Educação&Participação

Criação de uma pequena peça teatral com base em pinturas clássicas.

Início

  • O que éO que é

    Criação de uma pequena peça teatral com base em pinturas clássicas.

  • PúblicoPúblico

    Adolescentes e jovens.

  • MateriaisMateriais

    Reproduções de algumas obras de arte, baú com adereços para teatro (lençóis, panos coloridos, chapéus, bengalas, roupas diversas, guarda-chuvas etc.).

  • EspaçoEspaço

    Qualquer espaço silencioso e reservado.

  • DuraçãoDuração

    Um encontro de aproximadamente 1h30min.

  • FinalidadeFinalidade

    Apropriar-se de diferentes linguagens artísticas; interagir com obras de pintores consagrados.

  • ExpectativaExpectativa

    Exercitar a linguagem cênica e a criação coletiva; desenvolver procedimentos adequados ao trabalho em equipe.

Na prática

Como desenvolver?

Leve para o espaço da oficina várias reproduções de obras de arte visual, de pintores consagrados, a fim de mostrá-las aos adolescentes e jovens.

Algumas sugestões: Candido Portinari e Belmiro de Almeida (brasileiros); Auguste Renoir (francês);Van Gogh(Holandês); Edvard Munch (norueguês); Edward Hopper (norte-americano); Pablo Picasso (espanhol).

Organize o espaço, dispondo as reproduções de uma forma agradável, de fácil acesso, para que, num primeiro momento, eles possam usufruir das emoções provocadas pelas pinturas.

A seguir, proponha que se reúnam numa roda e comentem suas impressões sobre as pinturas observadas: quais chamaram sua atenção e por quê, que temática elas expressam, de quais gostaram mais. Conheciam essas pinturas? E os artistas?

Fale um pouco sobre os autores das pinturas expostas, como o período artístico e o contexto histórico a que pertenceram. No caso das obras indicadas para a oficina, você encontrará informações sobre os autores nos seguintes sites:

 Projeto Portinari

 Enciclopédia Itaú Cultural

 Wikipédia

 Uol Folhaonline

 Wikipédia

 Uol Folhaonline

Diga que a proposta da oficina é que, em grupos, eles escolham uma dessas reproduções para, com base nela, criar e apresentar três cenas que poderiam ter se originado dela ou culminado nela. São apenas cenas, sem palavras. Dessa forma, os adolescentes e jovens mais inibidos não se sentirão constrangidos ao participar.

E se?
Se você precisar de ajuda para encontrar as reproduções, peça ao responsável pela biblioteca da instituição, ou então projete para eles alguns sites que contenham essas imagens.

As reproduções escolhidas poderão ter personagens ou não. Deixe-os livres para criar: eles sempre surpreendem!

Acompanhe o trabalho dos grupos, atendendo-os, orientando-os, instigando-os, verificando se necessitam de sua ajuda, de material etc. Dê-lhes aproximadamente 30 minutos para comporem uma história, montarem as cenas e ensaiarem.

Findo esse tempo, abra para as apresentações. Cada grupo que for se apresentar deve mostrar, antes, a pintura escolhida. Oriente-os para que procedam à leitura da obra cênica, focalizando a relação entre a imagem, ponto de partida, e as cenas criadas.

Combine com eles que, após a apresentação e os aplausos, quem vai falar primeiro será sempre a plateia, que fará sua leitura crítica, oferecerá contribuições e poderá fazer perguntas aos atores. Depois a palavra será destes, que falarão sobre o desenvolvimento de seu trabalho, seus avanços, dificuldades e responderão às perguntas dos colegas e do professor. Convém ressaltar novamente a importância da colaboração e da crítica construtiva. Relembre também que teatro não é adivinhação e que na leitura interpretativa não existe certo ou errado.

 

Hora de avaliar

Depois que todos os grupos se apresentarem, faça uma avaliação geral das atividades desenvolvidas na oficina.

Pergunte sobre as sensações que tiveram ao observar as pinturas, os sentimentos e histórias que elas evocaram, se gostaram das cenas que produziram, que mudanças ocorreram nesse processo.

É importante que se manifestem sobre como o grupo chegou à decisão da pintura escolhida, da história apresentada e das cenas representadas.

Estimule-os a expressar também as interpretações individuais que ocorreram nos grupos, como elas foram negociadas para chegarem à proposta coletiva e os níveis de tolerância observados.

Para ampliar

O que mais pode ser feito?

Os estudantes poderão organizar uma tarde de exposição das obras dos pintores trabalhados, para os colegas da ONG/escola e/ou comunidade, com reproduções encontradas em livros e revistas. Na ocasião, poderão apresentar o contexto socioeconômico e cultural em que foram produzidas essas obras  e apresentar também  as cenas criadas por eles, na oficina, com as respectivas obras inspiradoras .

Para saber mais

Os atores utilizam muito o jogo, a improvisação como formas de apropriação do fazer teatral, para a construção de personagens, para o emprego do corpo e da voz, como recursos expressivos, para exercitar a ocupação do espaço cênico, o foco e a concentração, como aquecimento e integração com a equipe etc.

Alguns encenadores chamam esses exercícios de “laboratório”, pois não deixam de ser experimentações; muitas vezes são feitas dezenas, centenas de tentativas até se chegar à personagem, à cena desejada…

O teatro para os jovens possibilita, além do conhecimento específico dessa linguagem, um verdadeiro trabalho em grupo e, com isso, melhor capacidade de socialização, de entender o outro, de compartilhar ideias, tempo e espaço, de dialogar, argumentar, negociar, tolerar, respeitar, observar regras, solidarizar-se, comprometer-se, conviver com semelhanças e diferenças.

Interpretando as mais diversas personagens, o aluno poderá ver a vida sob múltiplos pontos de vista, colocar-se na situação do outro, viver situações reais e fictícias, correr riscos, expor-se, buscar soluções, pensar a própria existência e a de tantos outros seres humanos que experienciaram ou sonharam, para si ou para a humanidade, diferentes histórias de vida.

O teatro pode agregar em sua produção diferentes linguagens artísticas: artes visuais, música e dança em suas mais diversas modalidades.

Assim como todas as linguagens da arte, o teatro instiga e possibilita a reflexão sobre os conflitos, medos e angústias da vida contemporânea. É possível, por meio das artes cênicas, não apenas mostrar problemas como as drogas, a violência, a gravidez precoce, o desemprego etc., como também refletir sobre eles.

 

Fonte de Referência

GUERRA, Maria Terezinha Telles. Arte: sequência de atividades, 6º ao 9º ano – Ensino Fundamental. Estudar pra valer: leitura e produção de textos nas áreas do conhecimento. São Paulo: Cenpec, 2011.

 

Gostou?

Acesse também a oficina “Improvisando cenas”, deste banco.

 

Obs: Os links informados na oficina foram visitados em 15 de maio de 2015, às 16h30 min.

Participe

Eu fiz assim…

Você já realizou esta oficina?
Nos comentários abaixo, conte para nós: o que deu certo? O que precisou ser modificado? O que foi ampliado? Ajude a plataforma a aprimorar o Banco de Oficinas!

Faça um comentário!

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Total de 2 comentário(s)

  •    IONE SANTANA  em 
  •    Vera Matias  em 
         Educação&Participação respondeu em