Educação&Participação

Trabalho com a noção de identidade do grupo, a partir da observação das roupas.

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  • O que éO que é

    Trabalho com a noção de identidade do grupo, a partir da observação das roupas.

  • PúblicoPúblico

    Crianças, adolescentes e jovens.

  • MateriaisMateriais

    Papel sulfite, canetas hidrográficas, máquinas fotográficas, fotografias de revistas ilustrando pessoas e seus jeitos de se vestir, se possível, roupas variadas de diferentes estilos (mais ou menos formais, por exemplo).

  • EspaçoEspaço

    Sala ampla e um espaço aberto onde seja possível a movimentação do grupo.

  • DuraçãoDuração

    Duas sessões de 90 minutos cada.

  • FinalidadeFinalidade

    Discutir como a identidade dos grupos se constitui com base em elementos que permitem identificação mútua dos seus membros. Perceber a roupa como manifestação da identidade dos grupos.

Na prática

Como desenvolver?

Sessão 1

Há duas maneiras de começar essa oficina:

1. Com crianças até 12 anos, nem sempre é a própria criança que escolhe o que vestir. Então, você começa a conversa no grande grupo, propondo que os meninos e meninas circulem pela sala e observem-se uns aos outros, sobretudo as roupas que os colegas estão usando.

Depois dessa exploração e observação iniciais, você propõe uma conversa coletiva em que as crianças falam sobre o que observaram. Registre por escrito algumas dessas idéias e observações.

2. Com crianças maiores, adolescentes e jovens,  a conversa pode começar do mesmo modo, pela observação geral uns dos outros.

Em seguida, proponha que se formem duplas ou trios em que os meninos e meninas se associem por estarem usando algo que considerem “parecido” ou “semelhante”.

Em cada dupla ou trio, os meninos e meninas devem-se observar atentamente e conversar a respeito do que percebem, falando das semelhanças e diferenças no modo de se vestir, a partir de algumas questões como:

Do que gosta em sua própria roupa e na dos colegas?

Do que não gosta em sua própria roupa e na dos colegas?

Se não usasse essa roupa hoje, que roupa usaria e por quê?

Essa conversa breve nas duplas ou trios continua no grupo grande e você registra por escrito as principais impressões dos jovens sobre suas próprias roupas.

Você deve considerar o fato, por exemplo, de que as crianças ou jovens utilizem uniforme. Nesse caso, para viabilizar a oficina, combine com o grupo que no dia das sessões da oficina se venha com roupas comuns e não com uniforme. Tanto num como noutro caso, depois da conversa, você fornece ao grupo papeis, lápis de cor e canetas coloridas e pede que cada um faça um desenho estilizado da roupa que está usando. Com esses desenhos, você formará dois painéis: o das “Roupas Masculinas” (juntando os desenhos dos meninos) e o das “Roupas Femininas” (juntando os desenhos das meninas).

Construídos os painéis, você lança as seguintes perguntas:

Entre os desenhos que fizemos, há mais semelhanças ou diferenças?

Por que será que é assim?

Um dos aspectos mais importantes que deve surgir nas respostas e conversas sobre os desenhos é o da semelhança entre as roupas usadas. Embora haja evidentemente diferenças, por certo haverá mais semelhanças do que diferenças nas roupas utilizadas pelos meninos e meninas do grupo.

Chegada a essa ideia, você pode problematizar: Por que será que, embora sejamos todos pessoas diferentes, nossas roupas são tão parecidas? O que será que nos faz vestir roupas tão parecidas?

Registre as impressões do grupo sobre isso e anuncie que na próxima sessão o grupo continuará conversando sobre as roupas.

Sessão 2

Prepare a sala com as fotografias obtidas em revistas ou jornais. Cole-as nas paredes, como se fossem cartazes ou uma exposição fotográfica. Cole também os desenhos produzidos pelos alunos na sessão anterior.

Se conseguir roupas variadas, pode pendurá-las em cabides, araras, varais ou, se possível, vestir manequins (reais ou improvisados) com elas.

