Educação&Participação

Projeto de implementação de espaços de cultura, no território, pelos adolescentes e jovens.

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  • O que éO que é

    Projeto de implementação de espaços de cultura, no território, pelos adolescentes e jovens.

  • PúblicoPúblico

    Adolescentes e jovens.

  • MateriaisMateriais

    Folhas de papel pardo, pincéis atômicos, máquinas de fotografar e/ou de filmar ou celulares com esses recursos.

  • EspaçoEspaço

    Sala de atividades e quintais das casas.

  • DuraçãoDuração

    Três encontros de 1h30min aproximadamente.

  • FinalidadeFinalidade

    Valorizar, afirmar e fortalecer vínculos comunitários.

  • ExpectativaExpectativa

    Desenvolver habilidades de comunicação, colaboração coletiva, produção e gestão cultural.

Na prática

cultura

1º encontro: Proposição do projeto

Converse com os adolescentes e jovens sobre os espaços de lazer que freqüentam no território, o que fazem lá, se circulam por outros espaços mais distantes e quais são eles, se vão ao cinema, ao teatro, a apresentações de música e onde. O que eles mais gostam de fazer? Onde ocorrem estes eventos que freqüentam?

Pergunte se acham interessante fazer uma experiência, por um tempo determinado, dois meses, por exemplo, em que eles próprios desenvolvam, em alguns lugares na comunidade, ações que promovam convivência, lazer e aprendizagens para adolescentes, jovens e também adultos. Seriam ações culturais, semanais ou quinzenais, como um festival de música, oficinas de fotografia, de artesanato, peças teatrais, apresentação de danças típicas , saraus.

Como?

Com a ajuda de todos, com o uso dos espaços existentes nas próprias casas dos moradores e com a habilidade e a boa vontade de pessoas talentosas da comunidade, como artistas, poetas, repentistas, cozinheiros, doceiros, enfim, quem têm coisas interessantes para ensinar e ou apresentar para os demais. Juntos, artistas e estudantes poderiam montar saraus, noites culturais, musicais, desenvolvendo parcerias, nas quais eles também pudessem se expressar pela música, pelo teatro, pela dança, pela poesia, enfim, pelas diversas linguagens artísticas. Com isso, ganhariam alguns finais de semana alegres e muito gostosos.

Pergunte se gostariam de elaborar e desenvolver um projeto assim. Considere que um projeto exige planejamento, gestão e dedicação e que uma ação dessa natureza precisa, para começar, de autorização da instituição e das famílias. Para isso, produza com eles, neste encontro, uma carta de solicitação de autorização à gestão da instituição e às famílias, explicitando os motivos e os benefícios que todos terão com a iniciativa.

2º encontro: À procura de artistas e quintais.

Resolvidas as autorizações, é necessário fazer um levantamento dos talentos existentes no território e dos espaços potenciais a serem disponibilizados pelos moradores.

Divida os jovens em dois grupos; cada grupo ficará com uma dessas tarefas para fazer propostas ao coletivo. Assim, um deles organizará uma relação com os nomes das pessoas que conhecem, seus talentos específicos e quem, da turma, pode fazer o contato. O outro organizará uma relação dos espaços possíveis, começando pelas moradias da própria turma e dos demais moradores, também indicando quem poderá fazer o contato.
Como a experiência terá a duração de dois meses e considerando-se que os eventos serão quinzenais, precisarão de 4 nomes e de 4 espaços compatíveis com o que for apresentado. Mas, é importante ter mais opções para recorrer, caso seja necessário.

Depois de aproximadamente 45 minutos, abra a roda para os grupos socializarem as propostas; o outro grupo pode opinar aprovando, complementando informações ou argumentando contra a indicação.

Fechado o acordo sobre pessoas e lugares, cabe ainda neste encontro combinar como farão os convites e as solicitações aos moradores. Proponha que formem comissões para visitá-los, combinem data e hora por telefone e que, no dia, levem junto uma carta, com o aval da instituição, que pode ser uma adaptação das cartas anteriormente escritas. Durante a visita, deverão perguntar a disponibilidade das datas, de finais de semana, com que poderão contar com as pessoas e com os lugares, assim como do número de horas e, no caso de realização de oficinas, os materiais que os participantes precisarão providenciar, como ingredientes para fazer uma comida ou doce ou retalhos para fazer uma colcha.

E se?

Se houver a possibilidade de alguma casa comercial promover o evento, com a disponibilização dos materiais e/ou um lanchinho, será ótimo!

3º encontro: Organizando a agenda cultural

Este encontro será destinado à organização da agenda cultural e dos eventos. De posse das informações, cabe conjugar pessoas e espaços numa agenda, na qual eles se insiram, de acordo com as preferências, para participarem com os oficineiros ou apresentadores. Para uma boa participação, será importante marcar alguns encontros na instituição, com os convidados, para fazerem rodas de criação e de experimentação artística, com ensaios sobre o que vão apresentar.

