Educação&Participação

Trabalho com a frequência e a repetição, as quais regem o calendário, por meio da criação de uma rotina de brincadeiras, com contação de histórias.

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  • O que éO que é

    Trabalho com a frequência e a repetição, as quais regem o calendário, por meio da criação de uma rotina de brincadeiras, com contação de histórias.

  • PúblicoPúblico

    Crianças.

  • MateriaisMateriais

    Cartazes com os calendários, materiais variados para a leitura das histórias e a realização das brincadeiras.

  • EspaçoEspaço

    Espaço aberto e amplo (como um pátio) e sala da organização ou escola.

  • DuraçãoDuração

    Sessões de 90 minutos.

  • FinalidadeFinalidade

    Desenvolver a noção de frequência e a de repetição, as quais regem o calendário, por meio da criação de uma rotina de brincadeiras com contação de histórias. Estimular a concentração e a atenção. Promover o respeito ao outro e a importância do trabalho coletivo.

Na prática

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Como desenvolver?

Ao entrar na escola ou começar a frequentar espaços públicos, as crianças se deparam com uma rotina que se desenvolve ao longo do ano: a realização das atividades que regem a vida escolar estão ligadas a datas (início e fim das aulas, férias, feriados, festas, eventos escolares e outros, de todo tipo).

Essas datas, por sua vez, são regidas pelo calendário. Mas nem sempre é fácil ajudar as crianças a entender como funciona, em linhas gerais, o calendário.

Na sua organização ou da escola você pode ajudar as crianças a entender como funciona o calendário e, principalmente, construir a noção de repetição e frequência. A oficina sugerida trabalha essas questões.

A primeira coisa a fazer é perguntar às crianças, no início do dia: “Que dia é hoje?”, e observar suas respostas, que podem ser precisas ou não. Acolha todas as respostas, permitindo que todos falem.

Em seguida, você afixa numa parede da sala uma tabela, confeccionada em cartolina ou no flip chart, imitando o mês do calendário, com espaços abaixo de cada dia para fazer anotações.
Diga às crianças que na tabela há os dias do mês e da semana. Sublinhe o dia com uma caneta colorida e, no espaço, você escreve quais atividades vai realizar no dia, ao mesmo tempo que fala em voz alta os nomes dessas atividades.

Essas atividades devem ser:
– A brincadeira do dia (você escreve o nome da brincadeira escolhida);
– A história do dia (você escreve o nome da história escolhida).
No mesmo dia da semana seguinte, retome a tabela, pergunte às crianças se elas se lembram daquela brincadeira e da história. Deixe-as falar livremente e, em seguida, repita o mesmo procedimento: pergunte o dia, anote-o na tabela, assim como as atividades do dia e execute-as.
Esse procedimento deve se repetir com a mesma frequência e, à medida que forem passando as semanas e os meses, você vai obter um registro dessa rotina, ao mesmo tempo em que terá construído o calendário com as crianças.
É importante não repetir a mesma brincadeira nem ler a mesma história para não comprometer a ideia de rotina e de frequência.

Hora de avaliar

Conforme for repetindo o procedimento, você irá percebendo, pelas respostas das crianças, se elas começam a se apropriar da noção de rotina e de frequência, associando o mesmo dia da semana à realização de determinadas atividades.
Ao mesmo tempo, devem começar a surgir na fala das crianças perguntas e questionamentos sobre quando será a próxima sessão de brincadeiras e de histórias. Quando você notar que os meninos e as meninas começam a prever quando essas sessões vão acontecer, por meio de falas espontâneas, então a ideia de frequência associada a uma rotina de atividade já terá sido incorporada.

Nesse momento, você retoma as tabelas com o registro dos meses, dos dias da semana e das atividades realizadas e pode explicar às crianças o significado do calendário (para que serve, como funciona, etc.), porque então elas já terão se apropriado de sua dinâmica e compreenderão o seu funcionamento mais facilmente.
Dependendo da faixa etária das crianças, isso pode levar mais ou menos tempo. Não tenha pressa.

Para ampliar

O que mais pode ser feito?

Você pode estabelecer, dentro do calendário, outras atividades rotineiras para desenvolver durante a semana de atividades.
Assim, o processo de apropriação do calendário e a percepção de que a cada dia há um conjunto de ações mais ou menos previsíveis a acontecer auxiliará as crianças a entrar em sintonia com as atividades planejadas por você.
Sobretudo para crianças pequenas, a rotina semanal pode ser de grande ajuda, pois estrutura suas ações em torno de atividades que se repetem, o que dá segurança para elas.

Gostou?

Procure a oficina “A leitura dos contos da tradição” se quiser aprofundar o trabalho com a leitura de histórias.

Essa oficina indica caminhos que podem ser utilizadas para você ajudar as crianças a desenvolver estratégias próprias de leitura.

Para saber mais

Clique nos links “Brincadeiras de tradição” e “Histórias da tradição” para você conhecer uma relação com doze brincadeiras e uma sugestão para trabalhar com as crianças a leitura das histórias.

*As histórias da tradição

Há um conjunto muito grande de histórias que constituem a tradição brasileira. Escritores como Clarice Lispector, Ana Maria Machado, Regina Machado, entre outros, publicaram versões dessas histórias em forma de contos para crianças.

Na internet encontram-se também inúmeros links com versões dessas histórias.

Você poderá simplesmente ler essas histórias com as crianças ou, se preferir conhecer uma estratégia de leitura e abordagem dessas histórias, veja a oficina “Leitura de contos da tradição.

 

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