Educação&Participação

Criação de um símbolo que caracterize o grupo.

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  • O que éO que é

    Criação de um símbolo que caracterize o grupo.

  • PúblicoPúblico

    Adolescentes e jovens.

  • MateriaisMateriais

    Revistas e/ou jornais, tesoura, cola, lápis, borracha, folhas de sulfite, lápis de cor, tinta guache, pincéis, barbante, pregadores, recortes de símbolos que representam produtos, instituições, times de futebol, bandas de música etc.

  • EspaçoEspaço

    Na sala de atividades ou no pátio.

  • DuraçãoDuração

    Um encontro de aproximadamente 1h30m.

  • FinalidadeFinalidade

    Fortalecer os vínculos de identificação entre os componentes do grupo.

  • ExpectativaExpectativa

    Aprender a investigar o perfil de um grupo, pela identificação dos pontos em comum, entre os participantes; negociar interesses para participar de atividades coletivas.

Na prática

amizade

Como desenvolver?

Para esta oficina, selecione várias marcas de produtos de consumo cotidiano; selecione também logotipos de instituições, de sites, de partidos políticos e, particularmente, de bandas de música e ainda traga vários distintivos de times de futebol (nacionais e internacionais), encontrados em revistas e jornais.

Comece a conversa do dia levantando, com os adolescentes e jovens, o que conhecem dos símbolos que circulam pelos meios de comunicação, para fazer propaganda de produtos ou para identificar rapidamente empresas, grupos, agremiações, partidos políticos, instituições.

Como num jogo, mostre as gravuras que trouxe, uma a uma, e peça que as identifiquem, deixando que manifestem suas emoções.  Faça aproximadamente de 8 a 12 rodadas, dependendo do entusiasmo levantado com os símbolos expostos, que por acaso, podem coincidir com seus times e bandas de preferência, ou exatamente o contrário…

Depois de se divertirem com as diferentes emoções expressas pelo grupo, converse com eles sobre a vivência daquela atividade.

Pergunte por que alguns símbolos despertaram tanta emoção no grupo, e outros, nenhuma? Em relação aos produtos de alimentos e de limpeza, foi fácil reconhecer as marcas? Por quê? E quanto aos símbolos das instituições, foi fácil ou difícil identificar quem representavam?

Provavelmente, eles levantarão várias hipóteses como: muitos ficaram animados com o símbolo das bandas das quais são admiradores ou com o símbolo do time para o qual torcem enquanto outros ficaram irritados porque torcem exatamente para o time rival; ficaram indiferentes para marcas de times que não conhecem ou estão distantes de sua realidade cotidiana, da cultura próxima. Quanto aos alimentos, poderão dizer que foi fácil reconhecer porque são os que veem a todo o momento nos supermercados e nas propagandas de TV, internet e rádio.

Discuta com eles o uso que se faz desses símbolos na sociedade, especialmente na propaganda de produtos manufaturados.

Quantas vezes por dia, somos bombardeados pelo apelo ao consumo, até subliminarmente, em situações que não percebemos?

Esse apelo desenfreado seduz e cria necessidades que não são reais, levando, muitas vezes, adolescentes e jovens a cometerem atos infracionais, por um par de tênis de marca ou por um telefone celular, colocando em risco a própria vida e seu futuro.

Mas há o lado bom dos símbolos, que é o do sentimento de pertencer.

Quem não gosta de vestir a camiseta verde e amarela, em dia de disputa do título da copa do mundo de futebol, ou pendurar bandeiras pela janela, ou mesmo colocar fitinhas trançadas, nessas cores, no cabelo, nos pulsos?

E gritar, todos juntos, de norte a sul e de leste a oeste, neste imenso território brasileiro, quando um dos nossos jogadores faz um gol?

Pergunte, então, se gostariam de construir um símbolo para sua turma, de forma a identificá-la; topam?

Mas, diga que para isso será necessário descobrir o que eles têm de comum, pesquisar o que os identifica, quais as suas principais características; nesse processo, os pontos de convergência têm que contar mais que as divergências e incluir todos. A caracterização do perfil do grupo ajudará na definição do símbolo.

Explique que esse símbolo identificará visualmente a turma, com uma composição de imagem e de letras que darão o nome à turma; a esse arranjo estético das letras, dá-se o nome de logotipo.

Assim, peça que fiquem silenciosos por uns 5 minutos, pensando nesses pontos em comum e registrando-os. De um modo geral, o grupo é alegre ou sisudo? São silenciosos ou barulhentos? Pontuais ou atrasados? Gostam de quê? Rock, pagode, rap?

Abra a conversa para socializarem o que pensaram, sem interrupção. Registre o que expressarem sobre sua percepção em relação ao perfil do grupo, num quadro ou cartaz.