Se preferir, pode solicitar previamente que os meninos e meninas tragam, com autorização dos responsáveis, roupas que encontrarem em casa, para que a exposição seja montada na sala por eles mesmo. Essa preparação da sala pode fazer parte da sessão ou acontecer antes dela.

E se?

Se roupas forem trazidas, a sessão pode se encerrar pela experimentação das roupas. Nesse momento, você pode colher depoimentos dos meninos e meninas sobre como eles se sentem usando aquela roupa e por quê. Fotografe o grupo para registro.

Com a sala montada, você orienta o grupo a observar as imagens (e as roupas, se houver), para perceber semelhanças e diferenças entre elas.

Em seguida, você provoca o grupo, perguntando quais roupas usariam, quais não usariam e por quê. Dessa conversa, podem surgir – conforme a faixa etária dos meninos e meninas – algumas idéias importantes sobre a função que as roupas têm como marca da identidade dos grupos. Registre essas ideias.

Pode ser curioso discutir com o grupo a produção de roupas a partir de materiais não convencionais. Há, por exemplo, numerosos artistas e estilistas que produzem roupas a partir de materiais reciclados, como garrafas, pet, fitas cassete, etc. Veja vídeo na seção Para saber mais, logo abaixo.

Hora de avaliar

Com as crianças menores, solicite que imaginem como seriam as roupas que usarão no futuro e desenhem essas roupas. Um mural com esses desenhos poderá ser montado na sala. Ao analisar os desenhos, observe se eles reproduzem apenas roupas utilizadas atualmente por adultos ou se há formulações inéditas, não só nos modelos como nos materiais que eles imaginam que serão utilizados, além dos tecidos.

Com os maiores, terminada a sessão 2, proponha ao grupo que reflita sobre a vivência, com base nas seguintes questões:

  • As pessoas podem sempre se vestir da forma como quiserem ou não? Por que isso ocorre?
  • Por que as roupas e o jeito de se vestir das pessoas dos mesmos grupos sociais tendem a ser semelhantes?

Com base nessa conversa, você ajuda o grupo a redigir suas conclusões sobre a maneira de se vestir das pessoas.

Para ampliar

O que mais pode ser feito?

A comunidade poderá participar da montagem de uma exposição de roupas, sobretudo se houver, por exemplo, pessoas que saibam costurar ou produzir roupas e que possam ajudar nessa tarefa.

Nesse caso, num dia combinado, todos expõem as roupas encontradas e/ou confeccionadas, e a comunidade poderá ser convidada a conhecer o resultado do trabalho do grupo.

Veja o vídeo sobre artistas e estilistas que produzem roupas com base em materiais reciclados:

Na sessão 2 pode-se também convidar para uma conversa membros de grupos sociais que usam a roupa como forma de identificação, tais como membros de diferentes “tribos” urbanas.

Ou, ainda, pessoas cuja roupa é, além de um fator de identificação grupal, exigência profissional (profissionais da saúde, policiais, religiosos, etc.).

Para essas atividades, veja sugestões na oficina “Entrevista com o esportista”.

Outra possibilidade é programar uma excursão a um “mercado de pulgas”, sobretudo se você estiver numa grande cidade como São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Porto Alegre ou Manaus.

Se a discussão se encaminhar para o tema da moda, é possível recorrer a registros visuais, como livros de fotografias, revistas antigas, filmes de época, etc., os quais tenham apelo para o universo das crianças e jovens e centrem-se na questão das roupas ou da indumentária.

Questões como inclusão/exclusão, aceitação, pertencimento, identificação, entre outras, são abordadas pelo viés da roupa.

Gostou?

Na Internet, sites voltados para o universo adolescente e jovem sempre trazem indicações sobre a moda e seu poder de funcionar como elemento de coesão dos grupos.

Participe

Eu fiz assim…

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Total de 1 comentário(s)

  •    olidio ribeiro da silva neto  em 
         Educação&Participação respondeu em