Educação&Participação

Conhecimento dos fundamentos do jogo, explorando as possibilidades do corpo em movimento.

Início

  • O que éO que é

    Conhecimento dos fundamentos do jogo – estudo e prática.

  • PúblicoPúblico

    Adolescentes e jovens.

  • MateriaisMateriais

    Bexigas de ar, data show e computador com acesso à internet para projeção de dois vídeos educativos, folhas de papel pardo, canetas hidrográficas, rede e bola de vôlei.

  • EspaçoEspaço

    Na sala de atividades e na quadra.

  • DuraçãoDuração

    Dois encontros de aproximadamente 90min cada.

  • FinalidadeFinalidade

    Aprofundar o conhecimento sobre os fundamentos do jogo; explorar as possibilidades do corpo em movimento.

  • ExpectativaExpectativa

    Ampliar o repertório sobre essa modalidade esportiva; exercitar diferentes movimentos corporais e o trabalho em equipe.

Na prática

volleyball_beach

Como desenvolver?

1º encontro: Conhecendo os fundamentos do voleibol.

Encha balões de ar coloridos e esparrame-os pela sala de atividades, antes da oficina, de modo que ao entrar nela, os adolescentes e jovens já comecem, naturalmente, a brincar, rebatendo-os.

Depois de se divertirem um pouco, combine que você irá dar alguns comandos para os movimentos deles, como:

  • Rebater as bexigas, sem sair do lugar e sem deixar cair no chão.
  • Rebater as bexigas que chegarem, com várias partes do corpo, sem sair do lugar.
  • Rebater só com uma parte do corpo: só com as mãos; só com as pernas, só com os joelhos; só com a cabeça, sem sair do lugar.
  • Rebater, movimentando-se pela sala: andando, girando, saltitando em um só pé.

E se?

Se ficarem preocupados em estourar as bexigas, tranquilize-os dizendo que há muitas bexigas adicionais.

Quando se cansarem, chame-os para a roda e pergunte com que jogo se parece a brincadeira que fizeram com as bexigas, se conhecem o voleibol, se praticam, onde, quando e com quem, que times e campeonatos já viram jogar. Pergunte sobre as regras mais comuns e proponha que aprofundem um pouco mais o estudo sobre seus fundamentos.

Para isso você projetará o vídeo “O voleibol – Parte1” (13min31s), da TV Escola (MEC):

Anuncie que vai projetá-lo em duas etapas, fazendo uma parada entre elas para explorar o assunto tratado. Peça que fiquem atentos à projeção, tentando registrar o que for importante, na memória.

Projete o vídeo até 6 min30 s e dê uma parada para retomarem os fundamentos apresentados: como é o jogo, qual o número de jogadores necessário, como deve ser a organização da quadra, quais são as posições dos jogadores e qual é o papel de cada posição, como se faz a contagem de pontos. Conforme forem falando, vá registrando em um cartaz e deixe afixado na sala.

Continue a projeção até o final e retome o que foi tratado nessa segunda parte. No caso, ela trata de adaptações das regras para o jogo lúdico, mais solto e possível de ser praticado de várias formas e em vários lugares. Trata também dos vários tipos de saque. Registre o que forem observando em outra folha de papel pardo.

A seguir, convide-os para a quadra, a fim de exercitarem os fundamentos trabalhados nas duas partes do vídeo. Depois de algum tempo, deixe-os jogar livremente.

2º encontro: Continuando com os fundamentos e criando adaptações.

No segundo encontro, projete o vídeo “Voleibol – Parte 2” (12 min31s), que dá continuidade aos fundamentos do jogo:

Divida a projeção, da mesma forma que a primeira, em duas partes. Projete o vídeo até 6 min e 45 s. Peça que assistam com atenção.

Até aí são tratados: a recepção da bola, (manchete), os diferentes tipos de toque, o levantamento da bola, os passes e as cortadas. Retome com eles os conceitos apresentados e registre no cartaz já iniciado.

Continue a projeção até o final. Nessa segunda parte, são abordados a corrida coordenada, o bloqueio, as partes do corpo envolvidas na atividade e a importância do coletivo.

