Educação&Participação

Montagem de um teatro de sombras.

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  • O que éO que é

    Montagem de um teatro de sombras.

  • PúblicoPúblico

    Crianças, adolescentes e jovens.

  • MateriaisMateriais

    Caixa de papelão, cartolina preta, papel manteiga, tiras de papel de presente, tesoura sem ponta, palitos de churrasco, lápis, canetas e borracha, fita crepe ou adesiva.

  • EspaçoEspaço

    Na sala de atividades.

  • DuraçãoDuração

    Um encontro de aproximadamente 1h30min.

  • FinalidadeFinalidade

    Criar novas possibilidades de expressão e de fruição estética.

  • ExpectativaExpectativa

    Desenvolver a expressão corporal; ampliar repertório sobre a linguagem teatral; aprender a montar cenas com luz e sombras.

Na prática

sombras

Como desenvolver?

Monte um cenário para receber sua turma nesse dia.

Feche as cortinas da janela e estenda um varal de barbante, num canto da sala, com um lençol branco e um abajur aceso, por trás.

Invente um personagem, caracterize-se como ele e, atrás do lençol, vá conversando com quem for entrando na sala, fazendo movimentos com os braços, pernas, dedos, rosto, com o corpo todo e convide-os a se sentarem para ouvir uma pequena história inventada.

Saia de trás da cortina e pergunte se sabem o que viram: um teatro de sombras. Conhecem? O que já viram ou vivenciaram sobre isso? Sabem de sua origem? Querem conhecer?

Projete para eles o vídeo abaixo, que conta uma bonita lenda oriental sobre a origem do teatro de sombras.

Após assistirem ao vídeo, convide-os, inicialmente a fazerem sombras, com formas animadas, com as mãos, imitando animais, com movimentos simples, como sugere o site Formas Animadas.

Depois que se divertirem bastante, dê continuidade à oficina, para a qual apresentamos dois caminhos a seguir: o primeiro dirigido para crianças e o segundo para adolescentes ou jovens.


Para crianças:

Para os pequenos, depois de fazerem sombras com as mãos, ajude-os a construir, em grupos, um palco com caixa de papelão, conforme o passo a passo que o grupo “Ópera na Mala”. Veja abaixo.

Para isso, os grupos deverão ser de, no máximo, quatro pessoas, para que todos possam participar.

Depois de confeccionada a caixa, oriente que cada grupo escolha uma história que conhece para representar.

A seguir, eles criarão os personagens, darão forma a eles, sempre com a sua ajuda, e ensaiarão a encenação. Depois de um tempo combinado, de aproximadamente 50 min, cada grupo apresentará a sua história para o coletivo.

E se?

Se não conseguirem chegar a um consenso sobre a história a ser encenada, converse com o grupo e proponha que as histórias que estão gerando a divergência, poderão todas ser encenadas, se não nesse dia, em outros, devidamente programados.

Para adolescentes e jovens:

Com a turma de adolescentes ou jovens, depois de se divertirem fazendo sombras com as mãos, projete outros vídeos, com diferentes possibilidades de exploração desse tipo de teatro, para que assistam, comentem e tenham ideias para montar a sua própria encenação.

O primeiro vídeo refere-se à apresentação de um grupo dedicado a esse tipo de teatro, o grupo Pilobolus Dance Theatre (companhia americana criada em 1971 e que utiliza o corpo humano como meio de expressão).

Em 2011, a Companhia esteve em turnê pelo Brasil e apresentou-se em cinco capitais brasileiras. Já o segundo vídeo mostra o grupo brasileiro Caldeirão – Teatro de sombras de Ofélia, dando uma entrevista na TV Cultura e contando sobre os bastidores das representações.

Projete também alguns trechos do vídeo de apresentação de um grupo de adolescentes e de jovens do ensino médio, da cidade de Lençóis Paulista, que fica no interior do estado de São Paulo. Assim, eles poderão tanto ter a visão da interpretação de artistas profissionais, como da utilização dessa linguagem artística, por adolescentes e jovens como eles.

Vídeo grupo Pilobolus  (1min4s)

Vídeo grupo Caldeirão (7min5s)

Vídeo grupo de jovens de Lençóis (14min29s)

Após a projeção dos vídeos, oriente para que formem grupos, escolham um tema e montem uma coreografia para ser dançada pelas sombras e apresentada para os colegas.

