Educação&Participação

Sensibilização para reconstruir a relação com o meio ambiente e com os animais, no dia a dia.

Início

  • O que éO que é

    Reflexão sobre a relação destrutiva do ser humano com o planeta e com os animais.

  • PúblicoPúblico

    Crianças e adolescentes.

  • MateriaisMateriais

    Computador com acesso à internet,, data show, folhas de papel pardo, canetas hidrográficas, pincéis e tinta guache

  • EspaçoEspaço

    Na sala de atividades.

  • DuraçãoDuração

    Um encontro de aproximadamente 1h30min.

  • FinalidadeFinalidade

    Reconstruir a relação com o meio ambiente e com os animais, no dia a dia.

  • ExpectativaExpectativa

    Assumir comportamentos que contribuam para diminuir o impacto negativo da ação humana sobre o meio ambiente; cuidar bem dos animais.

Na prática

planeta

Como desenvolver?

Anuncie que o personagem a ser discutido na roda do dia será o planeta Terra.  Investigue que imagens já viram dela, se já leram alguma coisa a seu respeito, o que foi e em que circunstâncias. Mostre algumas figuras de revistas e livros para circular entre eles.

Pergunte que idade cada um tem, qual a idade de seus pais e de seus avós e se sabem quantos anos a Terra tem e há quantos anos o ser humano a habita…

Estimule que falem, que lancem suas hipóteses e então conte para eles que a Terra existe há  4,5 bilhões de anos e o homem há 2,5 milhões. É muito tempo, não? E como tem sido a relação entre o ser humano e a Terra? Amigável? Cuidadosa? O que acham?

Diga que vai projetar para eles um vídeo com uma animação, na qual o autor faz a crítica da relação desrespeitosa do ser humano para com o planeta, para com a coletividade e, consequentemente, para si próprio, a partir da sua arrogância e individualismo.

Projete para eles a animação MAN, de Steve Cutts que, com humor, faz a crítica do comportamento humano que desrespeita a natureza. Explique a eles que é uma animação simbólica, ou seja, uma criação do artista para expressar sua visão a respeito do fenômeno e que, por isso, pode não corresponder exatamente à realidade. A animação está disponível abaixo:

Após assistirem o vídeo, abra a discussão sobre o assunto tratado: o que o artista quis com a animação? Que sentimentos nos passa o personagem? Pergunte se concordam com o autor ou não e por quê.

Considere com eles que nem todos os homens são como o personagem retratado e que esta questão não é apenas individual, mas social, econômica e cultural. A sociedade em que vivemos é fruto de um projeto de grupos sociais que detêm as riquezas produzidas por todos, visam o lucro acima de outros valores e, com isso, estimulam e produzem o consumo exagerado das pessoas, para além do que é necessário para viver bem. Essa é uma situação que pode mudar, mas exige esforços coletivos e individuais, pois implica uma mudança no sistema econômico, na participação social das pessoas e nos valores.

E se?

Se eles acharem um exagero o que a animação aborda, reitere que se trata de um tratamento simbólico, próprio da linguagem artística, que permite ao artista criar situações às vezes exageradas, para explicitar as ações humanas e suas consequências.

Provoque-os a pensar que comportamentos coletivos e individuais seriam importantes para um novo panorama planetário e social. Abra duas folhas de papel pardo e registre lado a lado os comportamentos indesejados e as mudanças sugeridas, conforme forem falando.

Depois, convide-os a montar um grande painel, com outras folhas de papel pardo, dispostas no chão e coladas com fita adesiva, representando as mudanças sugeridas por eles.  Disponibilize as canetas hidrográficas e os pincéis com tinta guache. Quando terminarem o painel, exponham numa das paredes da sala ou da instituição.
Hora de avaliar

Abra a roda para a avaliação da oficina e peça que cochichem entre si, em duplas, se gostaram ou não das atividades e por que, o que foi mais significativo. Que recados levariam para amigos e família sobre o que trabalharam?

Após alguns minutos, socialize as observações das duplas e registre num cartaz, que deve ficar afixado na sala.

Para ampliar

O que mais pode ser feito?

Um amplo debate promovido pela instituição, envolvendo a comunidade, as escolas do entorno, lideranças do local e famílias para discutirem como podem, em seu âmbito de governabilidade, diminuir os impactos negativos da ação humana sobre o ambiente. Também poderão propor encaminhamentos para autoridades responsáveis por outros níveis de governabilidade.

Para saber mais

Steve Cutts é um ilustrador inglês, especializado em animação, que produz trabalhos que denunciam a forma de viver do ser humano, na atual sociedade de consumo, desrespeitosa com si próprio, com os outros habitantes do planeta e com o meio ambiente.

Segundo o filósofo Vladimir Safatle, em artigo para a revista Cult, edição 168, a ”arte nunca é o reflexo da vida social. Ela é, antes, a figura avançada daquilo que a vida social ainda não é capaz de pensar, daquilo que ainda não tem forma no interior de nossas formas hegemônicas de vida”.

A arte faz a crítica  aos modos de organização da vida social que, por se tornarem rotineiras, nos parecem naturais ou inexoráveis. Ao provocar o estranhamento, pela forma de apresentar o que é destrutivo e devastador, ela nos faz parar para pensar sobre o nosso modo de vida e a projetar novas formas e novos modos de organizar a sociedade.

Ainda segundo o filósofo, quando a arte perde a força de fazer a crítica da sociedade vigente, para que se busque uma outra forma de viver, “a vida social não é mais capaz de enxergar a imagem de uma nova socie­dade possível”.

Na animação “Man”, Cutts faz a crítica à ocupação do planeta pelo Homo sapiens, que segundo as teorias evolucionistas, surgiu entre 400 mil e 100 mil anos atrás e do qual os seres humanos modernos (Homo sapiens sapiens) evoluíram.

O vídeo nos faz pensar: por que foi assim? Por que é assim? Precisa continuar sendo assim?  Só a reflexão sobre os fenômenos sociais que causaram tanta destruição no planeta pode nos levar a tomar iniciativas que revertam tal situação.

 Fontes de Referência

Revista Cult, número 168 (maio 2012). São Paulo: Editora Bregantini.

Portal UOL – Educação

Gostou?

Acesse também as oficinas “Minha cidade sustentável” e “Carta da Terra”, deste banco.

 

Obs: Os links informados na oficina foram visitados em 15 de julho de 2015 às 18h

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Eu fiz assim…

 

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