Educação&Participação

Videoaula - Canto coral com crianças e/ou adolescentes.

Início

  • O que éO que é

    Vídeoaula sobre organização de um canto coral.

  • PúblicoPúblico

    Crianças e adolescentes.

  • MateriaisMateriais

    Cartaz com a letra da música escolhida pela turma, violão ou CD com a música gravada, bexigas.

  • EspaçoEspaço

    Na sala de atividades.

  • DuraçãoDuração

    Um encontro de aproximadamente 1h30min.

  • FinalidadeFinalidade

    Desenvolver a sensibilidade estética e aprender a se expressar pela linguagem musical.

  • ExpectativaExpectativa

    Reconhecer a importância do aquecimento das cordas vocais antes de usar a voz para cantar ou mesmo para falar; desenvolver senso rítmico e coordenar emissão de voz e tempo.

Na prática

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Como fazer?

Anuncie as atividades da oficina, seu tema e objetivos para as crianças e os adolescentes de sua turma. Eles irão formar, nesse dia, um pequeno coral, para cantar uma música escolhida por eles próprios, cuja letra você já deixará exposta num cartaz, afixado na sala.

Para isso, alguns passos serão seguidos. Haverá atividades de aquecimento para o corpo e para as cordas vocais e algumas combinações entre o grupo para o desenvolvimento do canto coral.
Comece propondo alguns exercícios de aquecimento corporal, envolvendo as várias partes do corpo: cabeça, pescoço, braços, mãos, pernas, pé. Numere as crianças e os adolescentes e peça que repitam o exercício como fez a educadora Sara, no vídeo abaixo:

A seguir, é hora de aquecer as cordas vocais. Comece por uma massagem no diafragma, explicando que é um músculo que separa a cavidade torácica da abdominal e exerce importante papel na nossa fala. Saber usá-lo corretamente nos livra de doenças no aparelho fonador, como os calos nas cordas vocais. Distribua bexigas de ar para todos e convide-os a enchê-las e a esvaziá-las, primeiro devagar e depois, depressa, e ver o que acontece com o bico delas, simulando a saída de ar pelas cordas vocais. No primeiro caso (devagar), as bordas do bico não se tocam e, no segundo (depressa), elas se atritam, com força. É esse atrito que produz a formação dos calos.

Entendida a necessidade de soltar o ar devagar, proponha uma brincadeira com trava-línguas, excelente estratégia de aquecimento vocal. Os trava-línguas fazem parte das manifestações orais da cultura popular, são elementos do nosso folclore, como as lendas, os acalantos, as parlendas, as adivinhas e os contos. Consistem num conjunto de palavras que concentram sílabas difíceis de pronunciar ou que carregam os mesmos sons; essas palavras são de tal forma ordenadas que se torna difícil e, às vezes, quase impossível pronunciá-las, sem erro. Mas, para o aquecimento vocal, não é necessário pronunciar o trava-línguas rapidamente. Veja como fez a educadora Sara.

Você pode encontrar outros trava-línguas nos sites abaixo:

Só Português – Trava Línguas

Fundação Joaquim Nabuco – Trava-Língua

Parlendas – Trava-língua

 

Bem, agora que todos estão devidamente aquecidos, é hora de trabalhar a letra da música que irão cantar. Leia com eles cada frase, verifique se entenderam e peça que comentem o significado dela.

E se?

Se perceber que eles querem se manifestar a respeito do assunto, deixe que falem, pois é uma oportunidade de saber o que pensam e de dialogar sobre isso.

Certificando-se de que entenderam a letra da canção, organize meninos e meninas, com suas respectivas participações no coral e comece o ensaio, por partes. Veja:


Depois de ensaiar as vozes, separadamente, por algum tempo, una-as, para que cantem todos juntos.

Hora de avaliar

Terminada a atividade, proponha a formação da roda para fazerem a avaliação da oficina: gostaram? De que gostaram mais? O que não sabiam e aprenderam com a oficina? Veja como a turma da educadora Sara partilhou seus sentimentos em relação à oficina.

Para ampliar

Fontes de Referência

 Chan, Thelma – “DIVERTIMENTOS DE CORPO E VOZ – Exercícios Musicais para Criança”

 FONTERRADA, Marisa Trench de Oliveira – De tramas e fios: um ensaio sobre música e educação – São Paulo: UNESP, (2005).

 CHEVITARESE, Maria José. A questão da afinação no coro infantil discutida a partir do “Guia Prático” de Villa Lobos e das “20 Rondas Infantis” de Edino Krieger. 1996. Dissertação (Mestrado em Música Brasileira) – Centro de Letras e Artes, Universidade do Rio de Janeiro.

 CRUZ, Gisele. Canto, canção, cantoria: como montar um coral infantil. São Paulo: SESC, 1997.

 FERNANDES, José Nunes. Educação musical e fazer musical: o som precede o símbolo. Revista Plural, Rio de Janeiro, v. 1, n. 1, p. 47-58, 1998.

 FIGUEIREDO, Sérgio. A Aprendizagem de Conceitos Musicais Através da Prática Coral. Em Pauta, Porto Alegre, v.1, p.21-28, 1990.

 

Para saber mais:

A educação musical propicia a sensibilidade auditiva e estética e auxilia a concentração e, portanto, a aprendizagem, porque se a pessoa ouve melhor, consegue compreender melhor. Quando a criança trabalha a pulsação, por exemplo, que é a marcação rítmica, ouvindo o coração, tomando o pulso, percebendo essa batida constante, poderá, mais facilmente, discriminar a duração dos sons das palavras.

A educação musical começa desde a gestação. A conversa que a mãe tem com o neném já é uma conversa musical porque ela estimula a percepção auditiva. Quando nasce, a relação mãe e filho instiga o cancioneiro infantil. A mãe canta, o bebê ouve, interage. Isso tudo vai ajudar a criança a desenvolver a percepção musical, a sensibilidade estética e contribui para o desenvolvimento da fala.

É importante que o educador tenha formação musical e pedagógica, principalmente para saber conduzir a educação musical das crianças e dos adolescentes. Quando se fala em educação musical, não significa o ensino de um instrumento, mas o estímulo musical para a criança, aproximando-a da música, para aprender a ouvir, a fruir a melodia.  Se ela quiser, ela própria escolherá um instrumento para aprender, posteriormente.

Assim, é importante que o educador saiba fazer um aquecimento adequado e, gradativamente, ir ensinando a criança e o adolescente a apreciar a boa música, em seus diferentes gêneros. Isso se faz, partindo-se do universo cultural deles, como dizia Paulo Freire. Se no seu repertório não tem música erudita, por exemplo, o educador precisa planejar um percurso de aproximação, de forma a chegar ao que é desconhecido deles, por meio do que já conhecem.

Participe

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Total de 5 comentário(s)

  •    MARINA Gregório Silva  em 
         Educação&Participação respondeu em 
  •    Onésimo Candido Nunes  em 
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  •    Daniel Teles  em 
  •    Célia Anrafel  em 
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  •    Rosemari Oliveira Rodrigues  em 
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