A agenda deverá ser divulgada para o pessoal da instituição e da comunidade próxima, por meio digital, via site da instituição, se houver, e de cartazes distribuídos na região. Peçam a ajuda dos professores de Educação Artística e dos de Língua Portuguesa e de Informática para que tanto os cartazes quanto os convites digitais fiquem esteticamente bonitos e corretos.  Contatem as instituições mais próximas para fazer a divulgação com os cartazes. E…lembrem-se de fotografar ou filmar os eventos!


Hora de avaliar

Depois de realizado o primeiro evento, avalie os pontos fortes e os frágeis, com os adolescentes e jovens, para que possam corrigir eventuais falhas para os próximos, assim como reforçar o que foi positivo, no já realizado. Isto deverá se repetir a cada evento.

Após o quarto encontro, é hora de avaliar o projeto como um todo, de fazer um balanço dos ganhos obtidos com a oficina dos quintais culturais. A avaliação poderá ser feita num dos quintais utilizados para o evento ou na sala de atividades da instituição. Os jovens farão uma reflexão e um depoimento sobre as aprendizagens que desenvolveram no processo, tanto no papel de gestores da agenda cultural como no de co- apresentadores ou co-oficineiros.

É importante, nesse momento, explicitar para eles a relação dialética estabelecida com o território, lugar das vivências cotidianas, que nos constitui e o qual também constituímos, pela nossa omissão ou pela nossa intervenção. O lugar em que vivemos tem belezas, limites, problemas e possibilidades que precisam ser descobertos e apreendidos por nós, para que possamos fazê-lo cada dia melhor.

Para ampliar

O que mais pode ser feito?

Os quintais de cultura provisórios poderão se tornar perenes no território, oferecendo sistematicamente noites culturais para a sua juventude. Para isso será necessário patrocínio, investimento financeiro.

Os jovens, apoiados pelos educadores sociais, professores, artistas e artesãos poderão pleitear que os quintais se transformem em pontos de cultura, financiados pelo Ministério da Cultura ou pleitear algum recurso da Secretaria de Cultura, do estado ou do município, em que estão instalados.

Além disso, há a possibilidade de alguma empresa desejar investir em ações dessa natureza para promover seus produtos ou mesmo a região. Vale a pena insistir!
Saiba mais

Na sociedade contemporânea, marcada pela tecnologia e pela informação, para que o jovem se insira adequadamente no mundo adulto e no mundo do trabalho, precisa ter concluída a escolaridade básica e desenvolvido habilidades no plano da sociabilidade, da ampliação de seu repertório cultural, de participação na vida pública, da fluência comunicativa e do domínio de outras linguagens, de forma a se sentir competente para acessar os bens culturais disponíveis, o mercado de trabalho e obter ganhos de pertencimento e reconhecimento de sua cidadania.

Para que possamos ajudá-los nessas conquistas, temos que ter como eixo de nosso trabalho, nas escolas e nas ONGs, o desenvolvimento do protagonismo juvenil, o que implica criar espaços de reflexão, de discussão e de participação para que pratiquem a crítica, a argumentação e desenhem e concretizem, coletivamente, pequenas intervenções culturais e educacionais na comunidade.

Mobilizar os jovens para discutir e ampliar as respectivas leituras de mundo, confrontando e partilhando visões, necessidades, sonhos e propostas de ação, em relação à sua vida e à vida de sua comunidade, constitui exercício que ajuda na aprendizagem de elaboração de projetos, aprendizagem essa fundamental para a conquista de sua autonomia e para ir em busca do que deseja para a sua vida.

Todo cidadão, independentemente de sua idade, pode contribuir para a melhoria do território onde vive; para isso é preciso conhecê-lo e imaginar como gostaria que fosse. O que leva o sonho à realidade são ações concretas que, devidamente organizadas no tempo e no espaço, conduzem às mudanças desejadas. De acordo com o que se pretende e com a governabilidade que se tem, as ações realizadas podem assumir diferentes dimensões, desde pequenas intervenções realizadas em curto período de tempo, até um projeto estruturado e institucionalizado.

De qualquer forma, qualquer que seja a sua extensão, a ação deve ser coletiva. Trocar ideias, opiniões, negociar, flexibilizar, buscar informações sobre a realidade e compará-las com outras realidades, contribui para fortalecer os vínculos de confiança do grupo e a ação ser bem sucedida. O comprometimento coletivo aumenta significativamente as chances de sucesso de uma intervenção comunitária. 

Fonte de Referência

Projeto Rios de Encontro da Associação dos Artistas Plásticos de Marabá – Galpão de Artes de Marabá-GAM. Marabá, Pará. ONG vencedora nacional do Prêmio Itaú-Unicef de 2011.

Contatos: Dan ou Manuela Souza. Fones (94) 3321-2355 / 3321-1360. Emails:manosouza@gmail.comriosdeencontro@gmail.com.

Gostou?

Acesse também a oficina “Um cineclube para a comunidade”, deste banco.

 

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Total de 1 comentário(s)

  •    Regina Célia Menezes  em 
         Educação&Participação respondeu em