Educação&Participação

Experiência de viver outras personagens que gostaríamos (ou não) de ser.

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  • O que éO que é

    Experiência de viver outras personagens que gostaríamos (ou não) de ser.

  • PúblicoPúblico

    Adolescentes.

  • MateriaisMateriais

    Revistas variadas, histórias em quadrinhos, gibis, folhas de cartolina coloridas e algumas caixas de papelão com tinta guache, pincéis, elásticos, linhas e lãs coloridas, cola, lantejoulas, elásticos, penachos, armações de óculos, chapéus, as músicas: “Noite dos Mascarados”, “Máscara Negra” e marchinhas diversas de carnaval.

  • EspaçoEspaço

    Em espaço livre.

  • DuraçãoDuração

    Um encontro de aproximadamente 90 min.

  • FinalidadeFinalidade

    Entrar em contato com os lados menos explícitos ou pouco conhecidos da personalidade humana.

  • ExpectativaExpectativa

    Entender que a arte possibilita conhecer mais de perto a condição humana.

Na prática

rostos-mascaras

 

Como desenvolver?

Use uma máscara para receber os adolescentes na roda. Escolha ou faça uma máscara bem bonita e atrativa. Deixe que eles manifestem sua surpresa e pergunte o que os surpreende ao verem você com uma máscara.

Pergunte se já usaram máscaras e em que situações; se conhecem personagens de histórias em quadrinhos ou de filmes que usam máscaras. Por que será que usam? Converse um pouco com eles sobre o uso da máscara, tão antigo como a própria história da humanidade, e como esse uso foi se transformando, ao longo do tempo.

Convide-os para uma viagem no tempo e fale sobre (mostrando também) os desenhos de homens com máscaras de animais nas cavernas antigas, que empoderavam seus usuários com a força dos animais representados; sobre o uso das máscaras no teatro grego e romano e sobre o carnaval de Veneza.

Máscaras do teatro grego

Teatro Grego

Máscaras venezianas

Máscaras de Veneza – Youtube

No mundo contemporâneo, embora não tão frequentes quanto na antiguidade, as máscaras continuam presentes em conjuntos de rock, nos teatros, nos bailes, nas festas populares, nas histórias em quadrinhos.c

No Brasil, temos um momento muito próprio do ano, no qual há uma verdadeira explosão de formas, cores, brilhos, materiais e significados alegóricos nesses enfeites que se colocam sobre o rosto. Pergunte que momento é esse. Muito provavelmente, eles reconhecerão que se trata do carnaval.

Proponha, então, a confecção de máscaras para um baile de mascarados. Distribua, pelo espaço, folhas de cartolina coloridas e algumas caixas de papelão contendo diferentes revistas e gibis, tinta guache, pincéis, elásticos, linhas e lã coloridas, cola, botões, lantejoulas, penachos, armações de óculos, chapéus e o que mais possa ajudar na referida confecção. Para estimular a criatividade, eles podem olhar os gibis, as revistas e retornar aos sites das máscaras. Estimule-os a usar os apetrechos das caixas para enfeitar as suas máscaras.

Uma vez terminada a confecção, dar-se-á início ao baile. Coloque a música “Noite dos Mascarados”, de Chico Buarque de Hollanda e convide-os a dançar, circulando pelo espaço, para que todos possam apreciar as máscaras dos colegas.

E se?

Se quiserem continuar o baile, coloque a música “Máscara Negra” composta para o carnaval de 1967 por Zé Keti e Hildebrando Pereira Matos e outras marchinhas de carnaval que fazem referência a personagens como o pierrô, a colombina e o arlequim como esta aqui ou mesmo o rock Pierrot, de Marcelo Camelo.

Hora de avaliar

Sentados em círculo, conversem sobre como foi “vestir a pele” do personagem sugerido pela máscara; que reações os outros personagens tiveram em relação ao seu personagem? O que isso desencadeou de sentimento em você? Peça a cada um para escolher o nome de uma música que mais expressa o personagem de sua máscara.

Para ampliar

O que mais pode ser feito?