Terminada a rodada, volte à relação das características, uma a uma, para ver se todos concordam que aquela é mesmo uma característica forte do grupo ou não; se não for, deve ser retirada da relação.

E, assim, sucessivamente, até que fiquem apenas as características mais relevantes da turma.

E se?

Se algum adolescente ou jovem escolher algum símbolo ou nome que não seja adequado, por lembrar representações de grupos extremistas ou que expressem preconceitos, ponha em discussão o assunto na roda e argumente sobre os princípios que orientam o projeto educativo.

Discutam, então, que símbolo representaria melhor essas características: um objeto, um animal? Será grande ou pequeno? Será melhor desenhá-lo em branco e preto ou em cores? E quanto ao logotipo a ser construído: que nome dar? Que letras utilizar? Usarão apenas as letras iniciais ou colocarão o nome todo; será com linhas retas ou contorcidas?

Quando o grupo chegar a alguma proposição mais concreta, junte as folhas de papel pardo no chão, coladas, para formar um grande painel e oriente que componham o símbolo da turma, representando o conceito a que chegaram colaborativamente, complementando a criação, uns dos outros, por meio de desenho, de colagem ou de montagem de figuras.

Para isso utilizarão as revistas, os jornais e as figuras que você mostrou no início da oficina.

Quando terminarem, exponham o painel, contendo o logotipo, num varal de barbante, seguro por prendedores.

Explicite que criaram uma nova possibilidade artística: montaram um grande painel, que embora utilizando as marcas de outros, tem, agora, a marca do grupo; fizeram uma composição, utilizando essas figuras não mais como marcas, mas como elementos de uma nova obra: o símbolo visual do grupo.

Hora de avaliar

Pergunte como avaliam a oficina: consideraram interessante criar um símbolo, para identificar o grupo? Como foi o processo de se chegar a um consenso? O processo vivido na escolha e construção do símbolo fortaleceu os vínculos entre eles? É boa a sensação de pertencer a um determinado grupo? Por quê? Eles têm vontade de divulgar o símbolo para outras pessoas? E também de socializar o processo vivido, desde o início? O que eles podem fazer com esse símbolo criado?

Para ampliar

O que mais  pode ser feito?

Os jovens poderão usar o símbolo completo ou só o logotipo da turma, em prol de campanhas humanitárias e movimentos pela solidariedade, pela justiça, pela preservação do planeta e pelo consumo consciente, conseguindo adesões às suas lutas, como faz a ONG Human Right.

Com sede na Alemanha, a organização fez um concurso para criar um logotipo que fosse internacionalmente reconhecido, como símbolo de luta pelos direitos humanos.

Faz um apelo para que as pessoas adiram à sua causa, se apropriem de seu logo e o utilizem na luta pelos direitos humanos, pelo mundo todo, online ou nas ruas, ou seja, o logotipo não é privativo, mas pretende ser de muitos, incluindo mais e mais pessoas na causa nobre da defesa dos direitos inalienáveis do ser humano.

Para saber mais.

A arte é uma linguagem, assim como a nossa língua portuguesa e tantos outros idiomas.

As artes visuais expressam ideias, sentimentos, pensamentos e emoções, por meio de cores, formas, luzes, sombras, linhas, volume etc.

Desde os tempos da caverna, o homem pinta, desenha, esculpe, para expressar-se.

Numa pintura, as cores e formas podem ter infinitos significados.

Para alguns, o vermelho pode representar a alegria, a energia, o fogo, enquanto para outros, o mesmo vermelho pode representar a dor, o desespero, a revolta.

Mas o desenho e a pintura, além de representar pensamentos e emoções, podem também representar uma ideia, cujo entendimento é igual para todos, como o sinal vermelho no trânsito ou a cruz para os cristãos.

Da mesma forma, as bandeiras dos países e os distintivos dos times de futebol, as marcas e os logotipos das empresas, das instituições, das lojas, representam, sempre, a mesma ideia.

Desta forma, por meio de desenhos, identificamos os times de futebol do Corinthians, do Palmeiras, o Banco do Brasil, as Olimpíadas etc.

Ao conjunto de elementos formais que representa visualmente, e de forma sistematizada, um nome, uma ideia, um produto, um grupo, dá-se o nome de identidade visual, que tem, geralmente, por base, o logotipo, um símbolo visual e um conjunto de cores.

Fonte de Referência

ARTES Visuais e Cênicas [Maria Therezinha T.Guerra]. São Paulo: Cenpec; Febem-SP; SEE-SP, 2002. (Educação e Cidadania, 6).

Gostou?

Acesse também a oficina “Construindo nosso blog”, deste banco.

 

 

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