Educação&Participação

Apresentação de práticas de consumo da Economia Solidária.

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  • O que éO que é

    Apresentação de práticas de consumo da Economia Solidária.

  • PúblicoPúblico

    Adolescentes e jovens

  • MateriaisMateriais

    Um computador por dupla, acesso à internet, folhas de papel kraft, pincéis atômicos, produções dos estudantes, dentro dos princípios da sustentabilidade

  • EspaçoEspaço

    Na sala de aula e no laboratório de informática.

  • DuraçãoDuração

    Dois encontros de 1h30 (uma hora e trinta minutos).

  • FinalidadeFinalidade

    Conhecer formas alternativas de se organizar a sociedade e seu processo de produção, distribuição e consumo.

  • ExpectativaExpectativa

    Compreender que o jeito que a vida funciona no nosso dia a dia não é imutável, porque é uma construção social e, como tal, pode ser transformada constantemente; desenvolver a crítica e a criatividade para inovar práticas tanto individuais quanto coletivas, que tornem as relações mais solidárias, entre as pessoas.

Na prática

Como desenvolver?

Anuncie que a oficina do dia será sobre Feira Solidária. Pergunte se alguém já ouviu falar sobre esse tipo de feira.

E se?

Se você já desenvolveu a oficina “Já ouviu falar de economia solidária?”, é muito possível que se manifestem. Ou então se alguém tem, de alguma forma, contato com essa experiência, o que não é muito comum. Em ambos os casos, dê a eles a palavra para que falem o que sabem sobre o assunto.

Tenham ou não trabalhado, anteriormente, o conceito de educação solidária, projete para eles, no data show, o vídeo: “Comércio Justo e Solidário”, que aborda o tema, de forma lúdica e simples, por meio do teatro de bonecos de marionete. É importante que entrem em contato com a Feira Solidária no contexto dos princípios e práticas da economia solidária.

Esse vídeo faz parte da série “Cidade Solidária”, uma iniciativa do Projeto Nacional de Comercialização Solidária, realizado pelo Instituto Marista de Solidariedade (IMS), Secretaria Nacional de Economia Solidária do Ministério do Trabalho e Emprego (Senaes/MTE), em parceria com o Fórum Brasileiro de Economia Solidária (FBES) e o Faces do Brasil.

É dirigido por Patrícia Antunes, da Arte em Movimento, e tem a encenação da Companhia Navegantes de Teatro de Marionetes, coordenado pelo marionetista, Catin Nardi. Os curtas têm a intenção de contribuir para a divulgação das práticas de Economia Solidária para os mais diversos públicos. Está hospedado no site abaixo e tem 9min55s de duração:

Terminada a projeção, peça que formem uma roda para falarem dos principais pontos abordados na animação: o que é economia solidária, o que não é economia solidária, quais as práticas sociais que constituem a economia solidária.

A seguir, convide-os a formarem duplas e acessarem os sites que você indicar, que demonstram, em vídeo, algumas experiências de Feira Solidária.

Feira Solidária na Torre de TV – Brasília (DF) – 3min48s

Feira de Economia Solidária – Feevale – Novo Hamburgo (RS) – 3min53s

Primeira Feira de Economia Solidária – Gaspar (SC) – 2min23s

Feira de Economia Solidária de Palmares – Mata Sul (PE) – 2min38s

Feira Solidária em Sena Madureira (AC) –  42s

Feira Solidária em São Luís (MA) – 2min38s

Depois de aproximadamente 30 minutos, abra a roda para que as duplas troquem impressões sobre o que viram e levante os pontos mais importantes que constituem a Feira Solidária, assim como as formas que ela assume, em proporções menores e maiores, como: clube de trocas,  compra e venda dos produtos com uso de moeda social, formação de redes produtivas, apresentações culturais etc. Registre em um cartaz.

Em seguida, proponha o desafio:

O que acham da turma organizar uma Feira Solidária na Instituição?

Uma vez aceita a proposta, discuta com eles alguns pontos fundamentais, como:

