Educação&Participação

Criação de oportunidades de manifestação dos talentos artísticos das crianças, dos adolescentes e jovens.

Início

  • O que éO que é

    Criação de oportunidades de manifestação dos talentos artísticos das crianças, dos adolescentes.e jovens.

  • PúblicoPúblico

    Adolescentes e jovens

  • MateriaisMateriais

    Alguns instrumentos de percussão, como pandeiro, chocalho, atabaque ou um aparelho de som e CD com música escolhida, baú com adereços para teatro, papel sulfite, folhas de cartolina, guache e pincéis , aquarela e lápis coloridos, cavaletes, massa de modelar, máquinas de fotografar ou celulares, revistas, jornais, livros ou prospectos contendo fotografias, quadros, esculturas, cenas de peças de teatro; de shows de música, letras de canções, almofadas, cortinas, lenços coloridos.

  • EspaçoEspaço

    Em qualquer espaço disponível da instituição.

  • DuraçãoDuração

    Três encontros de aproximadamente 1h30min.

  • FinalidadeFinalidade

    Identificar os próprios talentos, em relação a alguma linguagem artística.

  • ExpectativaExpectativa

    Aprender a se observar para se conhecer melhor; experimentar situações novas; descobrir suas possibilidades de expressão e aprimorá-las.

Na prática

talento

1º encontro – Transformando a sala de atividades num ateliê.

Organize um espaço com os materiais que você conseguiu para a oficina, deixando-o agradável e convidativo e coloque as revistas pelo chão, no interior da roda costumeira, para consultarem.

Diga que a oficina tem a intenção de levá-los a experimentar algumas linguagens artísticas, pelas quais tiverem interesse ou curiosidade, para identificarem suas preferências e habilidades e, com isso, procurar aprimorá-las, quando quiserem ou tiverem oportunidade.

Proponha que folheiem as revistas, os livros e os jornais, aproximem-se dos materiais disponíveis e tentem identificar, nessa aproximação, qual a linguagem artística mais atraente, que toca mais a sua sensibilidade ou aguça mais sua curiosidade para experimentar. Dê algum tempo para que possam mergulhar na proposta e voltarem-se, com tranqüilidade, para si próprios, num movimento interior.

Depois de aproximadamente 30 min, abra a roda para que cada um fale sobre as suas descobertas, por qual linguagem se interessou mais, a razão do interesse e o que passou pela cabeça fazer com ela. Antes de começar a rodada, oriente para que prestem atenção nos colegas que escolheram a mesma linguagem que a sua.

Depois que todos falarem, peça que se aproximem, formando grupos pela opção de linguagem comum. O objetivo é discutirem e explorarem várias possibilidades de usarem juntos essa linguagem: criar uma música, um rap, uma peça teatral, um painel de pintura, uma escultura ou um conjunto de esculturas ou mesmo sair pela redondeza da instituição, para descobrir aspectos inusitados do território e fotografá-los ou filmá-los.

E se?

Se alguém ficar sem par, porque ninguém mais escolheu a sua linguagem, não terá a menor importância.
Ele trabalhará sozinho, com sua ajuda.

Ao chegarem a uma proposta comum, os grupos darão início à exploração dos materiais disponíveis no espaço, experimentando tudo que acharem pertinente para concretizá-la, sem preocupação de acertar ou errar, sem julgamentos. É um momento de oficina, de experimentação.

Percorra os grupos e os espaços onde estão os que não formaram grupos para oferecer-lhes ajuda, se quiserem. Ao perceber que todos já acharam um caminho, juntos ou separados, proponha que façam uma roda para contarem seus planos. 

2º encontro: O ateliê a todo vapor…

O objetivo deste encontro é que cada grupo desenvolva ou continue desenvolvendo, até a conclusão, a ideia anteriormente projetada, produzindo-a concretamente.

Oriente para que ao finalizar suas obras, pensem na melhor forma de organizá-las no espaço, de forma estética, para serem apreciadas pelos colegas.

Diga-lhes que isso ficará a cargo deles e que, eventualmente , precisarão negociar os espaços entre si. Você só interferirá quando não conseguirem chegar a um bom termo.

Chame também a atenção para alguns detalhes como colocar uma identificação da obra e da autoria, ao lado dela. Já quem produziu uma pequena peça teatral, ou uma música, deverá procurar seus pares para montar um palco comum, simples e criativo, com os tecidos disponíveis e organizar espaço para a platéia, com as almofadas.

A primeira hora da oficina será dedicada à finalização das obras e os últimos 30 minutos serão destinados à organização da sala para a exposição.