Os adolescentes poderão fazer uma pesquisa, aprofundando-se sobre o uso de máscaras pela humanidade, nos vários períodos históricos, com a orientação do professor de História e de Língua Portuguesa, entrando em contato com poemas e peças teatrais de outros tempos e escolhendo alguma(s) para encenar na ONG/escola e na comunidade.

Confeccionarão, para essa representação, máscaras em argila que serão pintadas e adornadas e poderão compor uma exposição aberta à comunidade.

Organizados em grupos, poderão monitorar, no decorrer da exposição, algumas oficinas com a comunidade.

Uma iniciativa interessante seria, com o auxílio dos educadores/professores, pleitear um ponto de cultura para a ONG/escola, desenvolver oficinas e fomentar atividades artístico-culturais com a população local.

Para saber mais

Máscara, no latim, é representada pela palavra persona, usada para definir as qualidades do ser representado. Assim, usar uma máscara implica assumir o que ela, simbolicamente, representa.

A máscara realiza a mediação entre o visível e o invisível, o natural e o sobrenatural, o mágico e o real, permitindo ao homem entrar em contato com outros modos de ser, ter controle sobre os fenômenos, superar suas limitações.

Com ela, adquire força, poder e beleza e sente-se autorizado, por não ser mais quem é, de verdade, a realizar ações que não pensaria em realizar na sua vida cotidiana, por serem passíveis de censura ou reprovação.

A utilização das máscaras pelo homem confunde-se com a própria história da humanidade. Homens do tempo das cavernas, tribos espalhadas pelos mais remotos cantos do mundo, povos do Oriente e do Ocidente usaram e usam máscaras.

Inicialmente, as máscaras estavam ligadas a uma função ritual, representando mitos, entidades espirituais e, segundo a crença, quem as usava adquiria o poder desses seres. Elas representavam deuses, animais, demônios, figuras simbólicas, aterrorizando ou trazendo a paz.

Assim, os homens cobriam o seu rosto com máscaras feitas com os mais diversos materiais, criando, a partir das cores e das formas delas, os mais diversos significados.

Os gregos introduziram as máscaras no teatro, anteriormente ao século VI a.C.(antes de Cristo). Mais tarde, foram os japoneses. Os habitantes da Tailândia, do Tibet e da Índia usavam máscaras para dançar, muito coloridas e decoradas.

É famoso o carnaval de Veneza, no qual, tradicionalmente, as máscaras eram extremamente luxuosas e requintadas. As máscaras de antigas tribos africanas, assim como as máscaras mortuárias egípcias são famosas pelo mistério que carregam, pelo seu aspecto sagrado e o fascínio que exercem sobre nós.

No Brasil, as tribos indígenas utilizavam e algumas ainda usam máscaras em seus rituais religiosos ou guerreiros, nas suas danças e pajelanças. Além disso, as máscaras são usadas ainda hoje pelas pessoas em festas folclóricas e, é claro, no carnaval, festa tradicional de nosso povo.

Fonte de referência:

ARTES Visuais e Cênicas [Maria Therezinha T. Guerra]. São Paulo: Cenpec; Febem-SP; SEE-SP, 2002. (Educação e Cidadania, 6).

Gostou?

Visite os sites: Histórias das Máscaras Venezianas e A Origem do Carnaval.

Obs: Os links informados na oficina foram visitados em 26 de outubro de 2015, às 12h.

Participe

Eu fiz assim…

 

Nesse espaço você pode postar suas impressões sobre o desenvolvimento das oficinas, dizendo-nos o que deu certo, o que precisou ser modificado, o que deu errado. Com isso, você nos ajuda a aperfeiçoar o banco, além de contribuir com sugestões para outros possíveis usuários.

Você pode participar de diferentes formas:

Envie um relato sobre a experiência em realizar esta oficina.
Escreva um texto relatando como foi o resultado, incluindo, se possível, imagens e vídeos, e mande para o e-mail  oficina@educacaoeparticipacao.org.br.

Nossa equipe vai analisar e seu relato pode ser publicado neste site.

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Total de 1 comentário(s)

  •    claudia cardinale cutrim da silva  em