  • Eles próprios poderão confeccionar os produtos, como artesanato, doces, salgados ou algo que gostem e façam bem, como consertar algum objeto ou roupa, cortar cabelo, desenhar, grafitar etc. Poderão também trazer roupas, objetos e livros, em bom estado;
  • Será importante formar comissões para: pedir autorização à gestão da Instituição, organizar o espaço, fazer uma lista com todos os produtos confeccionados e seus respectivos donos, divulgar a Feira para as outras turmas da Instituição, explicando seu funcionamento; fixar os preços nos produtos etc.;
  • Poderão criar uma moeda social para funcionar somente no espaço da Feira. Podem imprimir, por exemplo, cerca de 50 unidades dessa moeda por pessoa. O papel da moeda é permitir a troca indireta, ou seja, que as pessoas possam adquirir os produtos, sem necessariamente trocar por outro que não queiram, pois, nem sempre é possível trocar; alguém pode, por exemplo, querer uma caneca, mas o dono dela pode não ter gostado de nada que essa pessoa interessada na caneca tenha a oferecer –A moeda é para resolver essa questão;
  • Devem combinar critérios para os preços, conforme a moeda social. Devem lembrar-se de que a moeda é simbólica, para viabilizar as trocas;
  • Algumas apresentações culturais de dança, música ou poesia, projeção de vídeos etc. serão muito bem-vindas. Que tal pesquisar tais habilidades entre eles?
  • Programar entrevistas com o público que visitar a Feira, para saber se gostam da proposta da Feira e como a avaliam, o que oferecerá elementos importantes para reflexões posteriores da turma;
  • É preciso acompanhar todo o desenvolvimento da Feira, para que tudo corra tal como previsto;
  • O registro do evento com fotos, vídeos é fundamental para documentar o evento.

Tomadas as decisões, marca-se uma data razoável, que permita a todos produzirem o que desejam para trazer à Feira e tomar as providências necessárias para que ela aconteça.

 

Segundo Encontro: A Feira Solidária 

No dia do evento, a chegada do grupo ao local da Feira deve ser bem antes do público convidado, para que se possa arrumar os espaços e os materiais da Feira, com certa folga, ou então, organizá-la no dia anterior.

As comissões deverão ter bastante clareza de seu papel para realizar tarefas, como:

  • antes de abrir a Feira: organizar o espaço, colocar os preços combinados nos produtos, organizar a entrada das pessoas para distribuir as moedas sociais, testar aparelhagem de som e de projeção;
  • durante a Feira: entrevistar pessoas, orientar a quem for preciso quanto à circulação, ajudar a resolver os problemas que aparecerem, no decorrer da Feira, junto com os educadores; monitorar as apresentações culturais. 

 

Hora de Avaliar:

Após a Feira, faça uma roda específica com o grupo para conversar sobre as impressões que tiveram:

Gostaram?

Do que mais gostaram?

Não gostaram de alguma coisa?

Do que não gostaram?

As outras turmas da Instituição que foram convidadas vieram e participaram?

O que funcionou bem?

O que não funcionou?

O que mudariam?

O que têm a dizer sobre as entrevistas realizadas?

As pessoas gostaram?

Não?

Por quê?

Julgam que elas entenderam a proposta da Feira Solidária?

 

O que mais poderá ser feito?

Uma feira na comunidade, em espaço aberto, numa praça, por exemplo, envolvendo também as famílias dos estudantes. Nesse caso, precisarão da ajuda dos educadores, gestores da Instituição e da parceria dos familiares, além de alguém que tenha mais experiência na realização dessas feiras, para assessorá-los. (Ver orientações nos sites indicados nas Fontes de Referência).

 

Fontes de Referência 

FNES – Economia Solidária –  12min02s 

Ministério do Trabalho e Emprego

Planeta Sustentável 

Para ampliar

Para saber mais

As Feiras de Economia Solidária constituem um espaço de exposição e comercialização direta dos produtos dos empreendimentos econômicos solidários, mas também um espaço de trocas solidárias, de rodada de negócios, de apresentações culturais e artísticas, de informação e formação política em economia solidária, articulação de cadeias produtivas, bem como divulgação e estímulo do consumo ético, justo e solidário.

Para viabilizar as atividades previstas para realização de uma Feira de Economia Solidária, há necessidade de um bom planejamento e de se contar com uma equipe de trabalho que dialogue e construa coletivamente o evento.

As Feiras Solidárias surgiram no Canadá, nos anos 1980. Têm como base os princípios da economia solidária: substituir o lucro, a acumulação de riqueza e a competição da sociedade, em que vivemos, pela solidariedade e pela cooperação; valorizar o trabalho, o saber e a criatividade humana e não o capital e sua propriedade; buscar um intercâmbio respeitoso com a natureza.

A nova base de desenvolvimento, proposta pelo Fórum Social Mundial de 2001, para o país, parte da realidade e necessidade das pessoas e comunidades optar por investimentos de tecnologias ambientalmente corretas, socialmente justas e economicamente viáveis. Dentro destas afirmações, nasce também a proposta de que Outra Economia é Possível e Acontece.

A prática da Economia Solidária aparece justamente nas iniciativas de produção, comercialização e consumo solidários, pois envolve e articula os diferentes estágios da atividade econômica dos empreendimentos solidários, desde o planejamento, a produção até o consumidor final.

 

Gostou?

Acesse também a oficina “Já ouviu falar de Economia Solidária?”.

 

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