Hora de avaliar

Após a apresentação dos grupos, sentados em círculo, conversem sobre o processo e o produto do trabalho que fizeram. Questione as diferenças existentes entre uma encenação normal e a de sombras. Quais as sensações que esta última produz? Aproveite para discutir as estratégias utilizadas e os “truques” empregados para produzir determinada imagem. Aproveite para comentar com eles que, muitas vezes, na vida real, conhecemos os acontecimentos só pela sua sombra, ou seja, o que aparentemente parece que é, pelas formas com que se apresentam, pode, na verdade, não ser.

Para ampliar

O que mais pode ser feito?

Com a ajuda de professores de Educação Artística, da escola e da ONG, os adolescentes e jovens poderão organizar um grupo de teatro amador na comunidade, que poderá acolher outros jovens, de outras escolas e instituições, que tenham interesse em se desenvolver nessa área.

O intercâmbio e a proximidade entre este grupo e outros mais experientes, da cidade ou da região, deverão ser incentivados, pois contribuirão para o amadurecimento pessoal e a ampliação do repertório cultural dos adolescentes e jovens.

Para saber mais.

O teatro de sombras é uma arte milenar do oriente. Constitui uma linguagem do teatro de animação, como o teatro de marionetes, de bonecos e de máscaras.

Suas técnicas são relativamente simples: através de uma tela branca, onde um foco de luz se acende, sombras de silhuetas de figuras humanas, animais ou objetos, ao vivo ou recortadas em papel, são projetadas, remetendo o espectador a um mundo de fantasia.

Sua origem é muito antiga. Diz-se que, desde o período da pré-história, os homens já se encantavam com suas sombras, movendo-se nas paredes das cavernas, e mães teriam desenvolvido o teatro de dedos, projetando sombras diversas com as mãos, para distrair seus filhos.

O teatro de sombras chinês, muito antigo, teve seu início no período do imperador Wu-ti (140-87 a.C.), um amante das artes.

Há uma lenda chinesa que conta como tudo começou. A morte da principal bailarina do reino deixou o imperador Wu-ti desesperado. Foi quando ele chamou o mago do reino e lhe deu a ordem de trazê-la de volta do “reino das sombras” ou, então, seria decapitado.

O mago pensou muito e, com imaginação e habilidade, esculpiu a silhueta da bailarina em uma escama de peixe, projetando-a contra o sol, por trás de uma cortina, bem no centro do pátio do palácio. Foi um sucesso!
Todos se surpreenderam! O imperador ficou feliz e o mago continuou vivo.

O teatro de sombras chinês tinha como tema a vida cotidiana, trazendo os seus acontecimentos para a encenação e reforçando valores como amizade, solidariedade, respeito à autoridade e à natureza.

Não se tem ao certo quando o teatro de sombras foi introduzido na Europa, mas sabe-se que no século XVIII, na Itália, alguns padres católicos o utilizaram como recursos para a educação religiosa.

Na França, na cidade de Paris, entre 1774 e 1859, havia um teatro especializado em teatro de sombras, chamado “Sombras Chinesas”. O teatro de sombras foi considerado precursor do cinema de animação e inspiração para a invenção das máquinas fotográficas e projetores.

Assumiu diferentes feições, de acordo com a cultura da região em que foi produzido.

No ocidente, por exemplo, ele é trabalhado mais como espetáculo do que como um ritual propriamente dito, como acontece no oriente.

No Brasil, ainda é uma linguagem artística pouco difundida, mas cada vez mais utilizada. Alguns grupos teatrais se destacam como o da Cia. Luzes e Lendas de São Paulo, o de Marcello Santos da Cia. Karagöz K de Curitiba, o do Teatro Lumbra, do Rio Grande do Sul, e o da Cia Teatral Caldeirão

Fonte de Referência:

Oficinas Artísticas de Kênia Melo Rocha – disponíveis neste blog e neste site.

Gostou?

Veja a oficina “Improvisando cenas”, deste banco.

Obs: Os links informados na oficina foram visitado em 08 de setembro de 2015, às 14h30min.

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Total de 10 comentário(s)

  •    Clara mestrinari  em 
  •    Dayane  em 
  •    Rossana Alves de Medeiros  em 
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