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Jogo de vôlei adaptado para muitos jogadores.

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  • O que éO que é

    Jogo de vôlei adaptado para muitos jogadores.

  • PúblicoPúblico

    Crianças e adolescentes.

  • MateriaisMateriais

    Rede, bolas.

  • EspaçoEspaço

    Na quadra.

  • DuraçãoDuração

    Um encontro de aproximadamente 90 min.

  • FinalidadeFinalidade

    Desenvolver flexibilidade de pensamento para modificar e assumir regras não padronizadas, com o objetivo de incluir as pessoas em processos coletivos.

  • ExpectativaExpectativa

    Criar soluções para situações inusitadas; preocupar-se com a inclusão das pessoas que estão à sua volta; perceber ganhos e perdas na escolha de novas alternativas.

Na prática

volei

Como desenvolver?

Comece pedindo que contem o número de crianças e de adolescentes presentes no dia: 18? 20?  24? Diga-lhes que sua proposta era de jogarem vôlei nesse dia, mas como fazer para ninguém ficar de fora? Afinal, no jogo de vôlei comum, jogam, em quadra, 2 times com 6 jogadores em cada um. Eles são mais que 12 e só há uma quadra para jogar.

Dê um tempo para que pensem e deem sugestões de possíveis alternativas. Uma ideia que pode ser somada ou adaptada ao que propuseram é a seguinte: dividir a quadra em três miniquadras, riscando com giz no chão, medindo 12m por 5m cada uma, aproximadamente. A rede deve percorrer a extensão da quadra, no seu comprimento, para servir às três miniquadras. Se necessário, usar uma rede complementar ou mesmo um barbante, apenas, para delimitar o espaço.

quadra-volei

Organizada a quadra, formam-se as seis equipes, cada uma com 4 ou 5 jogadores. Em quadra, ficam três ou quatro jogadores de cada equipe e outro jogador, o “coringa”, fica do lado de fora, ocupando uma posição de rodízio para substituir o colega do time que errar o saque. A cada saque errado, trocam-se as posições: o ”coringa” vai para a quadra e o que errou vira “coringa”. Assim, todos podem participar.

Como no jogo tradicional de vôlei, a partida começa com um dos times sacando a bola, no fim da quadra. A bola deve ultrapassar a rede e seguir ao campo do adversário, no qual os jogadores fazem todo o esforço para que ela não entre. Assim, tentam rebater a bola para que ela volte para o campo adversário, sendo permitido dar três toques na bola antes que ela passe, mas alternando os jogadores que dão os toques. Se a bola cair no próprio campo, é ponto da outra equipe. Os jogadores também não podem encostar na extremidade superior da rede, senão a equipe contrária também ganha ponto.

Nesse jogo adaptado, cada partida tem apenas dois sets de 25 pontos cada um. Ao final do primeiro set, cada equipe se reúne para avaliar como foi o desempenho, discutindo, em duas rodadas: primeira – quais foram os problemas enfrentados; segunda – como podem melhorar. No final da partida, haverá três equipes vencedoras.

Hora de avaliar

Em círculo, discuta com eles como foi jogar um vôlei tão diferente. Que ganhos tiveram com as modificações? E o que perderam? Valeu a pena? Por quê? O que aprenderam com essa oficina?

Para ampliar

O que mais pode ser feito?

A invenção, pela equipe, de jogos adaptados para crianças e adolescentes portadores de diferentes deficiências, consultando os que eventualmente fazem parte do grupo ou da instituição.

A parceria com escolas próximas e outras ONGs poderá promover uma rodada de jogos inclusivos na comunidade.

E se?

Se não houver interlocutor na instituição, poderão, com sua ajuda, entrar em contato com associações específicas de deficientes e pesquisar,
presencialmente, por meio de visita, ou virtualmente, pela Internet, a melhor
forma de atendê-los nos jogos.

Para saber mais

O meio em que vivemos constitui-se de condições materiais concretas que possibilitam nossa existência: um conjunto de fatores químicos, físicos, biológicos e socioculturais.

Meio ambiente é tudo que está a nossa volta e nos inclui – um mundo que tem espaço, tempo, cores, sons, objetos, animais e pessoas.

A relação do ser humano com o meio ambiente sofre a interferência de fatores naturais, mas, sobretudo é mediada pelo social.
Assim, o espaço, além de sua dimensão física, é também produção humana e, por isso, passível de modificação e transformação. Pode ser recriado.
É importante que as crianças e adolescentes possam compreender essa possibilidade dada pela potencialidade humana para que não “sucumbam” à ordem das coisas, mas se percebam capazes de transformar o que está posto na sociedade, que seu modo de funcionar não é imutável e que devem fazê-lo dentro dos princípios de solidariedade e inclusão.
Desta forma, um simples jogo de vôlei pode contribuir para que reflitam sobre essa possibilidade e exercitem-na, colocando em prática valores tão importantes à convivência democrática.
Fontes de referência

Educação pelo Esporte, Educação para o Desenvolvimento Humano pelo Esporte (Walderez Nosé Hassenpflug). São Paulo: Saraiva. Instituto Ayrton Senna, 2004.

VIEIRA, Adriano; JORGE, Laércio de Moura. Movimento é vida: Ensinar e Aprender – Educação Física – Ensino Fundamental Ciclo II. São Paulo: Cenpec, 2007.

Gostou?

Acesse a a oficina “Gol Gigante”, deste banco.

 

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