Como no encontro anterior, após a síntese feita, convide-os a ir para a quadra, a fim de exercitarem, por algum tempo, os fundamentos do voleibol, como proposto no vídeo.

Organize-os, a seguir, em grupos, para pensarem em adaptações do voleibol, com fundamentos e regras, a seu gosto, para eles próprios jogarem. Cada grupo deverá criar uma adaptação.

Depois de 10 min, aproximadamente, abra a roda para socializarem suas produções. Organize com eles, um calendário para praticarem cada uma das adaptações criadas, em oficinas posteriores.

Hora de avaliar

Reúna o grupo para a avaliação da oficina. Pergunte quais foram as aprendizagens novas realizadas, a respeito do voleibol: o que o conteúdo dos vídeos acrescentou ao repertório deles sobre o jogo? Que conceitos e informações consideraram mais importantes? Como perceberam seu corpo em movimento. Foi fácil realizar os movimentos do jogo?

Avalie com eles também como ocorreu a comunicação e a cooperação durante o jogo e o trabalho em equipe.

Para ampliar

O que mais pode ser feito?

As crianças e os adolescentes poderão organizar um campeonato de vôlei na instituição, utilizando as variações criadas. Essas adaptações poderão ser postadas em suas redes sociais ou no site ou blog da instituição, se houver.

Para saber mais

O voleibol foi criado por Willian George Morgan, diretor de Educação Física da ACM (Associação Cristã de Moços), em Massachusetts (USA), em 1895, embora já houvesse indícios de práticas esportivas semelhantes na Itália, durante a Idade Média.

Morgan foi incentivado a desenvolver uma atividade menos vigorosa que o basquetebol e mais lúdica que a ginástica, que se adequasse melhor aos docentes da instituição, alguns já avançados na idade. O objetivo era criar um jogo coletivo, que evitasse o contato físico entre os adversários, minimizando a ocorrência de lesões. Assim, no inverno de 1895, Morgan apresentou o jogo denominado, naquele momento, de minonette. O nome” volleyball” foi adotado, a seguir, em função de que a bola permanecia em constante voleio sobre a rede.

O voleibol se popularizou a partir do século XX e, no ano de 1947, foi criada a Federação Internacional de Voleibol (FIVB). Conforme o jogo foi sendo disseminado pelo mundo, as regras foram, paulatinamente, modificadas e aperfeiçoadas, da mesma forma que os materiais utilizados no jogo: bolas, redes, uniformes, particularmente na década de 1990 e no início do século XXI.

Durante sua evolução, o voleibol sofreu preconceito de gênero, por ser considerado um esporte menos viril.  No ano de 1964, o voleibol passou a fazer parte dos Jogos Olímpicos de Tóquio, com a participação de dez equipes masculinas e seis femininas.

O voleibol foi muito bem aceito na cultura brasileira, tornando-se uma prática muito valorizada entre crianças, jovens e adultos, ocupando lugar de destaque no conjunto das manifestações corporais presentes na sociedade.

O Brasil, atualmente, é considerado uma potência mundial nesse esporte, tanto na quadra como na areia, por ter conseguido muitos títulos, como o da Liga Mundial, o do Campeonato Mundial, o das Olimpíadas etc.

Foi através do voleibol que o Brasil conquistou sua primeira medalha de ouro olímpica em um esporte coletivo, em 1992, em Barcelona, com o time masculino. A primeira medalha de ouro olímpica feminina veio pelo vôlei de praia, em Atlanta (USA), em 1996. Em 2008, nas Olimpíadas de Pequim, conquistou a primeira medalha de ouro olímpica feminina, nas quadras. 

Gostou? Acesse também a oficina “Um vôlei para muitos”, deste banco.

 Fontes de Referência

Goiás (Estado). Secretaria de Estado da Educação.
Reorientação curricular do 1º ao 9º ano: sequências didáticas: convite à ação – Educação Física [Maria Antonia J. de Morais; Maria de Lourdes Sousa Morais; Orley Olavo Filemon, Pricila Ferreira de Souza; Walisson Francisco de Lima]. Goiânia: 2010. (Currículo em Debate, cad.7.3).
Obs: Os links informados na oficina foram visitados em 15 de julho de 2015 às 17h.

Participe

Eu fiz assim…

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