exercício de atenção, expressão e comunicação corporal.

Início

  • O que éO que é

    Exercício de atenção, expressão e comunicação corporal.

  • PúblicoPúblico

    Crianças e adolescentes.

  • MateriaisMateriais

    Aparelho de som, cadeiras, folhas de sulfite, lápis de cor ou tinta guache, filipetas com comandas para mímica que você preparará com antecedência, podendo ser mais simples ou mais sofisticadas, de acordo com a faixa etária da turma (objetos, animais, situações de interação etc.).

  • EspaçoEspaço

    No pátio, ao ar livre.

  • DuraçãoDuração

    Um encontro de aproximadamente 90 min.

  • FinalidadeFinalidade

    Criar possibilidades de comunicação com o movimento do próprio corpo.

  • ExpectativaExpectativa

    Desenvolver a criatividade para resolver problemas, o esquema corporal e a habilidade de comunicação não verbal.

Na prática

mimica

Como desenvolver?

Disponha as cadeiras em círculo e receba as crianças, dando “bom dia!” ou “boa tarde!” a eles, apenas com… mímica!

Pode ser um amplo sorriso, acompanhado de um aceno de cabeça ou um gesto largo, com os braços e as mãos, convidando-os a se sentarem nas cadeiras ou ainda… Quem sabe, eles já não entram no clima?…

Depois que todos se sentarem na roda, abra a conversa, agora usando a palavra, perguntando o que entenderam sobre a inusitada situação que você provocou. Dê espaço para que falem sobre suas hipóteses, seus estranhamentos e mesmo sobre a adesão que, eventualmente, alguns possam ter feito à proposta, interagindo com sua mímica.

Fale um pouco sobre a comunicação sem palavras. Já viram um filme mudo? Já viram duas pessoas que não falam a mesma língua se comunicarem? Já tentaram dizer alguma coisa a alguém, só com gestos? Não vale palavrão!

Diga que a brincadeira do dia será de mímica.

Você colocará um som para todos dançarem, em volta das cadeiras. Em um determinado momento, quando houver uma interrupção da música, todos deverão procurar a filipeta que está embaixo da cadeira à sua frente. Quem encontrar a filipeta que tem uma comanda, terá que representar, com mímica, o que se pede e os outros tentarão descobrir o que é.

E se?

Se alguns mais vivos, ficarem de olho em você, para ver em que cadeira trocará a filipeta, faça
várias menções parecidas de troca, em relação a diferentes cadeiras, para confundi-los.

Para isso, a cada rodada, você colocará uma filipeta com comanda, embaixo de uma das cadeiras, substituindo a filipeta em branco, disfarçadamente, enquanto eles dançam.

A brincadeira continua até que todos tenham tido a oportunidade de se expressar com a mímica. Em seguida, peça para que expressem, por meio do desenho, que é outra linguagem (linguagem visual), o objeto, o animal ou a situação solicitada em sua comanda.

Hora de avaliar

Proponha que a avaliação seja também por mímica. Cada um expressará o que achou da oficina, com gestos corporais e os demais tentarão descobrir, por meio dos sinais, qual foi a sua avaliação.

Para ampliar

O que mais pode ser feito?

Um teatro mudo, só com encenação, envolvendo a turma toda, sem ninguém ficar de fora, para ser apresentado para as outras turmas da instituição.

Também poderá ser organizado um festival do cinema mudo, com filmes de Charles Chaplin, por exemplo, para apresentação para as crianças e para as famílias, numa tarde de final de semana.

Saiba mais

A mímica é uma forma de comunicação humana, por meio apenas de gestos, de movimentos corporais.

Como expressão artística, assume várias formas e estilos, sendo o mais conhecido a pantomima, encenação na qual os artistas pintam o rosto de branco, se inspirando na figura do pierrot.

A mímica era utilizada no teatro grego, por atores portando máscaras, na construção e desenvolvimento de seus personagens; um mesmo ator representava vários personagens.

O teatro grego floresceu entre os séculos V e IV aC, com a tragédia e a comédia.

Durante o império romano (27aC a 476 dC), estes levaram a mímica para a Itália e, com o tempo, desenvolveram sua própria técnica, incluindo a pantomima.

Com a queda do Império Romano, a Igreja Católica proibiu a mímica, fechou teatros. Mesmo assim, essa forma de arte sobreviveu.

Na Idade Média (sec V a XV), a mímica foi adotada pelos atores da “commedia dell’arte”que a utilizavam em representações nas praças e mercados, tornando-se um dos fatores mais importantes de atuação do espetáculo teatral e circense.

Isso era acentuado pelo uso das máscaras que determinavam papéis mais ou menos estereotipados para os atores, originando alguns personagens, como o arlequim, representante da classe servil, por exemplo.

As chamadas trupes (grupos teatrais) se apresentavam para qualquer classe social e sua temática era contemporânea e bastante crítica.

Alguns grandes mímicos foram Jacques Copeau, Charles Dullin e Etienne Decroux (durante a Primeira Guerra Mundial), Marcel Marceau (depois da Segunda Guerra, tendo sido aluno de Decroux).

No Brasil, destaca-se o carioca Ricardo Bandeira (RJ- 11/01/1936 –SP- 10/10/1995), que contribuiu muito para o amadurecimento dessa linguagem artística no país, projetando a nossa mímica no exterior. 

Fonte de Referência

Soler, Reinaldo. 100 jogos cooperativos com música: jogos para celebrar a cooperação. Rio de Janeiro: Sprinter, 2011.

Gostou?

Acesse também a oficina “Improvisando cenas”, deste banco.

Participe

Eu fiz assim…

Você já realizou esta oficina?
Nos comentários abaixo, conte para nós: o que deu certo? O que precisou ser modificado? O que foi ampliado? Ajude a plataforma a aprimorar o Banco de Oficinas!

Faça um comentário!

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Total de 1 comentário(s)

  •    vitoria sousa  em 
         Educação&Participação respondeu em