Educação&Participação

Explora a percepção de possíveis sintomas de doença e algumas maneiras de detectá-los.

Início

  • O que éO que é

    Explora a percepção de possíveis sintomas de doença e algumas maneiras de detectá-los.

  • PúblicoPúblico

    Crianças.

  • MateriaisMateriais

    Flip chart e pincel atômico para as anotações, um termômetro.

  • EspaçoEspaço

    Sala ampla.

  • DuraçãoDuração

    Uma sessão de 90 minutos.

  • FinalidadeFinalidade

    Desenvolver a atenção para o cuidado de si e para o outro.

Na prática

Como desenvolver

O momento mais adequado para se fazer essa oficina é quando uma das crianças da sua turma retornar após um período de convalescença.  Esse fato desencadeará a conversa inicial que abre a sessão.

Assim que a criança retornar, você, sabendo o que lhe acometeu, fará notar aos demais o retorno do(a) colega. Pode iniciar a conversa perguntando direta e simplesmente o motivo da ausência. Para tanto, uma vez que todos estejam reunidos na sala,  comece a conversa de forma direta (não faça rodeios, nem procure apresentar o assunto do dia, mesmo que isso faça parte da rotina), com um comentário do tipo: “Vejam só quem veio hoje! Fazia dois dias que você não vinha. O que aconteceu, Fulano?” Dê a palavra à criança que retornou e deixe-a falar livremente.

E se?

Fique atento ao tipo de doença que a criança teve. Algumas doenças (como diarréia ou pertubações gastrintestinais) podem representar constrangimento para a criança que foi acometida por elas; outras, como resfriados ou gripes, são menos constrangedoras. Antes de fazer essa abordagem, certifique – se de que a criança não ficará incomodada quando for questionada sobre o que teve. Você, conhecendo sua turma, saberá identificar a criança mais aberta a esse tipo de abordagem – há crianças mais tímidas, por exemplo, que não se sentiriam à vontade para falarem sobre si mesmas. Outras, mais expansivas, não se importariam em falar livremente sobre o que tiveram.

Peça também autorização aos pais ou responsáveis para falar sobre a doença da criança, explicando-lhes que essa será uma boa ocasião para auxiliar os seus colegas e a própria criança a aprenderem sobre as doenças e seus sintomas.

É muito provável que ela explique o que teve e, caso não faça isso, você conduz a conversa com perguntas (“Como foi que o problema começou?”, “O que você sentiu?”, “Quando foi que começou a melhorar?”, etc.

 

), de modo a propiciar a explicação. Nessa conversa, envolva os outros meninos e meninas, perguntando se algum deles já teve também a mesma doença. Pergunte o que sentiram, como foi a recuperação, etc. Se quiser, registre essa conversa, porque certamente alguns dos sintomas ou sinais da doença vão surgir.

Em seguida, encaminhe o assunto para outras doenças que as crianças já tiveram, investigando rapidamente o que sentiram. Não faça deste momento uma conversa muito longa, procure apenas ir descobrindo os sintomas e anote-os no quadro ou num cartaz. Terminada essa breve introdução, você pode sublinhar a palavra “febre” (ou outras que tenham surgido com certa freqüência durante a conversa, como dor, mal-estar, sonolência, fraqueza).

Assim fazendo, você focaliza a atenção das crianças sobre um só dos sintomas comuns listados. Sendo a febre, você devolve então a pergunta: “Alguém sabe o que é a febre e por que ela ocorre?” Registre todas as hipóteses levantadas. Continue a conversa: “Como é que você sabe se está com febre ou não?” – Neste momento, as crianças passarão a falar sobre os indícios da febre: o corpo quente, as mãos e pés frios, suores, tremedeira ou calafrios, etc. Alguns poderão falar algo como: “É a minha mãe que sabe”. Aí você devolve a pergunta: “E como é que ela faz?” Não deixe de ir registrando tudo.

É muito provável que alguém fale de termômetro. Caso isso ocorra, aproveite esse momento e mostre para todos um termômetro. Convide-os a se aproximarem de você e olharem o instrumento na sua mão. É possível que na casa de alguns exista esse instrumento e elas já conheçam. Outros podem nunca ter visto.

Deixe que vejam o termômetro. Com crianças maiores, você pode permitir que peguem cuidadosamente o instrumento e o manuseiem. Diga-lhes que é preciso cuidado ao manusear o termômetro, porque ele é um instrumento delicado que se quebra facilmente.

Explique que  em alguns tipos pode haver uma substância química perigosa chamada mercúrio, que é liberada se o termômetro quebra. Mostre-a, caso se trate de um termômetro de mercúrio. Após o manuseio, você diz para que serve o termômetro (medir a temperatura do corpo) e, se houver alguma criança que não saiba o que é a temperatura, você pode pedir que outras expliquem, concluindo por meio de analogias sobre coisas “quentes” e “frias”.

Retome a ideia de febre e diga que quando uma pessoa está doente é comum que a temperatura do corpo aumente: isso é a febre. Termine a conversa tirando a temperatura de todas as crianças da turma e construindo uma tabela com o nome da criança e a temperatura medida com o auxílio do termômetro: melhor do que ficar explicando como se usa um termômetro é a demonstração e experimentação.

Hora de avaliar

Para avaliar e finalizar os trabalhos, você retoma as anotações feitas e verifica se as crianças são capazes de relacionar a idéia de febre com os sintomas das doenças listadas. Conclua os trabalhos explicando que, ao se suspeitar que haja alguém com sintomas de alguma doença ou febre, isso precisa ser comunicado o mais rápido possível a um adulto. E que, sempre que necessário, o termômetro poderá ser utilizado.

Para ampliar

O que mais pode ser feito?

Os sintomas das doenças mais comuns poderão ser pesquisados ou listados e, com esses dados, as crianças poderão construir pequenos cartazes.

Você pode convidar um profissional de saúde da comunidade para falar sobre as doenças listadas e todo mundo poderá lhe fazer perguntas.

Será possível também agendar uma excursão a um posto de saúde da comunidade: combine com um assistente social essa visita, de modo que as crianças possam descobrir quando ir ao posto e o que fazer em caso de suspeita de algum problema de saúde.

Será interessante se, nesse momento, outras pessoas da comunidade (pais, responsáveis pelas crianças) puderem acompanhá-las.

Gostou?

Veja a oficina “As vacinas e a prevenção de doenças infecto-contagiosas”, que pode complementar o trabalho sugerido aqui.

 

 

Participe

Eu fiz assim…

Você já realizou esta oficina?
Nos comentários abaixo, conte para nós: o que deu certo? O que precisou ser modificado? O que foi ampliado? Ajude a plataforma a aprimorar o Banco de Oficinas!

Faça um comentário!

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Total de 0 comentário(s)