3º encontro: De ateliê à exposição de arte.

O terceiro encontro será destinado à visitação de suas obras, que serão apreciadas pelos colegas. Não se esqueçam de registrar esse processo, filmando as produções artísticas e os depoimentos dos autores.

Para organizar melhor o dia, inicie com as artes visuais. Comece pelo grafite, se houve alguma escolha dos jovens por essa linguagem, porque demanda que todo o grupo se desloque para fora da instituição para apreciar a obra e ouvir os autores. Lá mesmo, o grupo falará sua obra e o que descobriu sobre o grafite.

Voltando para a instituição, eles farão um passeio pelas demais obras visuais produzidas, sempre acompanhadas das explicações de seus autores e das descobertas que fizeram a respeito da linguagem utilizada.

Finda a visita das obras visuais, todos irão para o espaço onde está montado o palco para assistir às peças teatrais e às manifestações musicais, cantadas, tocadas ou dançadas, sentando-se nas almofadas, dispostas pelo espaço. Após cada apresentação, os autores terão voz para se manifestarem a respeito de suas produções e também responderão a perguntas do público.

Hora de avaliar

Terminadas as apresentações, ainda sentados nas almofadas, eles farão uma avaliação de todo o processo vivido e de suas descobertas sobre seus talentos.

Cada um contará como foi a sua aproximação com a linguagem artística escolhida, se a relação com ela ficou mais forte ou não, após a produção artística e que talentos sentiu que poderia desenvolver, a partir das vivências.  Cabe ressaltar que uma produção artística, muitas vezes, envolve mais de uma linguagem. Foi o caso deles? Que linguagens usaram? Quais priorizaram?

Pergunte também se a atividade propiciou que se conhecessem melhor a si próprios. Isso é bom? O que consideraram mais importante durante todo processo? E quanto à produção, foi bom sentir que podem fazer arte?

 

Para ampliar

O que mais pode ser feito?

Os adolescentes e jovens poderão organizar uma exposição com suas obras, aberta a todos da instituição  ou da comunidade, para visitação, assim como uma tarde de apresentação, no caso de se tratar de uma obra musical, de dança ou de teatro.

Poderão ainda editar as filmagens que fizeram para serem divulgadas no blog da turma, se já o montaram, ou nas suas redes sociais.

Para saber mais

Como seres humanos, somos todos seres simbólicos e, em razão disso, somos todos criadores de cultura.

O ser humano constrói significados para representar o que vê, ouve, sente e pensa, na sua relação com o mundo e com sua própria existência, por meio dos símbolos.

Com isso, cria linguagens, dentre elas, as linguagens artísticas.

No mundo contemporâneo, além dos códigos verbais, a presença das linguagens não verbais é maciça, invadindo cada vez mais o nosso cotidiano com outdoors, grafites, embalagens, jingles, fotos, quadrinhos, dentre outros.

Assim, dominar os códigos de leitura de cores, formas, sons, gestos, imagens, músicas, danças, representações cênicas, torna-se, atualmente, uma condição de inclusão social.

Desta forma, a função social do trabalho com a arte , com crianças, adolescentes e jovens é a compreensão das manifestações artísticas da cultura em que estão inseridos, pelo conhecimento dos códigos próprios de suas linguagens e de sua história, assim como pelo experimentar fazer arte, tornando-se também produtores, nessas diferentes linguagens e manifestações artísticas.

A arte contribui tanto para o desenvolvimento cognitivo como afetivo das crianças, dos adolescentes e jovens, colaborando na construção de valores essenciais à sua formação.

Por isso, é importante desenvolver experiências pedagógicas, em sala de aula e em outros ambientes educacionais, com as diferentes linguagens artísticas, no contexto da cultura popular brasileira e das outras culturas.

As experiências com arte, além de constituírem oportunidades de aprendizagem para crianças, adolescentes e jovens, constituem também oportunidades de se conhecerem melhor, descobrindo em si, possibilidades de expressão antes desconhecidas.

Fontes de Referência

Oficina “Qual é o seu talento?” do Projeto Conviver, do Instituto Nair Valadares. Goiânia. ONG semifinalista do Prêmio Itaú-Unicef de 2011. Contato: www.inav.org.br / instituto-inav@uol.com.br/  (61) 3333-1552/ 3434 5515/ Karla Valadares de Castro.

Guerra, Maria Terezinha Telles. ARTE: sequência de atividades, 6º ao 9º ano: ensino fundamental. Estudar pra valer! leitura e produção de textos nas áreas do conhecimento.  São Paulo: CENPEC; 2011.

 

Participe

Eu fiz assim…

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